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terça-feira, 19 de junho de 2012

Teologia da Libertação e RCC: duas faces da mesma arrogância

Almofadas para o repouso no "Espírito": só falta o frigobar

Duas faces da mesma moeda falsa. Ambas se pretendem as enviadas de Deus para consertar a Igreja e purificá-la da ganga que acumulou em sua viagem pelos séculos. Ambas se colocam acima da Tradição e olham com desprezo o sacrifício de séculos e séculos de santos e mártires silenciosos e humildes.

O problema não é revolucionar nada, nem reivindicar favores extraordinários do Espírito Santo, quer no "repouso", quer na rejeição e reforma da Tradição, mas reatar integralmente com essa corrente ininterrupta que veio de Cristo até nós, sem diluí-la e sem mutilá-la, assumir humildemente nosso lugar na fila dos séculos, sem querer dar aulas aos que nos precederam nem abolir o que edificaram.

Reza a tradição que os dons extraordinários do Espírito Santo, como "falar em línguas", cessaram com os tempos apostólicos. Depois disso, não há notícia de tais manifestações nos anais da Igreja. A RCC, juntamente com seus antecessores neste caminho, os pentecostais evangélicos americanos - a bela árvore cujos últimos e mais santos frutos são Edir Macedo, bispa Sônia, Silas Malafaia e R.R. Soares - afirma ser objeto de um novo Pentecostes, em que o Espírito Santo em pessoa distribuiria entre seus afiliados os mais extraordinários dons - dons sensíveis, é claro. Nada de manifestações intelectuais, a que o Espírito Santo em sua nova fase parece absolutamente avesso.

A árvore se conhece pelo fruto, porém. Vale a pena comparar os frutos espirituais do novo Pentecostes com os dos tempos de seca que antecederam a RCC. Temos, por um lado, nos tempos de aridez, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa d'Ávila, São João da Cruz, São Bento, São Bernardo, Santo Anselmo. Em compensação, agora, nos tempos de plena manifestação do Espírito, temos padre Jonas Abib, padre Marcelo Rossi, padre Fábio de Melo, Dunga e professor Aquino. Cada um faça a sua própria avaliação.

Nos tempos de seca, o Espírito Santo manifestava-se, sim, de maneira extraordinária, a alguns poucos contemplativos, após longo caminho de ascese e purificação. Hoje, não é preciso tanto. Uma ou duas sessões de oração já bastam, e esse negócio de ascese está, é claro, definitivamente superado. Especialmente aptos a tais manifestações extáticas são os jovens e não tão jovens com rica experiência no uso de entorpecentes. Honni soit qui mal y pense.

Não é à toa que em tempos de tão iluminados movimentos, a Igreja tenha atingido o seu ponto mais baixo.

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