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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Grandes compositores católicos: Franz Schubert (1797-1828)



 Aqui, duas obras-primas compostas ambas em 1822, quando Schubert contava apenas 25 anos de idade, mas já demonstrava total domínio da arte musical.
Primeiro, a Missa n. 5, uma das poucas obras que Schubert trabalhou e retrabalhou ao longo de vários anos. No total, Schubert compôs 6 missas, além de grande número de peças religiosas e litúrgicas.

 

 A segunda, a meravigliosa e bem conhecida Sinfonia Inacabada, certamente uma das mais altas obras sinfônicas da história da música, embora por vezes esnobada por certos pedantões. Aqui, na interpretação do genial Furtwangler.

Enjoy.

Anselm Grün, a blasfêmia e o judaísmo

Anselm Grün

O diretor do grupo ACI (Agência Católica de Informações), Alejandro Bermúdez Rosell, em artigo divulgado no site Acidigital, acusa o monge gnóstico Anselm Grün de heresia e de divulgar ideias contrárias à doutrina da Igreja. Até aí morreu Neves. Duvido muito que Grün ou mesmo algum de seus entusiastas leitores tenha qualquer interesse pelo catolicismo e muito menos pela ortodoxia. É tudo puro New Age.

Mas o mais ridículo é a argumentação que é usada no artigo para atacar o monge herético:

O sacerdote jesuíta [!!] Gabino Tabossi também criticou a aproximação de Grün a diversas heresias e a teorias psicológicas contrárias ao ensino da Igreja.

Como exemplo, o Pe. Tabossi “assinalou que, em uma de suas obras, Grün considera a relação entre o Abraão e Isaac como "despótica e a que tem com Deus neurótica e fictícia".

"Tal interpretação, além de psicologista, é pouco ecumênica: que não saibam nossos irmãos maiores que um católico tratou como doente e desequilibrado ao progenitor do judaísmo!".


Ou seja, o cara escreve uma blasfêmia das mais primitivas e grosseiras, e tudo o que esse tétrico soi-disant seguidor de Santo Inácio de Loyola tem a dizer é que assim ele vai acabar ofendendo os rabinos! Que falta de educação! Isso sim é heresia!

Ou seja, ofender a Deus, à Igreja, aos grandes patriarcas do Velho Testamento, isso pode, sem problema. Mas mexer com os nossos irmãos maiores, ah, isso nunca.

E, aliás, como se os rabinos fossem perder tempo com uma nulidade como Grün...

Deprimente. 

Editora Vozes, decadência e pornografia

São Francisco de Assis

Nova livraria da Editora Vozes, dos padres franciscanos (!!),  no centro de São Paulo. Tudo no estilo mais "moderno", com bar, mesinhas, mas poucos livros. Livraria para quem não é do ramo, para quem não lê e nem se interessa por livros, e está mais interessado num hambúrguer do que num ponto de metafísica.

Na vitrina, em grande destaque, a trilogia sadomasoquista da escritora pornográfica inglesa, Erika Leonard James, dos lúgubres 50 tons de cinza, que já vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo.

Para uma editora que começou editando catecismos, obras de espiritualidade católica e a grande Gertrud von Lefort e depois passou a Leonardo Boff e que tais, uma trajetória de queda livre espiritual que termine na mais vil pornografia não é lá muito de surpreender.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison

PS: Passando, alguns dias depois, em frente de uma livraria Loyola, pude constatar que, para não ficar atrás de sua rival franciscana, nela eram exibidos com amplo destaque não só os tenebrosos 50 tons de cinza, mas outros cem tons  de trevas divididos em dois volumes da mesma autora pornográfica.

É triste notar que as duas ordens, franciscan e jesuíta, de tão glorioso passado, hoje tenham sido tomadas inteiramente pela fumaça já detectada por Paulo VI décadas atrás. São ambientes irrespiráveis, onde a vida católica se tornou impossível. Muito triste. Por seu passado, mereciam morte menos abjeta.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Grandes compositores católicos: Wolfgang Amadeus Mozart



Apesar da lenda jamais confirmada de ter pertencido à maçonaria e de alguns hininhos triviais compostos para os fratelli, Mozart reservava a grande arte para a Igreja de Cristo, como no Réquiem e neste celestial Ave verum Corpus, dedicado à presença real no Santíssimo Sacramento. Ou seja, ao que causa mais calafrios aos filhos da viúva. Coisa curiosa.

Aqui na autorizada interpretação dos Meninos Cantores de Viena.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Forte argumento a favor do darwinismo: dia internacional da pedofilia


Anteontem, dia 22 de dezembro, como acontece duas vezes por anos desde 1998, foi festejado por todas as redes pedófilas do mundo o Dia da Pedofilia, ou mais precisamente, o International Boy Love Day.

Como é notório, a pedofilia está liberada em todo o ocidente, salvo para os membros do clero católico - graças a Deus, aliás, e esperamos que essa mácula satânica na Igreja tenha sido lavada para sempre.

Na Bélgica, por exemplo, acusações sobre as redes elitistas de pedofilia que tomam conta das mais altas esferas do governo valem aos autores das denúncias não só a prisão, mas o silêncio mediático absoluto: é proibido mencionar seus nomes nos jornais. Quem denuncia vai preso. Quem estiver interessado, pode encontrar detalhes em profusão no site Pedopolis, em francês com tradução parcial em inglês e italiano.

É por essas e outras que, apesar dos fortes argumentos de William Dembski e Michael Behe a favor do Desenho Inteligente, às vezes nos parecem mais consistentes os que defendem uma evolução darwiniana de novo formato, como mostra a ilustração acima. Pelo menos, ela permite explicar com maior riqueza de detalhes o que vem se passando com a espécie humana na Europa e no ocidente em geral.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Entrevista com Michael Behe sobre a teoria do Desenho Inteligente e as provas científicas em favor de uma inteligência por trás da evolução dos organismos vivos



Entrevista com o bioquímico americano Michael Behe, uma das cabeças do movimento do Desenho Inteligente, que contesta a ideia de que o surgimento e o desenvolvimento da vida em nosso planeta possam ser explicados recorrendo-se apenas ao esquema neodarwiniano de mutações aleatórias/seleção natural.

Behe é autor do livro A Caixa Preta de Darwin, de leitura absolutamente fundamental para quem queira ter uma visão clara do problema. E - milagre! - existe tradução brasileira.

Na entrevista, Behe faz um apanhado geral do que seja o Desenho Inteligente, de sua história, do conceito fundamental de complexidade irredutível e das tribulações por que têm passado os defensores da tese de uma inteligência que rege a evolução dos organismos vivos. Sempre brilhante e simpático, Behe também deixa claro o seu otimismo quanto ao futuro de suas ideias.

Defender a verdade sempre faz bem.

Em inglês.

Aborto na China: pílulas afrodisíacas compostas inteiramente de carne de fetos humanos



Segundo reportagem da televisão coreana comentada neste vídeo em inglês de InfoWars, laboratórios chineses estão vendendo pílulas de estimulantes sexuais compostas inteiramente de carne de fetos abortados. Pesquisas de laboratório conseguem até mesmo determinar, a partir das pílulas, o sexo do bebê que estará sendo ingerido.

Os laboratórios compram os fetos das centenas de milhares de clínicas de aborto financiadas pelo glorioso governo comunista chinês, e com eles preparam suas pílulas de estâmina.

Certamente, nossas entusiastas tupiniquins do aborto estão fascinadas com as novas perspectivas abertas pelo canibalismo industrial de crianças. Novos horizontes de podridão moral nunca dantes descortinados se abrem ante a vista maravilhada de nossas feministas.

Segundo o vídeo da InfoWars, também em nosso maçônico "ocidente" a indústria de cosméticos vem utilizando células de fetos humanos em seus produtos.

A inventividade satânica sempre nos surpreende. Quando parece que chegamos ao fundo da pocilga, eis que novos abismos se abrem sob nossos pés.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

William Dembski sobre o mal natural



O genial William Dembski, um dos principais defensores da teoria do Desenho Inteligente, numa entrevista acerca do problema do mal natural e da teodiceia: se, na teologia cristã tradicional, a presença do mal no mundo se explica pela queda de Adão, como justificar o mal natural que antecedeu o surgimento do homem em nosso planeta? A chave da resposta está na eternidade de Deus.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Deus e os massacres nas escolas americanas


A cada novo massacre em escolas americanas, recomeça infalivelmente, repetida por toda a mídia, a velha lenga-lenga maçônica sobre a necessidade da proibição das armas de fogo.

Mas nem uma palavra, é claro, sobre o crescimento exponencial do satanismo entre os jovens americanos, proibidos de receber qualquer tipo de ensinamento cristão nas escolas daquele país.

Como diz a camiseta da foto:

Querido Deus,

Por que você permite tanta violência nas escolas?
assinado, um aluno preocupado

Caro aluno preocupado,

Não sou permitido nas escolas.

