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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Torcer contra Deus


Posso até compreender que alguém tenha dificuldades para conceber a existência de Deus. O ambiente espiritual em que vivemos, fruto de décadas e até séculos de manipulação anticristã, torna mesmo difícil fugir ao ceticismo.

Mas que não só não se creia em Deus, mas se torça contra a existência dEle já é algo que me escapa.`Como preferir à beleza infinita da visão cristã do mundo e de Deus o prosaísmo e a mediocridade de um universo regido pelo acaso, ou seja, pela pura burrice?

Ou melhor, tal escolha me escaparia, se eu não soubesse muito bem o que está por trás do fanatismo ateu. É o que os franceses chamam de affaire de cul.


O que só reforça a cristianíssima verdade da miséria do homem sem Deus.

domingo, 29 de abril de 2012

A vida na Fé hoje

Foto NYT

A vida na Fé é hoje uma viagem por uma corda bamba entre dois abismos.

Por um lado, em nossa sociedade sodomizada, a banalidade do mal contrasta com a gravidade do pecado: acostumamo-nos à ofensa infinitamente grave a Deus, que nos parece bobagem e ninharia; borram-se as fronteiras, e a vertigem da perdição passa a ser rotina.

Por outro, se quisermos fugir a essa perigosa zona crepuscular entre o mal infinito do pecado e o  prosaísmo do cotidiano bestializado, corremos o risco de esquecer um dos dois mandamentos de Cristo em favor do outro. Ou fugimos de Deus para não perdermos o convívio do próximo, ou fugimos do próximo para não perdermos a Deus.

Em suma, é possível a vida de fé em Sodoma? Ou terá chegado a hora de sacudirmos a poeira de nossas sandálias e desbravarmos novas Tebaidas?

"Sr. Jesus" ou "Sr. Satanás"?


Curiosamente, o "Sr. Jesus" das teologias da prosperidade promete aos que pagarem em dia os seus carnês o mesmo que Satanás prometeu a Jesus em Mt.4, 8-9.
Por que será?

Evangelizar os inimigos da Igreja


A sabedoria consiste no equilíbrio entre 2 Tm 4, 2-5 e Mc 6,11.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O mal e a existência de Deus


Os que tentam refutar a existência de Deus omnipotente e sumo bem pela existência do mal confundem duas coisas: sofrimento ou dor e o mal propriamente dito. Se é inegável que haja dor no mundo, daí não se conclui que haja mal. Pois o mal é um conceito narrativo e só tem sentido numa história: seria o sofrimento final, não merecido e não recompensado. Ora, Deus, em sua infinita justiça, não permite a existência desse mal. O que nos faz ter a ilusão de que esse mal exista é a nossa perspectiva restrita de quem só tem uma visão limitada do todo, de quem não conhece o final da história. Enquanto não se tiver a história completa, não se pode provar que haja mal no mundo. O que garante a possibilidade de nossa Fé.
Assim, a existência de Deus não só não é refutada desse modo, como só Deus pode impedir que tal mal exista. 

domingo, 22 de abril de 2012

Cristianismo e anticristianismo como narrativas


Como já foi observado, o objeto da Fé cristã é constituído essencialmente por uma narrativa, cujos personagens e momentos fortes formam os artigos do Símbolo dos apóstolos. Constitui a Fé a adesão a essa narrativa, em conformidade com a leitura que dela faz a Igreja.
E a fé se aprofunda quando se aprofunda a compreensão dessa narrativa. Coisas que de início não víamos, assumem aos poucos um contorno para se converterem em novos motivos de fé. O próprio dessa divina narrativa é ter uma profundidade infinita. É um abismo de luz, a partir do qual se iluminam todos os aspectos da vida e do mundo.
Mas se o objeto da Fé é uma narrativa, o mesmo se pode dizer do objeto da anti-fé, que é uma interpretação diversa da mesma narrativa.
Cumpre, portanto, fazer o confronto entre as duas interpretações, se quisermos decidir sobre qual delas adotar. E ao fazermos isso, logo fica mais claro do que o sol a infinita diferença de profundidade e de riqueza entre elas.
Se, por um lado, a leitura cristã retira da narrativa evangélica uma doutrina total, uma explicação do mundo, mais um guia de moralidade, mais uma perspectiva histórica, mais um caminho de salvação, entre outras infinitas coisas, a leitura cética do Cristianismo, por seu lado, só tem a oferecer uma triste e mirrada historieta sobre pescadores judeus reunidos em volta de um carpinteiro profeta, que, depois da morte deste último, se entregaram a um delírio onde se misturavam mentira e fanatismo.
O problema desta última interpretação é: como explicar a infinita riqueza e profundidade do que disseram esse judeus suburbanos, fanáticos e ignorantes? Como explicar que uma origem tão baixa tenha dado origem a tamanho esplendor? Como explicar a magnificência incomparável desse amontoado de mentiras e delírios?
Em suma, como tirar de uma situação vil como a descrita pelos céticos o monumento espiritual - para dizer o mínimo dos mínimos - que é o Cristianismo, capaz de dividir em dois a história da humanidade?

