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sábado, 14 de julho de 2012

Eucaristia, Fé e sentimentalismo


"O que mais obsta a liberdade e a felicidade em nossas relações com Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento é a importância excessiva que damos ao sentimento. A despeito de tudo que nos  possam ter dito, continuamos, equivocadamente, a nos servir dessa pedra de toque tão enganosa para julgar as nossas relações com Deus: daí o desânimo, com todas as suas funestas consequências.

"O sentimento é como essas crianças teimosas e caprichosas que se tornam ainda mais insuportáveis com os mimos e carinhos. Para nós, o melhor a fazer é não levá-lo em conta. Devemos, é claro, alegrar-nos se as nossas disposições de espírito forem favoráveis; mas se não o forem, não devemos dar atenção a isso.

"Podemos muito bem dispensar o sentimento: mas a fé, nunca! É a fé que nos deve conduzir; é nela que devemos apoiar-nos; a ela é que nos devemos apegar com tanto mais força, quanto mais perto pareçamos estar daqueles dias de que falava o Senhor: Quando o Filho do homem vier, será que ainda encontrará a fé em Israel?  (Lc., XVIII, 8) Ah, essa fé, devemos segurá-la e dizer-lhe com energia que não admite recusa esta palavra dos discípulos de Emaús ao Salvador: Fica conosco, já é tarde! (Lc., XXIV, 29). Em toda parte onde entra e reina soberana a fé, todo bem entra com ela, e não precisamos mais procurar nem nos atormentar com outra coisa: Sola fides sufficit (Sto. Tomás, Pange lingua)!

"Dai-me, meu Deus, uma fé profunda e viva em tudo o que vosso Espírito revelou e a vossa Igreja ensina; dai-me esse único necessário, e isso me basta: Sola fides sufficit! E a fé que peço é uma fé viva, que deve forçosamente provar a sua vitalidade com boas obras. Seja, pois, uma fé ardente como a que brilhou na vida de vossos Santos. Fortalecei em mim a crença em todas as verdades reveladas; mas sobretudo dai-me a inteligência e o amor cada vez maior do Mistério dos nossos altares, que é o mistério por excelência e o centro da nossa fé."

Sábias palavras da Madre Mary Loyola, do convento de Saint Mary, em York.
Mais do que nunca oportunas nos dias de hoje, em que uma espiritualidade baseada no friozinho na barriga faz estragos nas já reduzidas hostes de Cristo.

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