Deus.

PS: Já publicado este post, leio que a igreja católica da cidade de Newton, local do massacre das crianças, teve de ser evacuada hoje por ter recebido uma ameaça de bomba.
Satanismo. QED.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O exame de consciência diário, segundo o Venerável frei Tomé de Jesus

Venerável Frei Tomé de Jesus 
(1529-1583)

Sugestão de exame de consciência para o fim do dia do aspirante à vida espiritual. A oração entre aspas é de Santo Agostinho, em tradução do grande místico português, prisioneiro em Alcácer Quibir. Uma joia da literatura espiritual católica.

Feito o sinal da Cruz e dito o Pater Noster e Ave Maria, como já fica declarado, se apresente diante de Deus como filho pródigo diante de seu Padre eterno, que vê quão desbaratado e perdido é e que só o pode remediar; ou como o Publicano que não vê em si senão pecados e misérias e não ousa a alevantar os olhos ao Céu. Ou como a Madalena aos pés do Senhor, carregada de pecados e que em todos se submete à sua misericórdia. Ou como o Leproso, que de longe pedia ao Senhor que o alimpasse; ou como o servo mau, que não tinha com que pagasse o que devia, e prostrado aos pés do Senhor lhe pedia misericórdia; ou como uma vilíssima e baixíssima criatura diante dos olhos da Soberana Majestade, e obrigadíssima a infinitas misérias e necessitadíssima de suas misericórdias. Com qualquer destas considerações ou outra que mais o possa mover e humilhar, apresentado diante da divina misericórdia faça a confissão geral a Deus e a toda a corte celestial com o maior sentimento da alma que puder; a qual acabada, cuide e traga à memória como guardou aquele dia seus propósitos, assim gerais como particulares, e as culpas em que entende que ofendeu ao Senhor; em cada cousa destas em que vir falta em si, tenha particular dor e vergonha diante de Deus e louve sua bondade que o sofre; e torne diante de Deus a reformar e renovar propósitos contra as faltas em que se acha compreendido, determinando de se confessar das culpas que tem cometido; e feito isto com a mais humildade e sentimento que puder, com o coração derribado aos pés do Senhor e com o corpo também, se for necessário, fale com Ele desta maneira:

"Eis aqui, Senhor, a vossa miserável criatura, eis aqui a quem tanto amastes e amais e por quem tanto fizestes; tão desaproveitada, tão fraca, tão perdida como vós vedes. Eis aqui o traidor a todas vossas mercês, e desleal em todos vossos serviços: tão largo em prometer, tão fraco e miserável em cumprir. Que será de mim, Senhor, sem a vossa misericórdia? Sem vós, Senhor, nem sei, nem posso, nem valho nada: sei pecar e não me sei remediar; sei cair, e não me sei alevantar; sei perder-vos, e não vos sei cobrar; sei lançar-vos de mim, e não vos sei buscar; sei ofender-vos e não vos sei contentar; se a vossa luz e a vossa graça me não favorece e ajuda. Vós vedes, Senhor, que tudo há de vir de vossa mão, a vontade, o desejo e pôr por obra o que em mim inspirais. Ó amador benigníssimo dos homens! Vós sois o verdadeiro amparo dos órfãos, vós sois o remédio dos necessitados. Eis aqui o vosso pobríssimo e miserável pecador, todo remetido a vossa misericórdia e bondade; lançai-me os olhos de vossa misericórdia e piedade e esquecei-vos, Senhor, de meus males, compadecei-vos de minhas misérias e regai este miserável coração com essa fonte viva de vossa eterna bondade. Ó luz verdadeira, não me deixeis em minhas trevas! Ó fortaleza infinita, esforçai minha miserável fraqueza: recebei, Senhor, meu desejo, ajudai esta pobre vontade, esquecei-vos do que vos mereço, e dai-me o que na Cruz me merecestes. Tal qual sou, vosso quero ser, supri com vossa bondade o que falta a minha miséria. A bondade, Senhor meu, com que me dais a boa vontade, o desejo de vos servir, essa vos mova a fazerdes em mim o que de mim quereis, para que tudo seja honra e glória vossa. Amém."

Acabado este oferecimento, humilde reze algum salmo ou alguns Pater nostres às Chagas do Senhor e a Nossa Senhora e aos Santos seus advogados, em satisfação de suas faltas e pedindo ajuda e favor para emenda delas, e alevante-se com cuidado de ser fiel a Deus em cumprir o que neste exercício do exame propuser.

(Frei Tomé de Jesus, Trabalhos de Jesus, primeira parte, Porto, Arte no Templo e no Lar, 1925, pp 35 a 38. Ortografia modernizada).

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mais sobre a espantosa fraude da AIDS



Outro vídeo sobre esta que parece ser a maior fraude da história da medicina.

Sintoma apavorante do grau de corrupção moral e intelectual a que chegou a comunidade "científica" mundial.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A diferença entre o Velho e o Novo Testamento segundo Lemaistre de Sacy




Uma das mais perniciosas e omnipresentes confusões que vem sendo cometida nos dias de hoje pelo maltratado rebanho de Cristo é a que diz respeito à relação entre a antiga Aliança e a nova. Mesmo em meios católicos, muitos há que confundem as profecias messiânicas relativas à encarnação do Verbo, com as façanhas políticas do governo de Bibi Netanyahu.

Como subsídio à reflexão sobre tema tão essencial, apresentamos parte do Prefácio de Lemaistre de Sacy à sua tradução do livro do Êxodo. Nele, o amigo de Pascal esboça magistralmente a doutrina paulina e agostiniana da relação entre o velho e o novo Testamento.

Este vosso servo pretende publicar neste blog a tradução completa desse Prefácio. Por enquanto, aqui vai o capítulo 7.

Nossa tradução do texto quase completo do prefácio já pode ser lida aqui.


Diferença entre o Velho Testamento e o Novo. Lei de temor gravada na pedra. Lei de amor escrita no coração pelo Espírito Santo

