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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem é o bebê anencefálico que o STF quer assassinar?


A anencéfala Marcela de Jesus e sua mãe.
 Marcela sobreviveu por 20 meses.

No dia em que o aborto vai ser premiado no Brasil com as bênçãos do STF e o financiamento pelo dinheiro público - começando pelos bebês anencefálicos, para depois passar a todos os fetos em geral até chegar no ideal vampirista e feminista da liberação do assassinato de todos os recém-nascidos, por qualquer razão que seja - como já acontece no Canadá -, cumpre ressaltar que, ao contrário do que a grande mídia declara, o bebê anencefálico não "nasce sem cérebro". A anencefalia é uma má formação do cérebro que atinge de modo variável o bebê. Na maioria dos casos, o tronco cerebral, responsável pelas funções mais básicas da vida, como a respiração, a dor e as emoções, está intacto, e o déficit neurológico se limita às camadas secundárias do encéfalo, situadas no córtex, que comandam funções como a inteligência, a linguagem etc. E ao contrário do que propagam vampiristas e satanistas variados, a vida do bebê pode, sim, prolongar-se por bastante tempo, como no caso da brasileirinha Marcela de Jesus, que sobreviveu por mais de 20 meses após o nascimento.

Ou seja, ao condenar à morte os bebês anencefálicos se está permitindo o assassinato de um ser humano com emoções, prazeres, dores, ou seja, o que há de mais profundo na vida.

Para se ter uma ideia do grau de boçalidade que está por trás do apoio da grande imprensa à liberação do crime, basta ler essa inacreditável pérola que encontro na reportagem do UOL sobre o assunto:

Além de carregar no útero um bebê fadado a viver possivelmente por alguns minutos, as mães ainda têm de lidar com a burocracia de registrar o nascimento e o óbito no mesmo dia.

Ah! Coitada da família do bebê! Vai ter que preencher dois formulários, enfrentar duas filas! Isso é inadmissível. Taí uma bela razão para matar a criança!

Como se não bastasse, a manchete estampa sem pestanejar a asquerosa mentira propagada pelo estercorário ministro relator do projeto, de que o anencéfalo não vive. Como não vive, se tem todas as funções vitais primárias, inclusive a de se emocionar, de sentir dor e prazer? É incrível o grau de má-fé.

Trata-se, sim, de assassinato puro e simples. E dos mais covardes, por ter como vítima uma criança indefesa, doente, e por ser perpetrado pela própria mãe. Pior impossível.

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