É o que eu gostaria de saber.




sábado, 21 de abril de 2012

Freud morreu, Marx morreu e Darwin não está se sentindo muito bem...


Marx, Freud, Darwin: os pilares da modernidade naturalista e ateia.

Freud morreu atropelado pelo caminhão das neurociências. Marx, desempregado, faz biscate para alguns intelectuais da extrema direita francesa, como Alain Soral. Só Darwin ainda se mantém na ativa, mas quem conhece o andamento da batalha entre neodarwinistas e a turma do Intelligent Design, sabe que isso não vai durar muito. O darwinismo está em fase terminal e só sobrevive graças a decisões da justiça, que proíbem o ensino do ID. Mas, como se sabe, na arena das batalhas teóricas, o recurso à lei para calar os opositores antecede de pouco a morte cerebral do recorrente.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Só pela Fé ou só pela má-fé? Lutero e as novidades teológicas.


Àqueles que criticam o protestantismo como Cristianismo meia-sola, respondem os discípulos de Lutero que são na verdade cristãos de duas solas: Sola Scriptura e Sola Fide.

Entremos de sola na segunda delas, a Sola Fide. Como se sabe, trata-se de uma tentativa de resposta à pergunta: "Como posso salvar-me?" Até Lutero, a resposta universal dada pela Igreja de Cristo à questão é a de que nos salvamos pela Fé e pelas obras. Foi o que sempre se ensinou e com base nessa doutrina viveram 15 séculos de cristãos.

Um belo dia, porém, chegou Lutero e lançou a teoria da Sola Fide, ou seja, só a Fé salva, e mais nada.

Uma consequência imediata dessa nova tese, e que foi de imediato observada pelos teólogos católicos fiéis à Tradição e a Roma, é que, se Lutero estivesse certo, todos os cristãos que viveram antes dele estariam errados. Ninguém antes dele ensinou a Sola Fide, e durante 1500 anos a doutrina oposta foi adotada universalmente pelos fiéis.

Ora, se todos os cristãos estiveram enganados sobre um ponto tão central de nossa Fé como o de como nos salvamos, isso quer dizer não só que sua salvação estava seriamente ameaçada, como também que Jesus teria mentido ao dizer que nos mandaria toda a Verdade com o Espírito Paráclito e que Ele mesmo estaria conosco todos os dias até o fim do mundo.

Qual foi a resposta de Lutero a esta crítica? Vejam só:

"Dizem os papistas: 'a tua doutrina é nova e os nossos antepassados nada sabiam sobre ela; portanto, se for verdadeira, todos eles estarão condenados'. Muito bem. Que nos importa qual o juízo que receberam aqueles que já partiram deste mundo? Hoje nós pregamos a palavra de Deus; basta ouvi-la e aceitá-la sem discussão. Não devemos ser como aqueles que estão sempre questionando e perguntando a Deus por que só revelou a sua pura doutrina atualmente e não para os tempos passados". (citado em Robert Sungenis, Not by Faith Alone, Queenship, 1997, p. xxxii.).

Se alguma vez houve no mundo uma resposta cínica, foi essa.

domingo, 15 de abril de 2012

Roma e FSSPX próximas de um acordo


Pelo menos é o que diz um artigo de Andrea Tornielli, datado de ontem, 14/4/2012, que pode ser lido no site italiano Vatican Insider, ligado ao jornal La Stampa de Turim, ou, para os que o preferirem, em tradução espanhola no site Infocatolica.

Segundo a reportagem, estaríamos a dias ou mesmo horas do acordo final entre as duas partes, que poria fim a uma das mais dolorosas fraturas na Igreja Católica de toda a sua história. Teriam as partes aprovado a um texto consensual, e a FSSPX passaria a gozar do estatuto de prelazia pessoal do Papa, condição que compartilharia com a Opus Dei.

Com isso, desapareceria um dos maiores obstáculos a que a Igreja se reconcilie com a sua história, e se mostre una não só no espaço, como no tempo.