A sequência do que foi dito até agora leva-nos naturalmente a explicar aqui uma verdade grande e muito útil: mostrar pelo testemunho dos Apóstolos e dos Profetas em que consiste propriamente a diferença entre a lei de Moisés e a de Jesus Cristo.
As duas leis têm o mesmo Deus por autor; e são ambas santas. “Os mandamentos de Deus, com exceção do sábado compreendido judaicamente, são os mesmos em ambas” (Aug. De Spir. & lit., c. 14): prescreveu sempre a Igreja  e ainda hoje prescreve a seus filhos o mesmo Decálogo, ou seja, os mesmos dez mandamentos dados por Deus ao povo hebreu.
Disse a lei antiga, segundo São Paulo: Não tereis maus desejos: Non concupisces (Rom. 7.7). Disse também, como o reconheceram os judeus na presença do mesmo Jesus Cristo no Evangelho: Amareis a Deus de todo coração (Marc. 12. 32;  Aug. Ib. cap. 13; Mat. 22. 38-40).
Diz-nos a lei natural igualmente por todos os mandamentos que nos dá que não pequemos: Não tereis maus desejos: Non concupisces. “E nos diz pela boca de Jesus Cristo que o mandamento de amar a Deus de todo coração e o próximo como a si mesmo contém toda a lei e todos os Profetas.”
Se, portanto, os mandamentos de Deus dados aos judeus e aos cristãos são os mesmos, em que consiste propriamente essa diferença entre o Velho Testamento e o Novo?
Disse-o o Espírito Santo claramente pela boca do profeta Jeremias, num excelente trecho citado e confirmado duas vezes por São Paulo na Epístola aos Hebreus, tal a importância que lhe concedia para a instrução de toda a Igreja.
“Virá um tempo, diz o Senhor, em que farei nova aliança com a casa de Israel, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para fazê-los saírem do Egito, porque não permaneceram nessa aliança que fiz com eles, e é por isso que os desprezei”, diz o Senhor. “Mas eis a aliança que farei, eu, o Senhor, com a casa de Israel, quando esse tempo chegar: Imprimirei as minhas leis em seu espírito, escreve-las-ei em seu coração e serei o seu Deus e eles serão o meu povo; e cada um deles já não precisará ensiná-las ao próximo e ao irmão, dizendo: Conhecei o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. Pois eu lhes perdoarei as iniquidades e não me lembrarei de seus pecados.” (Jerem. 31.31; Hebr. 8. 9 & seq. & cap. 10. 16.)
Aprendemos com estas palavras, diz Santo Agostinho, que dos dois Testamentos, ou seja, das duas alianças que Deus fez com os homens, uma é chamada velha e a outra, nova. “São assim chamadas primeiro por causa do tempo; porque a velha foi feita quinze séculos antes da nova.”
Em segundo lugar, a primeira aliança é chamada de velha por causa da corrupção do velho homem, cujo desregramento não pôde ser destruído pela lei, que apenas mandava e ameaçava, mas não curava a vontade. E a segunda aliança é chamada nova porque Jesus Cristo, com essa segunda aliança, dá ao homem um espírito novo, curando-o pela novidade do Espírito Santo da corrupção do homem velho”: Propter veteris hominis noxam, quae per litteram jubentem & minantem minime sanabatur, dicitur illud testamentum vetus: hoc autem novum, propter novitatem spiritus, quae hominem novum sanat a vitio vetustatis. (Aug. De spir. & litt. Cap. 20)
Por isso, nesse excelente trecho de Jeremias de que São Paulo quis apropriar-se, citando-o duas vezes na mesma Epístola, o próprio Deus, que nele fala, expressa toda a essência da lei nova com estas palavras: Imprimirei as minhas leis em seu espírito e as escreverei em seu coração.
São Paulo parece ter querido explicar com clareza ainda maior estas palavras, quando, tendo-as em vista, diz aos coríntios: “Sois a letra em Jesus Cristo, de que fomos apenas os secretários, que está escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não sobre tábuas de pedra, mas sobre tábuas de carne, que são vossos corações” (2 Cor. 3.3).
Que devemos aprender com essas palavras, diz Santo Agostinho (Aug. De Spirit. & Litt.. cap. 20), senão que a lei antiga foi escrita sobre tábuas de pedra, para marcar a dureza e o coração de pedra dos judeus que não guardaram essa lei que lhes fora imposta e sempre foram rebeldes a Deus; e que, pelo contrário, a lei nova está escrita sobre tábuas de carne, isto é, está escrita  nos corações dos cristãos, que já não são mortos e insensíveis, como eram os corações dos judeus, mas estão vivos pela fé e animados pelo Espírito de Deus? Por isso diz o Apóstolo no mesmo lugar que é ministro do Testamento novo e da nova aliança, não da letra, mas do Espírito.
“Quando, pois, ouvimos Deus mesmo falar, acrescenta Santo Agostinho, que, querendo ensinar-nos em que consiste propriamente a religião de Jesus Cristo, nos declara que imprimirá suas leis no espírito dos homens e as escreverá em seu coração, que devemos entender por essas palavras, senão que derramará seu Espírito no coração deles, que, sendo o dedo de Deus, ali escreverá sua lei, nele imprimindo com celestial doçura a sua graça e a sua caridade, chamada por São Paulo o cumprimento de toda a lei e o fim de todos os preceitos?” (Aug. De Spir. & Litt. Cap. 21) Quid sunt leges Dei, ab ipso Deo scriptae in cordibus, nisi ipsa praesentia Spiritus Sancti, qui est digitus Dei, quo praesente diffunditur charitas in cordibus nostris, quae plenitudo legis est, & praecepte finis?
Veremos neste livro do Êxodo a maneira como Moisés dá aos israelitas a lei de Deus no monte Sinai. Mas mostra excelentemente Santo Agostinho a proporção que se encontra entre essas duas leis; já que uma é a imagem da outra; e, ao mesmo tempo, a extrema diferença que se pode observar entre as duas, já que uma é apenas a figura, e a outra, a verdade mesma.
“Quem não se impressiona, diz esse Santo, ao comparar os dois tempos em que as duas leis foram dadas?” (Aug., de Spir. & litt. Cap. 16). Os israelitas comemoram a Páscoa pela ordem que Moisés recebeu de Deus. Imolam o cordeiro pascal, cujo sangue, derramado sobre suas portas, devia salvá-los do Anjo exterminador, que entrava nas casas dos egípcios e matava todos os primogênitos.
O mesmo Filho de Deus, no fim de sua pregação, também celebra  a Páscoa e come com seus discípulos o cordeiro pascal em Jerusalém. Mas de imediato une a verdade à figura: e sendo ele mesmo o verdadeiro cordeiro pascal, o cordeiro de Deus e o cordeiro sem mácula, no dia seguinte dessa ceia pascal ele é realmente imolado sobre a cruz; e seu sangue nos protege da tirania desse Anjo cruel, que havia quatro mil anos se tornara o exterminador e o assassino de todas as almas.
No dia de Pentecostes, ou seja, conforme o sentido da palavra grega, o quinquagésimo dia depois daquele em que o cordeiro pascal fora imolado pela primeira vez,, os israelitas recebem a velha lei sobre o monte Sinai: assim também em Pentecostes, ou seja, cinquenta dias depois da Páscoa e da Ressurreição do verdadeiro Cordeiro pascal, os Apóstolos recebem a lei nova e a plenitude das graças do Espírito Santo.
Quem consegue permanecer insensível a essa relação maravilhosa, diz Santo Agostinho? Quem non moveat ista congruentia? (Aug. De spir. & lit. cap. 16.) Mas ao mesmo tempo observamos uma extrema diferença entre essas duas leis. “Na primeira, Deus aparece em meio a raios e tempestades e faz fulgurar sua terrível grandeza; na segunda, Deus derrama sobre os fiéis a plenitude de suas graças e só demonstra a sua misericórdia e a sua bondade.
“Na primeira, Deus proíbe sob pena de morte que alguém se aproxime dessa montanha coberta de fogo e fumaça, no alto da qual a Sua majestade residia; na segunda, Ele mesmo desce ao coração dos homens e os enche de uma paz e de uma alegria inefável. (Aug. Ibidem)
“Na primeira, Deus escreve a sua lei sobre tábuas de pedra. Na segunda, o Espírito Santo, que é o dedo de Deus, escreve a sua lei no coração dos homens. Assim, a primeira foi apenas uma lei exterior que Deus impôs a um povo duro, que intimidou com ameaças e permaneceu sempre carnal e sempre rebelde. A segunda foi uma lei interior, que penetrou até o fundo do coração dos homens, lhes inspirou o amor da lei e os tornou justos aos olhos de Deus: “Ibi in tabulis lapideis digitus Dei operatus est: hic in cordibus humanis. Ibi lex intrinsecus posita est qua injusti terrerentur; hic intrinsecus data est, qua justificarentur. (Aug. De Spir. & lit. cap. 17)
O próprio São Paulo descreveu essa diferença entre a lei antiga e a lei nova, de maneira realmente digna de Jesus Cristo, de que era o porta-voz. “Vede, diz ele aos Hebreus que se tornaram cristãos, que não vos aproximastes de uma montanha sensível e terrestre, de um fogo ardente, de uma nuvem escura, de tempestades e raios, de sorte que o mesmo Moisés dizia: Estou todo trêmulo e apavorado, tão terrível era o que se via. Mas vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, da assembleia e da Igreja dos primogênitos que estão escritos no céu, e de Jesus, que é o mediador da nova aliança, cujo sangue fala e não pede para ser vingado como o de Abel, mas atrai para si a misericórdia de Deus e nos purifica de todas as nossas máculas.” (Hebr. 12. 18 & seq)
Assinala ainda Santo Agostinho a diferença entre as duas leis por estas palavras: Quando as obras da caridade escritas sobre tábuas são impostas aos homens carnais com grandes ameaças de punição, a menos que façam o que lhes é ordenado; é a lei antiga e a lei das obras. Essa lei mata quem a viola, quer exteriormente, quer apenas no coração, aos olhos de Deus que sonda os corações. Mas quando o amor e a caridade mesma é derramada pelo Espírito Santo no coração dos fiéis, como ocorreu no estabelecimento da Igreja, é a lei da fé, a lei da graça, a lei do Espírito Santo que dá a vida, dando o amor: Cum ad prudentiam carnis terrendam scribuntur in tabulis opera charitatis, lex & operum & littera occidens praevaricatorem. Cum autem ipsa charitas diffunditur in corde credentium, lex est fidei & Spiritus vivificans dilectorem. (Aug. De Spir. & lit. cap. 17)
É por isso que o mesmo Santo se admira de que, embora os sacramentos e o sacrifício da lei nova, que Jesus Cristo encheu de tantas graças, fossem tão diferentes dos da antiga, que não passavam de sombras e de figuras; no entanto, o Espírito Santo, falando pela boca de Jeremias e mais tarde pela de São Paulo, e querendo mostrar precisamente a diferença entre a lei de Moisés e a de Jesus Cristo, indicou o caráter da lei nova dizendo apenas que a imprimiria no espírito, e a escreveria nos corações dos fiéis, não com tinta, como diz São Paulo, mas pelo Espírito do Deus vivo, que é Espírito de amor e de humildade. (Aug. De Spir. & litt. Cap. 25)
Deus, portanto, segundo sua sabedoria, levou-nos à salvação  por diversas etapas. Mostrando ao homem o pecado sem curá-lo, persuadiu o homem de sua fraqueza. Vendo a impotência de sua vontade, o homem implorou a graça do Salvador. A graça curou a vontade. E, curada, a vontade observou a lei, tendo obtido pela fé a força de fazer com alegria o que lhe era prescrito pela lei: Voluntas ostenditur infirma per legem, ut sanet gratia voluntatem, & sanata voluntas impleat legem. Quod operum lex minando imperat, hoc fidei lex credendo impetrat (Aug. De Spir. & lit. cap. 9). É o que diz também o mesmo Santo nestas poucas palavras: Lex data est, ut gratia quareretur; gratia data est, ut lex impleretur. (August. Ibidem c. 9)
Mas para compreender mais claramente a diferença entre essas duas leis, basta considerar as consequências e os efeitos de uma e de outra.
Deus dá a sua lei no monte Sinai. Proíbe sobre todas as coisas a idolatria aos israelitas. E logo em seguida eles O abandonam para adorar um bezerro de ouro. Entregam-se à impiedade. “Queixa-se Deus por um profeta de que eles adoraram no deserto os astros do céu e não lhe ofereceram sacrifícios durante quarenta anos. E de seiscentos mil homens armados que saíram do Egito, apenas dois, Josué e Caleb, entraram na terra prometida”. (Act. 7. 42)
Eis as consequências da lei antiga, e eis o fruto da nova. O Espírito Santo desce do céu sobre os discípulos com os seus dons. Enche-os de fogo e de luz. Eles calcam com os pés os bens da terra. Formam todos juntos um só coração e uma só alma. Adoram como o Deus do céu e autor da vida aquele que viram com seus olhos ser tratado da maneira mais vergonhosa e mais cruel do mundo. Alegram-se com o desprezo e os sofrimentos. Só pensam em viver e morrer por Aquele que por eles morreu.

