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terça-feira, 3 de abril de 2012

"Televisão mata", diz o cientista francês Michel Desmurget


Michel Desmurget por franceinter

Publicado na França o ano passado, o livro do neurocientista Michel Desmurget, TV Lobotomie, apresenta de maneira sóbria os resultados de 50 anos de pesquisas acerca dos efeitos da exposição à TV sobre a psique, a saúde, a inteligência das pessoas. Sua conclusão é simples e cabe em duas palavras: TV mata.

Para os que duvidam, eis alguns dados:

- Cada hora passada diante da TV entre os 40 e os 60 anos aumenta em um terço o risco de desenvolver o mal de Alzheimer depois dos 60 anos;

- Cada hora passada diariamente diante da TV entre os 4 e os 11 anos de idade aumenta em 40% a probabilidade de que a criança não venha a diplomar-se;

- O adulto de mais de 25 anos que passa mais de 4 horas por dia diante da TV tem quase o dobro de chance de desenvolver uma doença cardiovascular do que o seu "gêmeo" que passa só 2 horas por  dia diante dela;

- Os pesquisadores são unânimes em afirmar que a exposição à violência na TV torna as pessoas mais violentas; a única dúvida é quanto aos mecanismos neurológicos desse processo;

- A televisão é um dos principais fatores que levam ao tabagismo, à obesidade, ao alcoolismo e aos comportamentos sexuais de risco. Para não falar no pentecostalismo...

Etc. etc.

Para as crianças de menos de 7 anos, o remédio tem de ser drástico: proibir a televisão, dada a gravidade dos efeitos no desenvolvimento psíquico, emocional e cognitivo da criança.

Diante desse tipo de crítica, os manipuladores costumam responder: o botão de desligar está aí para ser usado. Esta resposta cínica deixa de lado o fato decisivo de que a TV é material viciante, que logo explode todos os controles de uso. É como pedir a um alcoólatra que deixe de beber enquanto mora numa adega.

Nem é preciso dizer que o livro não tem previsão de lançamento em português, dada a burrice e a corrupção do meio editorial brasileiro.

Acima, uma entrevista com o autor, em francês. Um artigo sobre o assunto, do mesmo autor, também em francês, pode ser lido aqui.


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