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domingo, 8 de julho de 2012

Católicos x evangélicos: duas lendas

Marcha para Jesus, em SP

Saíram por aí nos últimos dias algumas estatísticas que mostrariam um recuo da Igreja no Brasil.

Dizia Aristóteles que só desatamos os nós que podemos ver. E para ver com clareza neste nó, é preciso livrar-se de velhas lendas hegemônicas: há muito o Brasil deixou de ser um país católico. O que houve durante algumas décadas foi um vazio religioso que permitia considerar preguiçosamente que tudo ia bem na Igreja brasileira, com seus 90% da população - embora a frequência à missa fosse há tempos insignificante.

A diferença agora é que a máfia que domina o planeta resolveu agir e pôr as coisas em pratos limpos. Criou essas tristes "igrejas evangélicas", investiu maciçamente no estabelecimento capilar delas em todo o território nacional e submeteu a população a um bombardeio mediático diário, autêntico carpet bombing proselitista. Tudo isso ante a passividade de uma Igreja paralisada pela ignorância e por uma interpretação equivocada do que seja o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. O resultado é o que se vê: a debandada das massas desenraizadas e desamparadas em sua Fé, sobretudo nas grandes cidades.

Esta é a realidade material do problema, que tem também o seu lado espiritual.

Aí, o ídolo a derrubar é outro: a ideia de que essas instituições sejam cristãs. Nada mais falso. O que ocorre é uma simples troca de nome: chama-se de "sr. Jesus" a Mâmon. O pentecostalismo é uma forma adulterada de farisaísmo para uso das massas. Sem tirar nem pôr.

Sem ter em mente estes dois aspectos do problema, o nó vai continuar intacto.


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