(Lemaistre de Sacy, L'Exode, le Lévitique et les Nombres traduits en François avec l'explication du Sens littéral & du sens spirituel tirée des Saints Pères & des Auteurs Ecclésiastiques, Nîmes, 1781, pp. xxxi a xxxvii).

Nossa Senhora de Garabandal: A Mensagem no Youtube em 27 línguas



Novo vídeo produzido pelos Workers of Our Lady of Mount Carmel, de Nova York, que serve de introdução à mensagem das aparições de Nossa Senhora do Carmo a quatro meninas na aldeia de Garabandal, na Cantábria, entre 1961 e 1965. Com narração em português.

Nossa Senhora de Garabandal, rogai por nós.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

The Emperor's New Virus - Mais sobre a controvérsia acerca da relação HIV/AIDS



Documentário lançado o ano passado por Brent Leung como  um prolongamento explicativo de seu célebre House of Numbers, já apresentado neste blog.

The Emperor's New Virus aprofunda o material apresentado em House of Numbers e traz mais elementos para  a compreensão do problema.

Em inglês.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deus e a liberdade do homem segundo o padre Manuel Bernardes


Nem um só passo mete Deus por força no campo da liberdade criada, se ela quer prevaricar contra Ele mesmo que a deu, porque esta é uma admirável glória sua: fazer ela sempre o que quer, sem estorvar que seus contrários façam também o que quiserem.
(Nova Floresta)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Bernanos acerca da manipulação anticatólica das massas


A humanidade foi até agora vítima de muitas experiências, mas essas experiências empíricas eram feitas ao acaso, contradiziam-se muitas vezes umas às outras. Pela primeira vez ela entra num laboratório admiravelmente equipado, com todos os recursos da técnica e do qual pode sair mutilada para sempre. Neste caso, os cirurgiões enxugarão as mãos no avental escarlate, e tudo estará acabado para sempre. Tenho o direito de olhar esse laboratório de frente. Os cirurgiões dizem-se seguros de si. Mas será que estão seguros sobre o que têm ali, estendido diante deles, sobre a mesa de operação? E se o homem não for o que acham que é? Se sua definição de homem um dia se revelar falsa e incompleta? E, por exemplo, eles o consideram um animal industrioso, sujeito ao determinismo das coisas e no entanto indefinidamente perfectível. Mas e se o homem tiver sido realmente criado à imagem de Deus? Se houver nele numa proporção qualquer, por mais ínfima que seja, de liberdade, a que levariam suas experiências, senão à mutilação de um órgão essencial? Se existir no homem esse princípio de autodestruição, esse misterioso ódio de si que chamamos de pecado original e que os técnicos não deixaram de observar, pois explica as medonhas decepções da história? É verdade que o atribuem não ao homem, mas à má organização do mundo. Mas e se estiverem enganados? Se a injustiça estiver no homem e todas as proibições apenas reforçarem sua malignidade? Se o homem só puder realizar-se em Deus? Se a operação delicada de amputá-lo de sua parte divina - ou pelo menos de atrofiar sistematicamente essa parte até que ela caia ressecada como um órgão onde o sangue não mais circula - acabar transformando-o numa besta feroz? Ou talvez pior, num animal domesticado para sempre, num animal doméstico?
(Georges Bernanos, La liberté pour quoi faire?, pp. 124-125). Tradução Yours Truly.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os bastidores da AIDS: muito dinheiro, muita política, pouca ciência, nenhuma verdade



Um brilhante documentário que certamente vai mudar a ideia que você faz da AIDS: The House of Numbers, dirigido pelo canadense Brent W. Leung.

Com depoimentos de figurões do mundo acadêmico e político, são investigados aspectos comerciais, culturais, científicos, políticos, econômicos e medicinais da AIDS, em sua suposta relação com o vírus HIV.

Texto em inglês com legendas em espanhol. Está disponível no Youtube uma versão com legendas em português, mas a tradução é tão ruim que mais vale apresentar a espanhola.

Para quem queira aprofundar-se no assunto, vale a pena visitar o site do prof. Peter Duesberg, da Universidade de Berkeley, um dos mais devastadores críticos das teorias oficiais sobre a Aids.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Bíblia de São Luís e o Breviário de Isabel, a Católica

O primeiro se encontra no tesouro da Catedral de Toledo. Composto por ordem da rainha Branca de Castela para a educação religiosa de seu filho, o rei São Luís de França, foi mais tarde oferecida por este a seu primo, o rei São Fernando de Castela: de rei e santo para rei e santo.
Tido como o mais belo e valioso livro jamais composto.



O segundo é o breviário de Isabel, a Católica, com iluminuras dos 6 maiores mestres na arte em Flandres, inclusive o grande Gérard David. Tido como o mais precioso volume da British Library. Fica a pergunta: como teria ido parar lá? Conhecendo a história da monarquia inglesa e sua longa ficha criminal, não é difícil adivinhar...

Processo abre caminho para legalização do incesto na França

Notícia do Le Monde do dia 13 deste mês, abaixo traduzida, mostra a próxima etapa no apodrecimento da Europa.



O Tribunal da região de Somme em Amiens julgará a partir da quarta-feira, 14 de novembro, um homem acusado de estupro com agravante em suas filhas, que garantem que consentiam com essas relações sexuais. Uma delas vive hoje como concubina do pai, de que tem um filho.


A mãe das moças, hoje com 29 e 31 anos, é julgada ao mesmo tempo que o  ex-marido, por cumplicidade no estupro com agravante em menor de 15 anos e por não denunciá-lo. Durante o  julgamento de primeira instância ante o tribunal da região de Oise, em maio de 2011, o pai fora condenado a oito anos de prisão, a mãe a cinco anos, sem mandato de prisão.

CABE À JUSTIÇA "DIZER O DIREITO OU A MORAL ?"
As relações sexuais haviam começado na adolescência das duas meninas, que "reivindicam hoje seu consentimento e seu amor pelo pai", explicou a dra. Florence Danne-Thiefine, advogada da mãe.
Segundo o dr. Hubert Delarue, advogado do pai, as jovens tinham mais de 15 anos quando as relações sexuais  começaram, o que deveria levar a um delito de corrupção de menor, julgado em processo criminal. "A particularidade deste processo é que as partes civis estão todas de acordo com o acusado", segundo o dr. Hubert Delarue, que considera que "a justiça não compreendeu o funcionamento dessa família." Trata-se de um caso "surpreendente, espantoso", de "confusão total dos gêneros", mas será que cabe à justiça "dizer o direito ou a moral?", pergunta o advogado.

"ERA TUDO UMA GRANDE ZORRA"

As moças constituíram-se como parte civil "para poderem assistir ao processo, para que não lhes privem de sua verdade", segundo o dr. Delarue. A família funcionava "de maneira autárquica, como um falanstério pós-68, com imensa proximidade de uns com os outros, era tudo uma grande zorra", descreve o advogado.

Sem problemas de alcoolismo ou de violência conjugal, a família vivia num"contexto social muito confortável, com um  chefe de família extremamente inteligente, que na época estava muito bem de vida, numa magnífica propriedade nos arredores de Compiègne", garante da dra. Florence Danne-Thiefine, a advogada da mãe. O estopim do caso foi uma das filhas, que se abriu para uma pessoa conhecida que, por sua vez, escreveu uma carta em nome dela, o que desencadeou uma investigação.