Oremos para que seja verdade. A Igreja de Cristo precisa de uma boa notícia como essa, para com novo ânimo atravessar os nossos tempos sombrios, em que nuvens de um cisma progressista se acumulam no horizonte.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

Quais são os dogmas católicos? Parte XIII e última: a Morte, o Céu, o Inferno, o Purgatório, a Volta do Senhor



Nesta última parte de nossa enumeração dos dogmas católicos de fide segundo Ludwig Ott, teólogo alemão, aqui vai a lista dos referentes aos últimos fins do homem, à escatologia católica:

1. A escatologia do homem individual

A. A Morte
1. A morte é, na ordem atual da salvação, uma consequência do pecado.
2. Todos os homens, tendo sido atingidos pelo pecado original, estão sujeitos à lei da morte.

B. O Céu
1. As almas dos justos que, no momento da morte, estiverem isentas de todo pecado e de toda pena devida ao pecado, entram no céu.
2. A bem-aventurança do céu durará eternamente.
3. O grau de bem-aventurança celeste varia nos diferentes santos conforme o mérito.

C. O Inferno
1. As almas dos que morrem em estado de pecado pessoal grave vão para o inferno.
2. As penas do inferno duram por toda a eternidade.

D. O Purgatório
1. As almas dos justos que, no momento da morte, ainda estão carregadas de pecados veniais ou de penas temporais devidas ao pecado vão para o purgatório.

2. A escatologia da humanidade como um todo

1. No fim do mundo, Cristo retornará, na glória, para o juízo.
2. Todos os mortos ressuscitarão no último dia com os corpos.
3. Os mortos ressuscitarão com (numericamente) o mesmo corpo que terão tido na terra.
4. Cristo, depois de seu retorno, julgará todos os homens.


As outras seções dos dogmas de fide neste site são:

sábado, 14 de abril de 2012

Os dogmas católicos segundo Ludwig Ott. XII Os Sacramentos: A Extrema-Unção, a Ordem e o Matrimônio


A continuação e conclusão da lista dos dogmas de fide da Igreja Católica referentes aos sacramentos, segundo Ludwig Ott:


5. A Extrema Unção

1. A extrema-unção é um sacramento verdadeiro e propriamente dito, instituído por Cristo.
2. A matéria distante da extrema-unção é o óleo.
3. A forma consiste na oração do sacerdote pelo doente, que acompanha a unção.
4. A extrema-unção dá ao enfermo a graça santificante para aliviá-lo e confortá-lo.
5. A extrema-unção produz às vezes, se for útil à salvação da alma, o restabelecimento da saúde corporal.
6. A extrema-unção não pode ser administrada validamente senão pelos bispos e sacerdotes.
7. A extrema-unção só pode ser recebida validamente pelos fiéis gravemente doentes.

6. A Ordem

1. A ordem é um sacramento verdadeiro e propriamente dito, instituído por Cristo.
2. O presbiterato é um sacramento.
3. Os bispos são superiores aos sacerdotes.
4. O sacramento da ordem confere ao que o recebe a graça santificante.
5. O sacramento da ordem imprime em quem o recebe um caráter.
6. O sacramento da ordem confere ao sujeito um poder espiritual permanente.
7. O ministro ordinário de todos os graus da ordem, tanto sacramentais como não sacramentais, é unicamente o bispo validamente consagrado.

7. O Matrimônio

1. O matrimônio é um sacramento verdadeiro e propriamente dito, instituído por Cristo.
2.  Do contrato de matrimônio sacramental nasce o vínculo matrimonial que une os dois esposos para toda a vida numa comunidade de existência inseparável.
3. O sacramento de matrimônio confere aos esposos a graça santificante.


As outras seções dos dogmas de fide neste site são:

Belíssimo vídeo que mostra o desenvolvimento da criança da concepção ao nascimento



Alexander Tsiaras é professor adjunto na faculdade de Medicina de Yale, uma das maiores universidades dos Estados Unidos e do mundo. Grande especialista em tecnologias de formação de imagens, Tsiaras elaborou este vídeo, Da Concepção ao Nascimento, valendo-se das mais recentes técnicas, que proporcionam perspectivas nunca vistas sobre o desenvolvimento do feto.

Segundo suas próprias palavras, a observação atenta e científica do desenvolvimento do feto aponta claramente para a divindade, dada a complexidade e a sutileza que subjazem a todo o processo, que obviamente não pode ser fruto do mero acaso. O que, aliás, já foi demonstrado matematicamente várias vezes pelos defensores do Desenho Inteligente, como o matemático, teólogo e filósofo ortodoxo William Dembsky. Em seus livros,  Dembsky demonstra que a probabilidade de que a vida tenha origem no mero acaso é inferior a 1 sobre a quantidade de átomos no universo, o que caracteriza pura e simplesmente a impossibilidade matemática.

