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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Manipulação e pecado


Ante a realidade da universal apostasia, coloca-se a questão: terá sido em vão o sacrifício da Cruz, já que todos se perdem?

Tentou-se uma primeira resposta transformando-se o Deus infinitamente bom e justo numa divindade boazinha e pusilânime, meio pateta, sem nenhuma autoridade para julgar ninguém: a hipóstase da passividade de importantes segmentos do catolicismo. Deus se curva ante o pecado: todos serão salvos, mesmo Sodoma, mesmo Satã.

Cumpre inverter a colocação. A justiça de Deus é infinita e eterna, o mal será julgado e punido.  Mas o ponto é: em tempos de neurolinguística, de coerção publicitária, de manipulação em todos os níveis, de apoteose da prostituição, de quem é a responsabilidade pela bestialização das massas? Das massas mesmas ou daqueles que a manipulam?

Se nos bons tempos em que não havia massificação e manipulação generalizadas ainda se podia falar em responsabilidade individual, o mesmo não acontece hoje. O homem massificado, prostituído pela hipersexualização da sociedade, entorpecido pelas drogas químicas e doutrinais já não é responsável por seus atos. E sem responsabilidade não pode haver culpa nem pecado, a não ser em quem o hipersexualizou e entorpeceu.


O que não significa, é claro, que o fã de Sílvio Santos e devoto da Igreja Universal não pequem. Pecam, mas na medida de sua reduzida humanidade. A parte do leão é mesmo da turminha do Mal, os chefinhos por trás do pano. Para estes, sem dúvida, as trevas e o ranger de dentes.

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