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sábado, 24 de dezembro de 2011

São Gregório de Nazianzo, Teólogo, sobre o Natal



Nasce Cristo; glorificai-O. Cristo desce dos céus; ide ao Seu encontro. Cristo está sobre a terra; homens, elevai-vos. Cante toda a terra ao Senhor! E para reunir tudo numa só palavra: Rejubilem os céus e estremeça a terra, por Aquele que é ao mesmo tempo do céu e da terra. Cristo reveste-se de nossa carne; comovei-vos de temor e alegria; temor, por causa do pecado; alegria, por causa da esperança. Cristo nasce de uma Virgem: mulheres, honrai a virgindade, para se tornarem mães de Cristo.

Quem não adoraria Aquele que era desde o começo? Quem não louvaria e celebraria Aquele que acaba de nascer? Eis que as trevas se dissipam; cria-se a luz; o Egito permanece sob as sombras, e Israel é iluminado pela coluna de luz. O povo, que estava sentando nas trevas da ignorância, vê o brilho de uma ciência profunda. Acabaram as coisas antigas; tudo é novo. Foge a letra, triunfa o espírito; passaram-se as sombras, entra a verdade. A natureza vê suas leis serem violadas: chegou a hora de povoar o mundo celeste: Cristo manda; não resistamos.

Batam palmas todas as nações: pois uma criancinha nasceu, um Filho nos foi dado. A marca do seu principado é sobre o ombro: pois a Cruz será o meio de Sua elevação; seu nome é o Anjo do grande conselho, ou seja, do conselho paternal.

Exclame João: Preparai os caminhos do Senhor! Eu, por meu lado, quero fazer ecoar também o poder de tão grande dia: Aquele que é sem carne se encarna; o Verbo assume um corpo; o Invisível mostra-se aos olhos, o Impalpável deixa-se tocar; Aquele que não conhece o tempo tem um começo: o Filho de Deus se faz filho do homem. Jesus Cristo era ontem, é hoje, será para sempre. Ofenda-se o judeu; caçoe o grego; agite-se a língua do herético na boca impura. Crerão quando virem o Filho de Deus subir aos céus; e se mesmo então se recusarem, crerão quando Ele descer e aparecer como Juiz em seu tribunal.

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