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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sexo, família e frequência à missa



Tenho notado uma mudança na frequência à Missa de uns tempos para cá. Se até alguns anos atrás o predomínio do elemento feminino era esmagador, atualmente nem sempre é assim. Hoje, por exemplo, na missa das 6, a proporção era de uma mulher para cada cinco homens.

Qual a razão, não sei. Também não sei se é um fenômeno geral ou se se limita a algumas paróquias ou alguns horários.

Mas, se real, essa mudança, segundo alguns, poderia até ser boa para a Igreja, que teria sofrido, segundo eles, uma feminização excessiva nos últimos séculos.

Isso, porém, deve ser tomado cum grano salis. O espírito não tem sexo, e é claro que o ambiente da religião espiritual por excelência é bem diferente do do futebol. Como dizia São Paulo, há uma guerra entre a carne e o espírito, e nessa guerra a sensualidade e a acentuação dos caracteres sexuais lutam do lado da carne, é óbvio. Mas se por um lado se pode falar de certa feminilidade relativa do clero masculino, também se pode notar que as freiras não se caracterizam por uma feminilidade exuberante. Por que isso? Pela espiritualidade mesma da Igreja. Não se trata de feminilização, mas de espiritualização, com o consequente arrefecimento da sexualidade, tanto de mulheres como de homens.

É claro que esse processo não pode ser confundido com o homossexualismo e a pedofilia que tomaram conta de parte da Igreja pós-conciliar, no show de horrores que vimos presenciando. Essa perversão hedionda representa o fenômeno oposto, a exacerbação da sensualidade em meio a setores do clero tão distantes da espiritualidade cristã que chegam a duvidar da existência do mesmo espírito!

Mas, voltando à frequência à Missa, há outro dado que me parece triste: é a ausência quase total das famílias. São poucas as famílias inteiras que vemos nas Missas de domingo.

Nesse ritmo, daqui a pouco teremos uma Igreja composta por gente sem família que defende intransigentemente a família. Mas só com palavras.

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