Dedico o vídeo aos ministros do STF,  pedindo a Deus que os livre do fogo do inferno.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Grande Avacalhação apodera-se da música sacra no Vaticano



A Grande Avacalhação pós-conciliar acaba de obter mais uma retumbante e sonora vitória no Vaticano. Como todos sabem, Bento XVI, homem de ótima formação musical, tem um carinho especial pela música litúrgica. São conhecidos os seus esforços para purificá-la do caminhão de lixo que sobre ela foi depositado por 5 décadas de furiosa insensatez modernista. Seu empenho tem inequivocamente dado bons frutos, como se pode constatar, por exemplo, no nível musical bastante decente de boa parte das missas celebradas na arquidiocese de São Paulo, dada, é claro, a modéstia dos recursos.

Mas, como era de esperar, esse esboço de recuperação da dignidade da música sacra católica não é visto com bons olhos pelo mais alto escalão da Cúria romana. É o que demonstra um interessantíssimo artigo de Sandro Magister, Rumore in Vaticano: le ultime sconcertanti nomine [Barulho no Vaticano: as últimas desconcertantes nomeações], que pode ser lido em italiano no site TotusTuus.

Nele se descreve como os purpurados defensores do roquinho de gafieira estilo Fábio de Melo e Canção Nova tudo fazem para arruinar os planos de Bento XVI em matéria de arte sacra, nomeando para a direção dos  institutos musicais vaticanos gente de formação musical nula e de ideias artísticas ortogonais às do Papa. Tudo feito à socapa, para impedir a preservação da grande tradição musical católica na Santa Sé em nome de uma quimérica modernização que é, no fundo, um nivelamento por [muito] baixo.

Para se ter uma ideia da enormidade do que vem acontecendo, ouça-se o vídeo acima, de Marcello Gambini, um dos maiores representantes da nova mentalidade musical que predomina hoje no Vaticano, após as novas nomeações. É por essa musiquinha ridícula e pateta que querem trocar a grande polifonia e o canto gregoriano. Dio mio!

Eis aí um bom exemplo da luta que corrói a Igreja por dentro, mesmo nas suas mais altas instâncias, entre os que buscam reconstruir a Igreja revivendo a Tradição viva que a anima desde Pentecostes, como o Papa Bento XVI, e aqueles que se empenham por adotar a política da terra arrasada, em nome de um "novo Pentecostes" que no fundo sonha com transformar a Igreja de Cristo numa subsidiária de empresas como as de Macedos e Malafaias.

Outra coisa que fica mais do que clara ao se ouvir o Sanctus acima é como esse tipo de música está sujeito ao desgaste do tempo. O que nos dias não tão remotos do Vaticano II era "moderno" hoje já caiu há muito no mais absoluto ridículo. É no que dá querer acompanhar a moda.Quem ser á que envelheceu mais com a passagem do tempo, o Deo Gratias  de Ockeghem com seus 600 anos ou essa composição risível da década de 1960? E o que parece mais desgastado pelo tempo, os textos de Agostinho sobre, por exemplo, o tempo mesmo ou certos catecismos e tratados teológicos da década de 1970, tão aggiornati e prafrentex, como se dizia na época?

Pierre Bourdieu, conspiracionista




As grandes empresas multinacionais e seus conselhos de administração internacionais, as grandes organizações internacionais, OMC, FMI e Banco Mundial, com suas múltiplas subdivisões designadas por siglas e acrônimos complicados e muitas vezes impronunciáveis, e todas as realidades correspondentes, comissões e comitês de tecnocratas não eleitos, desconhecidos do grande público, em suma, todo esse governo mundial que em poucos anos se instituiu e cujo poder se exerce sobre os próprios governos nacionais, é uma instância despercebida e desconhecida da maioria. Essa espécie de Big Brother invisível, que se apoderou de dossiês interconectados sobre todas as instituições econômicas e culturais, já está aí, ativa, eficiente, decidindo o que poderemos ou não comer, ler ou não ler, ver ou não ver na tv e no cinema, e assim por diante (…). Através do controle quase absoluto que detêm sobre os novos instrumentos de comunicação, os novos donos do mundo tendem a concentrar todos os poderes, econômicos, culturais e simbólicos, e estão assim em condições de impor muito amplamente uma visão do mundo conforme aos seus interesses.

Pierre Bourdieu, Contre-feux 2. Pour un mouvement social européen, Raisons d'agir, 2001, p. 88-89.

Palavras escritas um ano antes de morrer por aquele que é tido por muitos como o mais importante cientista social francês da segunda metade do século XX. Depois de passar décadas sem dar um pio sobre a criptocracia, Bourdieu resolve falar. A perspectiva da morte traz consigo um sérieux incompatível com a mentira.

