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sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Grande Avacalhação apodera-se da música sacra no Vaticano



A Grande Avacalhação pós-conciliar acaba de obter mais uma retumbante e sonora vitória no Vaticano. Como todos sabem, Bento XVI, homem de ótima formação musical, tem um carinho especial pela música litúrgica. São conhecidos os seus esforços para purificá-la do caminhão de lixo que sobre ela foi depositado por 5 décadas de furiosa insensatez modernista. Seu empenho tem inequivocamente dado bons frutos, como se pode constatar, por exemplo, no nível musical bastante decente de boa parte das missas celebradas na arquidiocese de São Paulo, dada, é claro, a modéstia dos recursos.

Mas, como era de esperar, esse esboço de recuperação da dignidade da música sacra católica não é visto com bons olhos pelo mais alto escalão da Cúria romana. É o que demonstra um interessantíssimo artigo de Sandro Magister, Rumore in Vaticano: le ultime sconcertanti nomine [Barulho no Vaticano: as últimas desconcertantes nomeações], que pode ser lido em italiano no site TotusTuus.

Nele se descreve como os purpurados defensores do roquinho de gafieira estilo Fábio de Melo e Canção Nova tudo fazem para arruinar os planos de Bento XVI em matéria de arte sacra, nomeando para a direção dos  institutos musicais vaticanos gente de formação musical nula e de ideias artísticas ortogonais às do Papa. Tudo feito à socapa, para impedir a preservação da grande tradição musical católica na Santa Sé em nome de uma quimérica modernização que é, no fundo, um nivelamento por [muito] baixo.

Para se ter uma ideia da enormidade do que vem acontecendo, ouça-se o vídeo acima, de Marcello Gambini, um dos maiores representantes da nova mentalidade musical que predomina hoje no Vaticano, após as novas nomeações. É por essa musiquinha ridícula e pateta que querem trocar a grande polifonia e o canto gregoriano. Dio mio!

Eis aí um bom exemplo da luta que corrói a Igreja por dentro, mesmo nas suas mais altas instâncias, entre os que buscam reconstruir a Igreja revivendo a Tradição viva que a anima desde Pentecostes, como o Papa Bento XVI, e aqueles que se empenham por adotar a política da terra arrasada, em nome de um "novo Pentecostes" que no fundo sonha com transformar a Igreja de Cristo numa subsidiária de empresas como as de Macedos e Malafaias.

Outra coisa que fica mais do que clara ao se ouvir o Sanctus acima é como esse tipo de música está sujeito ao desgaste do tempo. O que nos dias não tão remotos do Vaticano II era "moderno" hoje já caiu há muito no mais absoluto ridículo. É no que dá querer acompanhar a moda.Quem ser á que envelheceu mais com a passagem do tempo, o Deo Gratias  de Ockeghem com seus 600 anos ou essa composição risível da década de 1960? E o que parece mais desgastado pelo tempo, os textos de Agostinho sobre, por exemplo, o tempo mesmo ou certos catecismos e tratados teológicos da década de 1970, tão aggiornati e prafrentex, como se dizia na época?

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