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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

De Gregório de Nazianzo a Basílio, o Grande

São Gregório de Nissa, São Basílio, o Grande, 
e São Gregório Nazianzeno. Manuscrito grego do século IX

No dia de sua festa:

Lembro-me e sempre me lembrarei daquela cabana sem teto nem porta, daquela lareira sem fogo nem fumaça, daquilo que chamávamos de pão e sopa, em que o dente deslizava entre os pedaços para depois sair como de um cimento! [...] Quem nos trará de volta aqueles dias em que trabalhávamos juntos até a noite? Em que ora cortávamos a lenha, ora talhávamos as pedras, em que plantávamos e regávamos as nossas árvores? Em que arrastávamos juntos aquela carroça pesada cujas marcas ficaram por tanto tempo nas mãos? Quem nos trará de volta aquele canto dos salmos e as noites passadas em claro e aquelas peregrinações rumo a Deus na oração? E aquela vida quase imaterial e incorpórea? E aquela amizade e unanimidade dos irmãos?

[Cartas a Basílio, 7 e 9]

2 comentários:

  1. ... e aquelas peregrinações rumo a Deus na oração."
    Os monges amigos.

    Obrigada!

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  2. Bonito né? Tirei de um livro belga que valeria a pena traduzir e editar. É uma compilação de textos sobre o deserto, feita por um eremita, Daniel-Ange: Les Feux du désert. 1. Solitudes.

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