Sodoma e as provas da existência de Deus


Diz o dogma que é possível demonstrar absolutamente a existência do Deus pessoal, omnisciente, omnipotente e sumamente bom.

O que o dogma não diz:

1. Que em épocas de vacas magras como a nossa algum filósofo católico seja capaz de fazê-lo.
2. Que em épocas de sodomia universal como a nossa Deus queira deixar-se demonstrar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Martin Heidegger e o fim da Europa

O jovem Heidegger

Disse o velho Heidegger pouco antes de morrer, referindo-se à Europa:

- Agora, só um deus nos salva.

Foi esse artigo indefinido que a perdeu.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Bento XVI: Cruz, a necessária humilhação extrema



"...a humilhação extrema [...], o passo essencial no êxodo para a liberdade e a vida nova."
(Bento XVI, Homilia da Ceia do Senhor, 5/4/2012)

Aqui, o vídeo completo da homilia.

O aborto e a maçonaria

Marco Aurélio de Mello

Como se sabe, hoje à noite vai ter festa nas lojas maçônicas. Finalmente vão poder assassinar bebês à vontade, sem que a Constituição Brasileira, essa estraga-prazeres, possa cortar o barato vampirista dos irmãos e de suas "namoradinhas" como diria o Cabral, o Boçal , governador do Rio de Janeiro.

A participação das lojas em mais esse crime contra humanidade é mais do que clara.

Tomemos como exemplo o voto de Marco Aurélio de Mello. Ostentando para quem quiser vez seu analfabetismo, confundiu anencefalia com morte cerebral para pontificar ridiculamente que o anencéfalo está morto. Se estão mortos aqueles que têm o tronco cerebral incólume, como boa parte dos anencéfalos, então a ampla maioria dos animais está morta também.

Trata-se de afirmação tão burra e estapafúrdia que é de suspeitar que o mesmo ministro sofra de alguma forma de anencefalia, senão neurológica pelo menos moral e intelectual.

Quanto ao passado do Ministro, vale lembrar o caso do Escândalo da Maçonaria, no Mato Grosso, quando um caso grosseiro de corrupção envolvendo os irmãos iria passar incólume, por ter aquela triste organização secreta loteado todas as instâncias superiores do judiciário naquele Estado. Graças ao zelo do corregedor Orlando Perri, porém, que conseguiu levar o caso ao CNJ, os culpados foram exemplarmente punidos - caso raríssimo neste país.

O que aconteceu depois disso?

Na primeira oportunidade, por decisão do mesmo energúmeno Marco Antonio de Mello, os poderes do CNJ foram drasticamente limitados, impedindo que possa investigar os juízes deste país.

Que beleza!

É isso aí. Com a maçonaria deitando e rolando não só aqui, mas em quase todo o Ocidente, não é à toa que este planeta esteja à deriva.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

Quem é o bebê anencefálico que o STF quer assassinar?


A anencéfala Marcela de Jesus e sua mãe.
 Marcela sobreviveu por 20 meses.

No dia em que o aborto vai ser premiado no Brasil com as bênçãos do STF e o financiamento pelo dinheiro público - começando pelos bebês anencefálicos, para depois passar a todos os fetos em geral até chegar no ideal vampirista e feminista da liberação do assassinato de todos os recém-nascidos, por qualquer razão que seja - como já acontece no Canadá -, cumpre ressaltar que, ao contrário do que a grande mídia declara, o bebê anencefálico não "nasce sem cérebro". A anencefalia é uma má formação do cérebro que atinge de modo variável o bebê. Na maioria dos casos, o tronco cerebral, responsável pelas funções mais básicas da vida, como a respiração, a dor e as emoções, está intacto, e o déficit neurológico se limita às camadas secundárias do encéfalo, situadas no córtex, que comandam funções como a inteligência, a linguagem etc. E ao contrário do que propagam vampiristas e satanistas variados, a vida do bebê pode, sim, prolongar-se por bastante tempo, como no caso da brasileirinha Marcela de Jesus, que sobreviveu por mais de 20 meses após o nascimento.

Ou seja, ao condenar à morte os bebês anencefálicos se está permitindo o assassinato de um ser humano com emoções, prazeres, dores, ou seja, o que há de mais profundo na vida.

Para se ter uma ideia do grau de boçalidade que está por trás do apoio da grande imprensa à liberação do crime, basta ler essa inacreditável pérola que encontro na reportagem do UOL sobre o assunto:

Além de carregar no útero um bebê fadado a viver possivelmente por alguns minutos, as mães ainda têm de lidar com a burocracia de registrar o nascimento e o óbito no mesmo dia.

