Pesquisar este blog

domingo, 15 de julho de 2012

A doutrina e o chamado de Deus


Há duas formas de se convencer alguém acerca de uma verdade.
Uma é a prova ostensiva, de tipo: "Há um copo sobre a mesa. Veja, aqui está ele."
A outra é aquela em que, depois de um exame atento das articulações, da solidez, das riquezas de uma doutrina, pesando os prós e os contras, deixamo-nos convencer de sua verdade.
A diferença é que a primeira forma se impõe como que violentamente. A segunda, ao contrário, exige um crédito inicial, uma simpatia prévia que possibilite a escuta atenta e lenta da doutrina antes de se decidir sobre a sua validade.
É o caso do assentimento à palavra de Deus, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
A segunda forma pressupõe que no fundo já tenhamos encontrado o que buscamos. Só encontramos a Fé quando a buscamos, e só a buscamos quando já a encontramos. Delicadeza de Deus, que não se impõe a nós contra a nossa vontade.
O chamado de Deus antecede e possibilita a Fé:
"Não me buscarias se já não me houvesses achado". (Pascal, Pensées 553, Brunschvicg)

Nenhum comentário:

Postar um comentário