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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rock litúrgico, oxímoro fatal


O grande erro dos que se valem de rockinhos e música country para "animarem" a liturgia é esquecerem-se de que a música significa. Ela não é uma folha em branco sobre a qual se escreve o texto que se quiser. Não basta pegar um rock concebido para servir de tema musical para a masturbação de adolescentes e colocar uma letra de "louvor" para fazer música sacra.

A música tem por si mesma, independente da letra, um significado. O rock e o sacrifício da Missa têm pathoi contraditórios, e nem mesmo as palavras do Profeta nos Salmos podem mudar isto. Não cabem no rock ou no country o recolhimento e a reverência de rigor na presença do Altíssimo.

O que acaba acontecendo é que a letra e o ritual dizem uma coisa e a música diz algo diametralmente oposto. Não é possível preparar-se para a transubstanciação do corpo de Cristo ao som de rock'n roll.

Basta, aliás, observar na foto acima o contraste entre a patética figura do padre heavy metal e a decoração barroca do fundo para ver como cai bem numa igreja uma monstruosidade como o rock dito católico.

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