Ah! Coitada da família do bebê! Vai ter que preencher dois formulários, enfrentar duas filas! Isso é inadmissível. Taí uma bela razão para matar a criança!

Como se não bastasse, a manchete estampa sem pestanejar a asquerosa mentira propagada pelo estercorário ministro relator do projeto, de que o anencéfalo não vive. Como não vive, se tem todas as funções vitais primárias, inclusive a de se emocionar, de sentir dor e prazer? É incrível o grau de má-fé.

Trata-se, sim, de assassinato puro e simples. E dos mais covardes, por ter como vítima uma criança indefesa, doente, e por ser perpetrado pela própria mãe. Pior impossível.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Aborto: STF abre amanhã a temporada de caça às criancinhas no Brasil


Para alegria de feministas e vampiristas de vária espécie, o STF, o mais corrupto tribunal jamais reunido na história deste país, vai amanhã declarar aberta a temporada de caça às criancinhas.

Será possível matar à vontade bebês, sem problemas, e ainda com financiamento do dinheiro que você, meu amigo e amiga, paga ao governo com seus impostos. Ele vai juntar-se a outras aplicações igualmente gloriosas, como o financiamento de próteses de silicone para travestis e peruas e operações de mudança de sexo.

A liberação da caça, porém,  por enquanto só vai valer para crianças ainda no útero da mãe. Por um atraso devido à lamentável tradição cristã que ainda assola o país, está adiado por algum tempo a liberação da caça também de crianças já nascidas, como acontece em países mais adiantados do ponto de vista vampirista, como o Canadá. O lado bom da coisa é que diversas lojas já vêm trabalhando duro para corrigir essa odiosa distorção. A Igreja Católica, sempre a mesma estraga-prazeres! Que mal há em permitir que a mãe assassine seu próprio filho recém-nascido?

Só nos resta rezar para que tal decisão não ultrapasse até mesmo a misericórdia infinita de Deus e que Cristo possa ainda ter piedade de nós, mesmo se com essa decisão do STF tenhamos como país caído no mais fundo e fétido dos esgotos a céu aberto..

Kyrie elesion, Christe eleison, Kyrie eleison


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Testemunhas oculares



É verdade que o Cristianismo se baseia em testemunhas oculares.

Mas essas testemunhas estavam dispostas a pagar e pagaram mesmo com o próprio sangue o seu testemunho, ao contrário de outras, que pretendem fundar a verdade de seu testemunho no sangue dos que as criticam.

sábado, 7 de abril de 2012

Santo Efrém da Síria e o sinal da Cruz


Num momento de tanta dor para a Síria, que se vê dilacerada por uma luta fratricida, estimulada e financiada pelo império decadente e ateu do que outrora foi o Ocidente, vale prestar a nossa homenagem à grande tradição cristã desse antigo e glorioso país, transcrevendo o que diz Santo  Efrém (306-373), o mais ilustre doutor da igreja síria, acerca do sinal da Cruz, tão desprezado em nossos tempos apóstatas:

"Protegei-vos com o sinal da Cruz como um escudo; fazei esse sinal com as mãos e o espírito. Não vos contenteis com o movimento da mão; imprimi com zelo ainda maior esse sinal em vossos corações. Armai-vos dele nos estudos; acompanhe ele todos os vossos atos. Marcai com ele vossa cama e todos os lugares por onde passais; marcai com ele todas as coisas de que vos servis, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pois essa é armadura invencível, e ninguém vos poderá prejudicar enquanto a vestirdes."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Cruz de Cristo e a mortificação


Entregando-se por nós na cruz, Cristo paga o resgate de nossos pecados com seu sangue e seu sofrimento.
Se quisermos, portanto, diminuir a paixão de Cristo na cruz, devemos, primeiro, reduzir ao mínimo o pecado em nossas vidas e, segundo, mortificar-nos para podermos pagar com nossa própria dor o pecado que nós mesmos cometemos e, pela comunhão dos santos, até os cometidos por outros.                                                                                                                                                                                                                                                                                                
Eis a simplíssima justificação da mortificação cristã, que tanto horror causa nos defensores do cristianismo jovial do pós-Concílio, mas tanto prestígio gozou nos 1960 anos que antecederam o Vaticano II.
Por exemplo, quando falavam a São Francisco de Borja de alguém como sendo um santo, respondia:
- Ele será um santo de verdade, se se mortificar de verdade.

Sexta-feira Santa: Maria e a Paixão de Cristo



Do filme de Mel Gibson.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que é o inferno


Lembra-nos o Ofício das Trevas que Cristo é a luz e sem Ele a noite se faz sobre o mundo.

