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sábado, 24 de dezembro de 2011

São Bernardo de Claraval e o Natal


Acabamos de ouvir uma notícia cheia de graça e digna de ser aceita com júbilo: Jesus Cristo, Filho de Deus, nasceu em Belém da Judeia. Funde-se a minha alma a estas palavras; meu espírito ferve em mim, louco que estou de vos anunciar tal felicidade. Jesus quer dizer Salvador. Que há de mais necessário que um Salvador para os que estavam perdidos, de mais desejável aos desgraçados, de mais vantajoso aos que o desespero afligia? Onde estava a salvação, onde estava até a esperança de salvação, por mais tênue que fosse, sob essa lei de pecado, nesse corpo de morte, em meio a essa perversidade, nesse lugar de aflição, se tal salvação não não tivesse nascido de repente e contra toda esperança? Homem, desejas é verdade, tua cura; mas tendo consciência de sua fraqueza e fragilidade, temes o rigor do tratamento. Não temas; Cristo é suave e manso; é imensa a sua misericórdia; como Cristo, recebeu para Si o óleo, mas para passá-lo em tuas feridas. E se te digo que Ele é manso, não vá pensar que teu Salvador careça de poder; pois Ele é também o Filho de Deus. Estremeçamos, portanto, ruminando em nós mesmos e proclamando fora de nós esta doce sentença, esta suave palavra: Jesus Cristo, Filho de Deus, nasceu em Belém da Judeia.

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