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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fé e tempo


Não o aggiornamento de triste memória, a submissão do absoluto ao  relativo, a busca de um acordo entre Cristo e Sodoma.
Mas a perspectiva oferecida pelos 2 mil anos que nos separam da Encarnação e os tês mil que nos separam do reino de Davi, por exemplo: que nos ensina a passagem de todo esse tempo, com as mudanças que trouxe?
Tomemos o caso de Davi. Que dizer das condições de vida do reino de Judá por volta de 1000 a.C? Qual o nível de cultura científica daquele povo? Quais as condições sanitárias das "cidades" da época? Qual o índice de alfabetização da população? Qual a mortalidade infantil? Qual a idade média da população? Qual o consumo de energia?
Se compararmos as condições materiais - e mesmo, sob certos aspectos, intelectuais -do povo de Israel da época com as de hoje, em Sodoma, veremos que eles estavam em situação ainda mais precária do que a dos mais pobres países africanos, e muito, mas muito abaixo do nível de vida do interior do Piauí.
Ou seja, se quisermos encontrar um equivalente atual do povo de Israel da época de ouro de Davi, teremos de procurar entre as mais primitivas populações do planeta. Não em Manhattan, mas no Sudão.
E no entanto, o reino de Davi foi o mais glorioso aos olhos de Deus.
O que é particularmente revelador sobre o que e quem conta da perspectiva da Fé.

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