"TUDO ESTAVA COMPLETAMENTE DISTORCIDO"

Desde então a mãe se afstou do resto da família, que tem três outros filhos. "Desde o começo do processo", a ex-mulher acha que deve ser condenada pelos fatos que lhe são imputados, segundo sua advogada.
"Ela não explica como tudo começou, por que ou como, ela não tem capacidade intelectual para tanto, [...] mas com o tempo, ela compreendeu que tudo estava completamente distorcido", afirma a Dra. Danne Thiefine. O processo, que deve durar três dias, acontecerá provavelmente a portas fechadas, para "proteger" a criança que nasceu da união do pai e da filha, segundo o dr. Delarue.

(tradução Yours Truly)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grandes compositores católicos: Charles Gounod (1818-1893)

Duas obras:
1) a superfamosa Ave Maria, melodia sobreposta ao Prelúdio n. 1 do Cravo bem temperado de Bach, na interpretação da grande soprano italiana Renata Tebaldi



2) O magnífico Sanctus da Missa de Santa Cecília:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Vida eterna segundo São João

São João, Alessandro Algardi

2. Et vita manifestata est, & vidimus, & testamur, & annuntiamus vobis vitam aeternam, quae erat apud Patrem, & apparuit nobis. [Pois a vida se tornou visível: nós a vimos, dela testemunhamos e vos anunciamos essa Vida eterna que estava no Pai e se mostrou a nós.] [1 João, 1, 1]

As primeira palavras deste versículo ensinam-nos o que devemos pensar de Jesus Cristo.

1. Mostram-nos que Ele é Deus, pois é a vida por essência. Com efeito, fora dito ao povo judeu acerca de Deus: "Amai o Senhor vosso Deus; obedecei a sua voz e apegai-vos a Ele; pois é Ele a vossa vida" (Deut. 30, 20). Ipse est enim vita tua. Era a Deus que dizia Davi: "Em vós, Senhor, está a fonte da vida; e só podemos ver a luz quando Vos apraz iluminar-nos." Apud te est fons vitae, & in lumine tuo videbimus lumen. (Sl. 35, 11). Só a Divindade pode fazer viver nossas almas, comunicando-nos a luz da verdade, o calor da caridade e a felicidade da eternidade. Só podemos ser santos ou felizes quando aprouver a Deus tornar-nos partícipes da sua santidade pela graça e de sua beatitude pela comunicação da sua glória. Adoremos Jesus Cristo como a fonte da vida. Apeguemo-nos a Ele, se não quisermos permanecer na morte.

2. O que deve inspirar-nos confiança, mostrando-nos qual é a misericórdia de Jesus Cristo Nosso Salvador e que bondade teve Ele por nós, é que a vida se tornou visível pela Encarnação. Et vita manifestata est. Sem este mistério, como poderíamos ser unidos à Divindade, uma vez que nos tornáramos completamente carnais e seus inimigos pelo pecado? Como poderíamos sustentar a vista dessa Majestade tão terrível, ante a qual tremem os Serafins, e dessa santidade ultrajada, que é para o homem criminoso um fogo devorador? (Hebr. 12, 29) "O homem não me poderá ver sem morrer" (Ex. 33,20), dizia o Senhor no velho Testamento; e sua voz já era o bastante, ainda que Ele se mostrasse sob símbolos estrangeiros, para abalar o céu e a terra; e os que O ouviram suplicaram que não lhes falasse mais. Diz o mesmo Moisés: Estou todo trêmulo e apavorado; tudo o que se via era terrível Que esperança restava ao homem, ele que não podia nem viver sem ver a Deus, nem ver ou ouvir a Deus sem morrer?  Nenhuma teríamos, se a vida não se tivesse feito visível para se adaptar à nossa fraqueza. O Verbo se fez carne: nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens. Aquele que estava desde toda a eternidade no seio do Pai se fez homem no seio de uma Virgem. Habitou entre nós, como um de nós. Nós o ouvimos, vimos, e Ele conquistou o nosso amor por favores perceptíveis. Confirmou com suas obras maravilhosas a verdade do que dizia, que "como o Pai ressuscita os mortos, também o Filho dá a vida a quem quiser. Na verdade, na verdade vos digo, aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é condenado, mas já passou da morte para a vida." (Jo, 21, 24-25) E ainda: "Na verdade, na verdade vos digo, o tempo virá, e já veio, onde os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e aqueles que a ouvirem viverão: pois como o Pai tem a vida em Si mesmo, também deu ao Filho ter a vida em Si mesmo."

Ó vida soberana e essencial, vivificai completa e eternamente as nossas almas e os nossos corpos. Tornastes-Vos visível pelos mistérios de vossa Encarnação, de vossa vida mortal e de vossa Ressurreição. Tornai-Vos cada vez mais visível pelos efeitos de vossa graça, para que fique claro por marcas não equívocas que sois Vós que viveis em nós; e que vivendo de Vós, em Vós e para Vós, somos libertos da morte a que nos sujeitara o pecado. Amém.

(Abbé Nicolas Legros, Méditations sur les épistres catholiques de S. Jacques, S. Pierre et S. Jean, V (1a epístola de Sâo João); Paris, 1754, pp 9-12))

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O argumento ontológico e a perfeição divina

Santo Anselmo de Cantuária

É revelador que só no Cristianismo, num mosteiro beneditino mais precisamente, se tenha descoberto o argumento ontológico. Nem judeus, nem gregos, nem muçulmanos o imaginaram. Uma vez concebido, ele se tornou peça central de toda a filosofia, tanto para os que o rejeitam como para os que o aceitam.

Porque só em Cristo a perfeição de Deus, fundamento da prova, se mostra tão palpável, tão presente, tão inegável.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Grandes compositores católicos: Théodore Dubois (1837-1924)

Grande organista, compositor e teórico musical, em quatro belas interpretações. A primeira, tradicional, no grande órgão Cavaillé-Coll - o Stradivarius dos órgãos - na igreja de Saint-Ouen, em Rouen,  França. A peça é a grande Toccata; o organista é Gerard Brooks. A segunda, é a paradisíaca peça In Paradisum, pelo software/ órgão virtual Hauptwerk, no outro extremo do horizonte interpretativo organístico de hoje.

A terceira peça é o Adagio do seu belíssimo Quinteto em fá para Piano, na excelente interpretação do Quarteto Ardeo, com David Violi ao piano.

A quarta é o monumental Agnus Dei da sua Missa de Libertação, cantado durante a celebração eucarística presidida pelo papa Bento XVI em sua viagem apostólica à Alemanha, em 2011.

Se é verdade que Dubois foi injusto com Ravel ao lhe recusar repetidas vezes o prêmio de Roma, não há dúvida de que o ostracismo em que caiu por causa disso durante quase um século constitui injustiça muito mais grave.








O contraponto divino


Num contraponto perfeito, a cada gesto da pessoa do Filho corresponde sempre ao mesmo tempo um ato de cada uma de suas naturezas: um de rebaixamento do homem e um de glorificação de Deus.

Cristo marcha para a Cruz como um exército rumo à cidadela a tomar: a Nova Criação, a Reunião de tudo sob Cristo, a vinda do Reino, a Vontade de Deus feita na terra e no Céu.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pena de morte e crime organizado


O crime organizado é um exército em ação, hierarquizado, armado e fartamente financiado pelo tráfico de drogas e pela prostituição internacional. Por ordem de seus generais - muitos deles já presos -, são executadas diariamente dezenas de pessoas inocentes.

É em casos como este que a pena de morte se faz absolutamente necessária. Eliminar os chefes dessas organizações equivale a uma operação militar de pacificação, que pode salvar centenas de vidas inocentes em troca das vidas de uns poucos criminosos.

Permitir que esse exército continue a funcionar no seio da sociedade em nome dos valores supostamente "cristãos" e "humanitários" da proibição da pena de morte é, no mínimo, irresponsável, e muitas vezes criminoso.

Somos contrário à pena de morte em casos de crimes individuais, pela simples razão de que não é confiável o sistema jurídico e policial brasileiro. Condenar alguém exige a redução da margem de erro na investigação a quase zero, o que as atuais circunstâncias não permitem.

