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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Garabandal e Fátima: dois pedidos recusados?

Conchita é a segunda da esquerda para a direita.

Segundo Malachi Martin, toda a catástrofe que se abateu sobre a Igreja nos últimos 50 anos se deve à recusa, por parte do papa João XXIII e seus sucessores, de satisfazer ao pedido da Virgem de Fátima de consagração da Rússia à Mãe de Deus. Dever-se-ia a negação a considerações de ordem política.

Consta que Conchita, a principal vidente de Garabandal, teria sido obrigada pelo bispo de Santander a assinar um documento em que se comprometia a nada fazer ou dizer para a difusão das aparições, por ele consideradas espúrias.

É notório que depois disso a vida de Conchita se passou num anonimato quase absoluto e que o anúncio do milagre prometido ainda não aconteceu, passados quase 50 anos do fim das aparições.

É verdade que, segundo as videntes, o Milagre seria precedido do Aviso que, este, não seria anunciado por ninguém e aparentemente, portanto, não poderia estar condicionado a algum anúncio. Pode-se, porém, retorquir que a simples perspectiva de que o passo seguinte ao Aviso, qual seja, o anúncio do Milagre da parte de Conchita, implicasse uma desobediência à autoridade da hierarquia poderia inibir todo o processo. Pois seria impossível que a Virgem ordenasse a desobediência.

Além disso, como se trata de matéria que envolve datas e tempos, por um lado, e a eternidade, por outro, a questão complica-se ainda mais. Pois tudo o que toca a eternidade está fora do tempo e, portanto, sujeito a uma causalidade atemporal.

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