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domingo, 22 de abril de 2012

Cristianismo e anticristianismo como narrativas


Como já foi observado, o objeto da Fé cristã é constituído essencialmente por uma narrativa, cujos personagens e momentos fortes formam os artigos do Símbolo dos apóstolos. Constitui a Fé a adesão a essa narrativa, em conformidade com a leitura que dela faz a Igreja.
E a fé se aprofunda quando se aprofunda a compreensão dessa narrativa. Coisas que de início não víamos, assumem aos poucos um contorno para se converterem em novos motivos de fé. O próprio dessa divina narrativa é ter uma profundidade infinita. É um abismo de luz, a partir do qual se iluminam todos os aspectos da vida e do mundo.
Mas se o objeto da Fé é uma narrativa, o mesmo se pode dizer do objeto da anti-fé, que é uma interpretação diversa da mesma narrativa.
Cumpre, portanto, fazer o confronto entre as duas interpretações, se quisermos decidir sobre qual delas adotar. E ao fazermos isso, logo fica mais claro do que o sol a infinita diferença de profundidade e de riqueza entre elas.
Se, por um lado, a leitura cristã retira da narrativa evangélica uma doutrina total, uma explicação do mundo, mais um guia de moralidade, mais uma perspectiva histórica, mais um caminho de salvação, entre outras infinitas coisas, a leitura cética do Cristianismo, por seu lado, só tem a oferecer uma triste e mirrada historieta sobre pescadores judeus reunidos em volta de um carpinteiro profeta, que, depois da morte deste último, se entregaram a um delírio onde se misturavam mentira e fanatismo.
O problema desta última interpretação é: como explicar a infinita riqueza e profundidade do que disseram esse judeus suburbanos, fanáticos e ignorantes? Como explicar que uma origem tão baixa tenha dado origem a tamanho esplendor? Como explicar a magnificência incomparável desse amontoado de mentiras e delírios?
Em suma, como tirar de uma situação vil como a descrita pelos céticos o monumento espiritual - para dizer o mínimo dos mínimos - que é o Cristianismo, capaz de dividir em dois a história da humanidade?

É o que eu gostaria de saber.




2 comentários:

  1. Bela colocação:

    "E a fé se aprofunda quando se aprofunda a compreensão dessa narrativa. Coisas que de início não víamos, assumem aos poucos um contorno para se converterem em novos motivos de fé.
    O próprio dessa divina narrativa é ter uma profundidade infinita. É um abismo de luz, a partir do qual se iluminam todos os aspectos da vida e do mundo.
    ....Profundidade infinita!!!
    Louvemos ao nosso bondoso Deus que em sua Misericordia pelo Amor e pela Paixão de Jesus Cristo possamos ter acesso à essa Luz!

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