Mas em casos como os do comando do crime organizado, a margem de erro é nula, pois os chefes são notórios - pelo menos até certo grau hierárquico. Daí para cima, são outros quinhentos. Mas o princípio para eles também será o mesmo.






segunda-feira, 12 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

A morte do ódio e a vida do Amor


A crucifixão de Cristo demonstra o ódio mortal do homem corrompido pela queda contra o Amor.
E, levando a morte às últimas consequências, abre espaço para a Vida, sem renunciar nem à Justiça de Deus nem à liberdade do homem.

sábado, 10 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sobre a hermenêutica da continuidade


Se não quisermos entrar em malabarismos teológicos, temos de aceitar a teologia da continuidade proposta pelo Papa Bento XVI, que propõe a leitura dos textos conciliares à luz da Tradição.
Não há outra saída.
Por outro lado, cumpre também reconhecer que há hoje uma ruptura entre a prática de vastos setores da Igreja e essa mesma Tradição com que se busca reatar. É uma questão de fato.
Portanto, se quisermos recuperar a continuidade da Tradição, teremos de romper com essa ruptura pós-conciliar. Não há outra saída.
Querer defender a hermenêutica da continuidade em relação ao Concílio e ao pós-Concílio é lutar contra os fatos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Prova empírica da divindade de Cristo


Esses adolescentes cristofóbicos que pululam na internet pedem provas empíricas da divindade de Cristo. Como se pudessem encurralar o Verbo divino para forçá-lo a confessar sua divindade.
Não veem que, se tal flagra fosse possível, aí sim seria de duvidar da doutrina da Encarnação.
Pois o Verbo só pela verbo quer ser conhecido, ou seja, pela Fé.

Amor e omnipotência


A marca da queda é a separação entre o poder e o amor, a que dará fim a volta de Cristo na Glória.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vertigem Trinitária


"Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão..."

A obediência de Cristo à Vontade do Pai foi livre e mesmo dolorosa e difícil, como mostra a oração do Monte das Oliveiras.

O que implica, em princípio, a possibilidade de uma desobediência.

As implicações dessa hipótese vão muito além do saber teológico deste vosso servo, mas a mera sugestão dessa possível possibilidade lança uma luz ofuscante sobre a grandeza daquele momento.

Se pensarmos na magnitude das consequências do non serviam do anjo, o que dizer de uma inimaginável fratura no seio mesmo da Trindade?

Vemos aí a infinita infinitude da aceitação da Cruz pelo Verbo, em que estava em jogo muito mais que a simples salvação do homem.

Inaugurada nova casa de espetáculos do padre Marcelo Rossi


A nova casa de shows paulistana, que vem enriquecer
 as opções de entretenimento na Capital


São Paulo ganhou hoje mais uma casa de shows. Trata-se do "Santuário da Mãe de Deus", com capacidade para 100 mil espectadores. É o que notícia a revista católica Caras de hoje.

A inauguração contou com a presença, além do próprio padre Marcelo, do impagável Dom Fernando Figueiredo, aquele mesmo que diz ser "lei da Igreja" não recusar a comunhão a ninguém.

As principais atrações no divertido espetáculo eucarístico do padre Marcelo foram os cantores Agnaldo Rayol e Alexandre Pires, que apresentaram seus maiores sucessos ao público que lotava as dependências da casa de shows. Pura adrenalina!

Também tiveram presença de destaque o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, grandes entusiastas e principais financiadores da parada gay na avenida Paulista.

Entre as presenças secundárias, talvez valha a pena mencionar Jesus Cristo, que fez uma ponta numa parte menos importante do show.

Por outro lado, dizem os energúmenos que esse tipo de show é importante para fazer frente ao crescimento das igrejas evangélicas.

Este blog, porém, não crê que transformar a Igreja Católica numa cópia piorada das igrejas evangélicas pentecostais seja a melhor tática para isso.

Reeleito primaz dos beneditos discípulo de Mick Jagger


Foi recentemente reeleito em Roma primaz dos beneditinos o monge alemão Dom Notker Wolf, de que já falamos neste blog.

Dom Wolf ficou conhecido da galera metaleira por ser o líder de uma bandinha de rock pesado, Feedback, em que toca guitarra. Trata-se de um gênero de rock de alta espiritualidade, em que se destacam outras bandas igualmente em busca da santidade, como Sepultura, Black Sabbath e Iron Maiden, entre outras.

Revela seu perfil na Wikipedia que Dom Wolf reconhece sua dívida com os Rolling Stones, um dos baluartes do satanismo em meio à cultura Pop. Como é notório, Micke Jagger e Cia. tiveram, se é que não continuam tendo, relações as mais estreitas com as altas instâncias do culto de Satã no mundo, na direta tradição do infame mago Aleister Crowley.

Como tradição é relação transitiva por excelência, podemos deduzir que o trabalho "missionário" de Dom Wolf é tributário dos principais discípulos do Baixíssimo neste vale de lágrimas.

Em nome da equidade, porém é preciso ressaltar que Dom Wolf tem realizado um grande trabalho de reforma nas instituições beneditinas, sobretudo na parte de alvenaria, como ressalta o site que noticia sua reeleição:

Sob sua liderança, foram feitas muitas reformas no prédio de Sant'Anselmo, além de estar levando adiante reformas e melhorias com tijolos e cimento.

Dom Wolf confessa que viu a eleição de Bento XVI com desconfiança, tendo sido muito ligado ao Papa anterior, que o nomeou.

Além de sua atividade pastoral como discípulo de Mick Jagger, Dom Wolf também é bastante ativo na área do catolicismo ecológico.

É esse o primaz mundial dos beneditinos, reeleito por mais 4 anos.
Depois vão dizer que não sabem a origem do lamaçal moral que invadiu boa parte da Igreja.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano nomeia um maçom brasileiro


O Vaticano nomeou esses dias um físico maçom da USP para a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, como noticia o site do Grande Oriente do Brasil..

Como todas as organizações educacionais e culturais pontifícias que conheço, a Academia das Ciências do Vaticano não tem mais absolutamente nenhum vínculo com a doutrina católica, a não ser a palavra "Pontifícia" no nome e o fato de ter sede no Vaticano.

Gostaria de saber que interesse podem ter os cardeais responsáveis em manter um organismo como esse, que só serve para disseminar as porcarias intelectuais anticristãs fabricadas em massa pela máquina naturalista acadêmica. Pregar o Evangelho certamente não é.

Em vez de se valer de um espaço privilegiado como a Academia para promover o aprofundamento da doutrina em suas implicações naturais, o Vaticano serve de retransmissor para a mesma mensagem anticristã repetida ad nauseam de maneira idêntica pela academia profana e maçônica em todo o mundo.

Mais um gol de placa dos avacalhadores na luta contra o Cristo. E, como se pode notar, o lixo continua se amontoando no Vaticano.

Pobre Bento XVI. Peço a todos que lerem este post uma Ave Maria por ele.

domingo, 28 de outubro de 2012

Depoimento indignado contra o Concílio Vaticano



"Que força de alma lhes foi necessária, durante sete meses, para jamais se cansarem de tudo sofrer, de tudo tentar, sem conseguirem afastar o escândalo! Um regulamento imposto contra os direitos mais evidentes do Concílio, comissões escolhidas previamente, votos ilusórios, uma tutela opressiva, discussões sem ordem e sem objetivo, modificações nos regulamentos tão arbitrárias como múltiplas, tudo padeceram, esperando, por uma longa paciência, fazer um dia serem aceitos seus argumentos. Não lhes foram poupadas as calúnias públicas, e no entanto suas vozes não se ergueram, ruidosas e indignadas, nessa mesma assembleia em que os chamavam de heréticos e cortesãos. Seus oradores tiveram, mais de uma vez, deixar a tribuna sem poderem sequer explicar seu pensamento, e muito menos explicar suas ideias, menos ainda defender suas convicções, enquanto a maioria conservava sempre o direito de multiplicar impunemente os exageros ultrajantes e as alusões culpadas. Desde o começo, julgaram ter o dever de tomar as razões da minoria por injúrias e lhe devolver injúrias pelas razões. Até seus protestos, tão dignos, tão humildes e no entanto tão legítimos, contra esses abusos, não ficaram só sem efeito, mas também sem resposta.

E enquanto no seio do Concílio a ilegalidade esmagava essas almas generosas, enquanto lhes negavam abertamente o direito de repetir a toda pretensão despótica: non licet, e a toda solicitação imprudente: non possumus, de fora um partido terrível levantava contra elas o clero de segunda ordem e amotinava as dioceses. O próprio Papa, ninguém o ignora, dava publicamente a mão a essa revolução tão estranha e tão inesperada na Igreja. Ele multiplicava, contra todas as regras da hierarquia católica, os encorajamentos mais lisonjeiros (...). Concedia em nome do Evangelho o que a Igreja de sempre, em nome desse mesmo Evangelho, recusara a todos que não tinham a plenitude do sacerdócio, a missão de testemunhar entre os bispos e contra eles, o direito de intervir, com autoridade, na solução das questões dogmáticas mais difíceis.

Num século menos agitado que o nosso, e numa sociedade cristã menos perturbada, há muito teriam feito justiça contra tal intrusão, impondo pela força o silêncio aos inferiores e chamando ao direito e ao dever os superiores."

(in La dernière heure du Concile, pp 4 e 5.) [trad. Yours Truly]

Em tempo: o Concílio em questão é o Vaticano I, não o Vaticano II.
O panfleto foi editado anonimamente em 1870, em Paris.
Curiosidade histórica.

sábado, 27 de outubro de 2012

O Iluminismo e os sujeitos ocultos


Critica o iluminismo por relativa toda busca do absoluto, mas se esquece de se incluir na mesma crítica: "tudo é relativo" é contradição nos termos.