Assim as trevas eternas são a perda definitiva da Luz; Deus é rejeitado e com Ele o amor. O homem se vê sozinho, sem nenhuma luz ou proteção, fora do Reino. Mas não permanecerá sozinho por muito tempo, pois vai ter de coabitar com o Inimigo, cujo ódio contra o homem só perde para o ódio contra Cristo.

O homem sozinho, sem Deus, entregue a seu maior inimigo, infinitamente mais poderoso que ele. Para sempre.

Eis o inferno.

O Ofício das Trevas dos três últimos dias da Semana Santa


Dá-se normalmente o nome de Trevas ao Ofício de Matinas e de Laudes dos três últimos dias da Semana Santa, porque esse Ofício era  antigamente celebrado à noite, como os outros dias do ano. Esse nome também lhe pertence por outra razão: ele tem início à luz do dia e só termina depois do pôr-do-sol. Um rito imponente e misterioso, próprio somente destes Ofícios, vem também confirmar esse nome. Coloca-se no santuário, perto do altar, um grande candelabro triangular, sobre o qual estão dispostos quinze círios. Esses círios, assim como os seis do altar, são de cera amarela, como no Ofício dos Mortos. Ao fim de cada Salmo ou Cântico, apaga-se sucessivamente um dos círios do grande candelabro; um só, aquele que está colocado na extremidade superior do triângulo, permanece aceso. Durante o cântico Benedictus, nas Laudes, os seis círios que estavam acesos sobre o altar também são apagados. Então o Cerimoniário toma o único círio que permanecera aceso no candelabro e o mantém apoiado sobre o altar durante o canto da Ladainha que se repete depois do Cântico. Em seguida, ele sai e vai esconder o círio, sem apagá-lo, atrás do altar. Ele se mantém assim longe de todos os olhares durante a recitação do Miserere e da Oração de conclusão que se segue a esse Salmo. Acabada essa Oração, bate-se ruidosamente nos assentos do coro, até que o círio que fora escondido atrás do altar reapareça e anuncie por sua luz sempre conservada que o Ofício das Trevas chegou ao fim.


O Ofício das Trevas tal como é celebrado ainda 
hoje em Sessa Aurunca, Campania, Italia.

Expliquemos agora o sentido dessas diversas cerimônias. Estamos nos dias em que a glória do Filho de Deus é eclipsada sob as ignomínias da Paixão. Ele era a "luz do mundo", potente em obras e em palavras, acolhido havia pouco pelas aclamações de todo um povo; ei-lo agora despido de toda grandeza, "o homem doloroso, um leproso", diz Isaías; "um verme da terra e não um homem", diz o Rei Profeta; um "motivo de escândalo para os discípulos", diz Ele Mesmo. Todos se afastam dEle ;até Pedro nega tê-Lo conhecido. Esse abandono, essa defecção quase geral são representados pelo apagamento sucessivo dos círios do candelabro triangular, até os que estão sobre o altar. No entanto, a luz desdenhada do nosso Cristo não se apaga, embora não lance mais seu fulgor e as trevas se tenham feito ao seu redor. Colocam por um momento o círio misterioso sobre o altar. Está ali como o Redentor sobre o Calvário, onde sofre e morre. Para exprimir a sepultura de Jesus, esconde-se o círio atrás do altar; sua luz não mais é visível. Então um ruído confuso se faz ouvir no santuário, que a ausência dessa última chama mergulhou na escuridão. O ruído, unido às trevas, exprime as convulsões da natureza no momento em que, tendo o Salvador expirado na cruz, a terra estremeceu, os rochedos se fenderam, os sepulcros se abriram. Mas de repente a luz reaparece sem nada ter perdido de sua luz; o ruído cessa, e todos prestam homenagem ao vencedor da morte.

(Dom Prosper Guéranger, L'Année Liturgique, La Passion et la Semaine Sainte, 1875, pp.343-345; trad. Yours Truly).

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Televisão mata", diz o cientista francês Michel Desmurget


Michel Desmurget por franceinter

Publicado na França o ano passado, o livro do neurocientista Michel Desmurget, TV Lobotomie, apresenta de maneira sóbria os resultados de 50 anos de pesquisas acerca dos efeitos da exposição à TV sobre a psique, a saúde, a inteligência das pessoas. Sua conclusão é simples e cabe em duas palavras: TV mata.