Não por acaso o sujeito histórico desse discurso também sempre optou pela sombra: é fundamento da maçonaria o ocultar-se.

O  mesmo se diga da sua máxima expressão filosófica, a filosofia crítica de Kant, que jamais revela como juízos sintéticos a priori possam criticar juízos sintéticos a priori: eis o sujeito transcendental oculto.

Daí também a deriva iluminista para o mais primitivo ocultismo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Lourdes sofre inundações no dia da chegada de relíquias de João Paulo II


A gruta de Lourdes sob as águas

No dia 21 de outubro, marcado para a chegada de algumas relíquias do papa João Paulo II a Lourdes, na França, a cidade  foi varrida por uma gigantesca enchente, que só deixou de pé a igreja principal, construída numa elevação. O espaço diante da gruta das aparições da Virgem ficou inundado e o altar foi submerso pelas águas. Com a elevação do rio em 3 metros, os peregrinos de duas áreas de camping tiveram de ser evacuados, e milhares de casas da cidade ficaram sem energia elétrica. Trata-se da pior catástrofe a atingir a cidade em décadas. Ler a reportagem no site do jornal católico americano The Remnant.

Que coincidência estranha!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Há uma lei da Igreja que proíbe recusar a comunhão, diz bispo

O bispo expõe o Santíssimo a Fernando Haddad, autor do kit gay .
 Haddad comungou e até foi o leitor da Epístola da Missa.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o mirabolante Dom Fernando Figueiredo, famoso por concelebrar com o pe. Marcelo Rossi as divertidas missas do Terço Bizantino, brindou-nos com a seguinte pérola, para pasmo do Universo: 

"Às vezes recebo críticas: 'Você recebeu Fulano, ele nem é católico e o senhor o deixou comungar'. Há uma lei na igreja que, se a pessoa se aproxima para a comunhão, você não pode negá-la."


Embora tenha em alta conta a sabedoria do energúmeno prelado, creio que desta vez ele andou trocando as bolas. Não existe uma "lei da Igreja" que proíba negar a comunhão a quem se aproxime da hóstia. O que existe é uma lei maçônica que procura proibir os católicos de se aproximarem deste sacramento, pelo menos em sua forma tradicional e com as disposições mencionadas por São Paulo na Primeira Epístola aos Coríntios. 


É diferente!

Mas é compreensível a confusão. O contato quase diário com seu patrão rotariano na Rede Vida deve ter feito que ele confundisse essas duas instituições irmãs e quase indistinguíveis, a maçonaria e a igreja da Grande Avacalhação pós-conciliar, de que Dom Fernando é um dos luminares em nossas terras. 

domingo, 21 de outubro de 2012

Péssimas notícias de Roma


Segundo entrevista do prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, Dom Müller, já apresentado neste blog, as conversações entre Roma e os lefebvristas estariam encerradas, sem possibilidade de acordo.

Não se trata ainda de notícia oficial. Portanto, aguardemos. Mas se se confirmar, será o mais grave desastre para a Fé desde a excomunhão de Dom Lefebvre.

Convém lembrar que a ruptura com a Tradição é a ruptura com Cristo. O cuidado com a Tradição é o que garante a transmissão sem ruído do Verbo de Deus.

Ao romper com o Tradicionalismo, a quem vai Roma confiar a defesa  dessa transmissão? Aos neopentecostalistas pró-católicos da RCC? À defunta Teologia da Libertação? Aos grupos pró casamentos gay, abortistas e feministas soi-disant católicos? Aos farsantes de Medjugorje?

No atual estado da Igreja, seria bom que nesse Sínodo sobre a Fé reunido em Roma,  os bispos  tivessem oportunidade de refletir sobre  a extrema gravidade de uma decisão como essa.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

História da decadência da Igreja na França: os 3 ralliements de Philippe Prevost



Bela entrevista com o historiador francês Philippe Prevost, a respeito do seu livro L'Église et le ralliement.
Trata-se de uma análise sóbria do caminho que levou à crise sem precedentes de hoje: da política de aliança entre católicos e maçons preconizada por Leão XIII - que esperava com isso "converter" a república maçônica - à apoteose da adesão católica aos poderes deste mundo no Concílio Vaticano II, passando pela proibição da Action Française por Pio XI, em nome dessa mesma adesão. São esses os 3 "ralliements" (adesões, alianças) da Igreja francesa.
Em francês. O entrevistador é o jornalista católico Franck Abed.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O PT, o aborto e o voto cristão


Sem querer entrar nos meandros asquerosos da política brasileira, gostaria só de lembrar aos que não o sabem que o PT é um partido que não aceita em suas fileiras ninguém que seja contrário ao aborto. Ou seja, quem é contra o aborto é expulso sumariamente do partido.

Basta isso para fazer com que o voto no PT seja pecado gravíssimo, pois equivale a cumplicidade em assassínio em massa de crianças.

Para dar apoio político "católico" ao PT, só mesmo monstruosidades como um tal de Chalita, coautor de um livro com um vertiginoso padre que usa botox. Eis a que ponto chegamos.

Além disso, vale lembrar que Haddad, o candidato do partido abortista à prefeitura de São Paulo, foi também o criador do famigerado kit gay, em que se pretendia impingir o homossexualismo às nossas crianças.

Não quero dizer com isso que os demais partidos deixem de ser horrorosos, também. Basta lembrar que a revista Veja, porta-voz de tudo o que há de podre no país, apoia José Serra.

Mas quem sabe se mais uma derrota nas urnas faça os dirigentes petistas perceberem que o crime não compensa e, com isso, revoguem a criminosa norma do partido contra as crianças inocentes, digna de Herodes.

PS de 23/10/2014; as considerações acima, ainda válidas no que se refere ao caráter contraditório do voto cristão ou católico no PT, não devem ser entendidas como um convite a se votar no lúgubre Aécio Neves, pet do Império, candidato de tudo o que há de mais sórdido neste país. Na verdade, se não fosse a cláusula herodiana nos estatutos do PT, este blog recomendaria o voto em Dilma, que pelo menos deu mostras de certa independência na política externa. Mas, como isso não é possível, dado o caráter intrinsecamente pecaminoso do voto no PT, sugerimos o voto nulo.

domingo, 14 de outubro de 2012

O sentido da Cruz


Com a crucifixão, Satã consegue executar seus planos, e no entanto faz exatamente o que Jesus queria.

As duas linhas se cruzam na Cruz

Ante o Verbo, o que está em jogo não é o que acontece, mas o sentido do que acontece.


Note-se que o mesmo ocorre hoje, quando os inimigos da Fé parecem obter brilhante vitória contra a Igreja, que porém caminha a passos largos para a Glória. O conflito das interpretações prossegue.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Terra e o Calvário


Seja qual for o mérito científico do trabalho apologético mais do que meritório de Robert Sungenis acerca de Galileu e Einstein, é certo que o geocentrismo é o estado normal da doutrina católica.
Mas ainda mais certo e mais fundamental é o caráter secundário do sensível na mesma doutrina: eis a lição do Santíssimo Sacramento.
A terra que está no centro é aquela onde se fincou a Cruz do Gólgota e onde se apoia o altar da Eucaristia: a meio caminho entre o tempo e a eternidade.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

50 anos do Concílio Vaticano II e a Epístola da Missa


Hoje, solenidade dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, a Epístola da Missa, Gálatas 2, lembra a repreensão de Pedro por Paulo, com a acusação de, por medo, diluir a mensagem de Cristo:
11. Quando Pedro foi a Antioquia, enfrentei-o em público, porque ele estava claramente errado.12.De fato, antes de chegarem algumas pessoas da parte de Tiago, ele comia com os pagãos; mas, depois que chegaram, Pedro começou a evitar os pagãos e já não se misturava com eles, pois tinha medo dos circuncidados.

Ataque de abortistas lobotomizadas contra Catedral na Argentina



Centenas de jovens argentinas lobotomizadas e bestializadas pela grande mídia mundial atacam a catedral de Posadas, na Argentina, xingando, agredindo, lançando tinta spray e cuspindo num grupo de católicos que defendem pacificamente a catedral enquanto rezam o terço.

Frutos de décadas de lavagem cerebral dos jovens do mundo inteiro, via rock, drogas, satanismo e feminismo, as debilóides defendem com unhas e dentes a liberdade de praticar seu esporte predileto, a caça às criancinhas ainda dentro do útero das mães. Pelo jeitão de algumas delas, há ali verdadeiras craques na modalidade.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ex-obreira fala dos planos da Igreja Universal para tomar o poder no Brasil



Tadinha. É comovente ver como a dignidade espiritual pode sobreviver a 9 anos de política de terra arrasada.

Viver e sofrer

Jean de Bernières-Louvigny (1602-1659) 
Grande místico normando
(foto Stifts - och landsbiblioteket i Skara)

Vivamos pouco, desde que muito soframos: é o  que basta. Mas é grande miséria viver muito e sofrer pouco.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O que diz o Concílio Vaticano II, afinal?



Os promotores da Grande Avacalhação pós-conciliar têm sempre na boca o Concílio Vaticano II como último bastião na defesa de suas heresias, como se se tratasse de um recomeço absoluto na história da Igreja, um retorno à estaca zero e a abolição de tudo o que o sangue dos mártires  e a oração dos santos defendeu nos últimos 20 séculos.

Mas será que é bem assim?

É o que pergunta um texto do site francês Notre-Dame des Neiges, que temos o prazer de traduzir e publicar neste blog.

São boas perguntas:


Releiamos objetivamente as decisões do Concílio. Onde está escrito que a Igreja deva tornar-se uma "democracia popular" em que cada comunidade local possa, à sua conveniência, segundo a época ou humor das sondagens, decidir em matéria de fé, de moral, de doutrina, de liturgia ou de disciplina eclesial? Onde está escrito que a confissão individual deva ser substituída pela absolvição coletiva? Onde está escrito que agora seja preciso aceitar o sacerdócio ministerial das mulheres e o casamento dos padres? Onde está escrito que a prática dominical (santificação do dia do Senhor) não seja mais uma grave obrigação sob pena de pecado mortal (CIC N°2181)? Onde está escrito que os divorciados em segundas núpcias, o concubinato, o aborto, a contracepção, as relações sexuais antes do casamento etc... sejam hoje "valores novos" e não mais pecados de que se deva sair ou evitar? Onde está escrito que a ideologia peçonhenta do relativismo deva agora ser o fundamento do ensino da Igreja Católica? Onde está escrito que o Soberano Pontífice não seja mais infalível em matéria de doutrina, de moral e de fé? Onde está escrito que seja preciso – como o fazem atualmente os modernistas - reinterpretar e "desmitologizar" a Bíblia para torna-la aceitável ao mundo moderno? Onde está escrito que as Santas Escrituras não sejam mais inspiradas por Deus? Onde esá escrito que o Diabo, o Purgatório e o Inferno não mais existam... e que "vamos todos para o Paraíso" (dixit Polnareff)? Onde está escrito que o dogma do Pecado Original, por monogenismo histórico (e suas consequências dramáticas sobre o homem e a criação), não mais se sustente? Onde está escrito que a Santa Missa seja antes uma refeição entre amigos do que o único, verdadeiro e definitivo Yom Kippur pela oferenda perpétua incruenta ao Pai do Santo Sacrifício expiatório, impetratório, satisfatório, propiciatório, eucarístico e latrêutico do Cordeiro imolado sobre o Calvário? Onde está escrito que Jesus Cristo, verdadeiro e eterno Sumo Sacerdote segundo a ordem do Rei Melquisedeque, não seja mais o Único Salvador e o Único Mediador da humanidade? Onde está escrito que o dogma da Santíssima Transubstanciação não mais exista? Onde está escrito que o Santo Sacrifício da Missa deva ser considerado um mero "memorial", no sentido protestante do termo? Onde está escrito que agora se deva denegrir e até abolir os impulsos de piedade popular, como as procissões, as adorações, as novenas, o terço? Onde está escrito que a Lei Moral Natural, Imutável e Universal, não mais exista? Onde está escrito que a existência de  jnosso Anjo da Guarda não passe agora de uma "historinha infantil"? Onde está escrito que o dogma da Comunhão dos Santos (Ecclesia Triumphans) já não seja uma verdade de fé? Onde está escrito que os pecados mortais, as penas temporais, como também as indulgências da Igreja sejam velhas "bobagens vaticanas"? Onde está escrito que já não haja uma relação fundamental entre a Fé e a Razão? Onde está escrito que a apocatástase, o aniquilacionismo, o indiferentismo, o quietismo e também o latitudinarismo não mais sejam doutrinas firmemente condenadas pela Igreja?
 Onde está escrito que os Milagres, a Transfiguração, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de Nosso Senhor já não sejam fatos histórica e realmente constatados pelos Apóstolos? Onde está escrito que o Credo de nossa Fé Católica esteja hoje "ultrapassado" pelas últimas invenções das equipes de animação pastoral locais? Onde está escrito que a Pessoa Divina do Filho não seja mais o Unigênito do Pai (unigenitus) e, portanto, uma Pessoa eternamente incriada (increatus)? Onde está escrito também que Ela não seja mais consubstantialis, coequalis, coadoratur, conglorificatur e coaeternus ao Pai e ao Espírito? Onde está escrito que Jesus Cristo, o Logos-Deus-Verbo encarnado na história, já não seja uma Pessoa exclusivamente Divina, a Segunda da Santíssima e Adorável Trindade, Único Verdadeiro Deus perfectus, plenus e totus, e único ipsum Esse subsistens? Onde está escrito que essa mesma e Única Pessoa Divina não se tenha mais encarnado histórica e voluntariamente para a nossa salvação em duas naturezas unidas hipostaticamente, com suas propriedades (idioma) naturais, permanecendo infinitamente diferentes, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação... e com toda evidência dotada de uma alma racional (anima), de uma inteligência (intellectus), de um espírito (sensus), de um corpo (corpus) e de uma carne humana (caro), com exceção do menor pecado (em estado ou em ato), no corpo virginal de Sua Santíssima Mãe (Theotokos), a Imaculada Conceição? Onde está escrito que Maria não seja mais perpetuamente virgem? Onde está escrito que o ato de Sua Santa e Virginal Maternidade não tenha ocorrido de maneira exclusivamente divina e indolor? Onde está escrito que a Substância Divina do Filho, eternamente gerada pelo Pai, já não seja mais impassível  (impassibilis), imutável (immutabilis) e imortal (immortalis)? Onde está escrito que a Pessoa Divina do Filho que se encarnou na história não seja mais dotada de duas vontades e operações naturais, submetendo-se sempre a vontade e a operação humana à Vontade e Operação Divina? Onde está escrito que as Conferências episcopais tenham agora direito a qualquer "autoridade doutrinal" para relativizar ou galicanizar as diretrizes romanas? Onde está escrito que a consciência individual deva hoje sempre "primar" sobre o ensino oficial da Igreja? Onde está escrito que essa mesma consciência se tenha tornado uma instância "autônoma" ou mesmo criadora de "valores"? Onde está escrito que a liberdade religiosa autenticamente interpretada seja hoje sinônimo de "relativismo" ou de uma incapacidade do homem moderno de encontrar a salvação na Verdade de Cristo exclusivamente encarnado em Sua Igreja? Onde está escrito que a evangelização dos não católicos já não seja uma obrigação urgente (cf. 1 Cor 9, 16) para a salvação eterna deles... pois fora da igreja não há salvação? Onde está escrito que a Única Igreja de Cristo, a Esposa Imaculada do Senhor, não subsista mais em si (subsistit in) como único sujeito na única Santa Igreja católica, Mãe e Mestra de todas as Igrejas? Onde está escrito que esta última já não conserve - completa e eternamente – a essência inviolada do depósito da fé (depositum fidei) para a salvação das almas? Onde está escrito que ela já não seja por natureza exclusivamente missionária? Onde está escrito que ela também já não seja - por substituição - o Novo Israel, a Nova Jerusalém, o Novo Povo bem-amado de Deus? Onde está escrito que os Juízos Particular (em nossa morte) e Geral (no fim do mundo) não mais acontecerão? Onde está escrito que a Ressurreição de nossa carne atual (para o Inferno ou o Paraíso) já não acontecerá? Onde está escrito que os homens não mais prestarão contas de seus atos via Retribuição Divina, logo depois da morte? Onde está escrito que a batina esteja hoje proibida? Onde está escrito que a Missa em latim, o canto gregoriano, a beleza, a dignidade, mas também a orientação teocêntrica (versus Deum per Iesum Christum) e escatológica devam ser proscritos ou pelo menos energicamente desaconselhados? Onde está escrito que se devam suprimir os corais gregorianos (SC N°116) e populares (SC N°118) sob pretexto de "participação ativa"? Onde está escrito que a comunhão dos fiéis de joelhos e na boca não deva mais ser favorecida? Onde está escrito que seja preciso liquidar os genuflexórios, os bancos de comunhão, os confessionários, as velas, os crucifixos, o incenso, as casulas, a sobrepeliz e as estátuas nas igrejas... como aconteceu durante a terrível crise iconoclasta da década de 1970?
 Onde está escrito que o Vaticano II seja para a Igreja "um novo começo" que tenha sistematicamente abolido todas as decisões dos muitos concílios que o precederam? Onde está escrito que o Vaticano II deva ser aplicado (com a  restauração litúrgica que o acompanha) segundo uma hermenêutica de ruptura?