Para os que duvidam, eis alguns dados:

- Cada hora passada diante da TV entre os 40 e os 60 anos aumenta em um terço o risco de desenvolver o mal de Alzheimer depois dos 60 anos;

- Cada hora passada diariamente diante da TV entre os 4 e os 11 anos de idade aumenta em 40% a probabilidade de que a criança não venha a diplomar-se;

- O adulto de mais de 25 anos que passa mais de 4 horas por dia diante da TV tem quase o dobro de chance de desenvolver uma doença cardiovascular do que o seu "gêmeo" que passa só 2 horas por  dia diante dela;

- Os pesquisadores são unânimes em afirmar que a exposição à violência na TV torna as pessoas mais violentas; a única dúvida é quanto aos mecanismos neurológicos desse processo;

- A televisão é um dos principais fatores que levam ao tabagismo, à obesidade, ao alcoolismo e aos comportamentos sexuais de risco. Para não falar no pentecostalismo...

Etc. etc.

Para as crianças de menos de 7 anos, o remédio tem de ser drástico: proibir a televisão, dada a gravidade dos efeitos no desenvolvimento psíquico, emocional e cognitivo da criança.

Diante desse tipo de crítica, os manipuladores costumam responder: o botão de desligar está aí para ser usado. Esta resposta cínica deixa de lado o fato decisivo de que a TV é material viciante, que logo explode todos os controles de uso. É como pedir a um alcoólatra que deixe de beber enquanto mora numa adega.

Nem é preciso dizer que o livro não tem previsão de lançamento em português, dada a burrice e a corrupção do meio editorial brasileiro.

Acima, uma entrevista com o autor, em francês. Um artigo sobre o assunto, do mesmo autor, também em francês, pode ser lido aqui.


domingo, 1 de abril de 2012

Ave, Ave Maria


Na Ave Maria, mais uma vez, a palavra mais decisiva é a mais humilde, é a palavra Ave. Saber pronunciar esse Ave suplicante é saber o lugar que se ocupa diante do  sagrado, é saber dirigir-se à santidade. O resto decorre daí.

França decadente: Adolescente barrada na escola por usar saia longa demais


Reportagem original em francês no site acropole.info, aqui.

Notícia bem representativa de uma época: uma jovem foi impedida de entrar em sua escola secundária, o liceu Edmond-Rostand em Saint-Ouen-l’Aumône (Val-d’Oise, França) por causa da roupa que usava. Decotada demais? Blusa transparente? Saia curta demais para poder se sentar sobre ela? Nada disso! A mocinha, muçulmana, estaria vestindo um traje considerado- horresco referens - «de conotação religiosa ».
 Burqa ? Niqab ? Tchador ? De jeito nenhum, ela tirava o véu ao entrar na escola, como obriga a lei. Em compensação, sua saia é longa demais e escura demais, portanto faz lembrar essa religiosidade tão odiada por nossa época, moldada pelo laicismo.
Para a inspetoria, « faz parte da educação chamar a atenção dos alunos com trajes provocativos, como uma menina que venha de barriga de fora. Neste caso, trata-se de um traje que lembra uma crença. Nosso papel é recordar alguns princípios, como a decência, o respeito, e que as pessoas precisam vestir-se corretamente. » Portanto, uma saia longa não é mais decente do que a barriga de fora. Digam, senhores inspetores, as pessoas ainda têm direito à castidade pré-marital ou não?

Comentário de Luís Luiz: Pena que esses casos de resistência venham quase sempre dos muçulmanos. Não é à toa que eles crescem e nós, católicos, recuamos. Por incrível que pareça, eles estão muito mais próximos da verdadeira moral cristã do que nós.

A Procissão de Ramos e a Jerusalém Celeste


O fim da Procissão é marcado por uma cerimônia do mais alto e mais profundo simbolismo. No momento de voltar à igreja, o piedoso cortejo encontra as portas fechadas. Detém-se a marcha triunfal; mas os cantos de alegria não param. Ressoa nos ares um hino especial a Cristo Rei com seu jubiloso refrão, até que por fim, tendo o subdiácono batido à porta com o bastão da cruz, a porta se abre e a multidão, precedida pelo clero, torna a entrar na igreja, celebrando o Único que é a Ressurreição e a Vida.

Essa cena misteriosa tem por fim evocar a entrada do Salvador em outra Jerusalém, de que a da terra era apenas figura. Essa Jerusalém é a pátria celeste cujo ingresso Jesus nos concedeu. O pecado do primeiro homem fechara-lhe as portas; mas Jesus, Rei de glória, as reabriu pela força de sua Cruz, à qual não puderam resistir. Continuemos, pois, a seguir os passos do filho de Davi; pois Ele é também o Filho de Deus e nos convida a participar do seu reino.

(Dom Prosper Guéranger, La Passion et la Semaine Sainte em L'Année Liturgique, 1875; trad. Yours Truly)