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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pedofilia e pedofilia: Dawkins, Tatchell e a hipocrisia anticatólica


Richard Dawkins é um zoólogo britânico, especialista no comportamento das galinhas. Foi esse o tema de sua tese de doutorado. Mais tarde, animado com o sucesso de suas pesquisas sobre as poedeiras, Dawkins, valente como um galinho de briga, se julgou preparado para saltar do galinheiro à eternidade e dedicar-se a bicar ninguém menos do que o Deus do universo. Os resultados foram os esperados.

Dawkins foi também um dos principais animadores dos protestos contra a visita do papa à Grã-Bretanha no ano passado, ao lado de figuras importantes do movimento gay local, como Peter Tatchell. Na foto acima,  Tatchell aparece atrás de Dawkins num comício antipapal. É o moçoilo que segura um cartaz convidando o Papa a renunciar por causa dos abusos sexuais contra crianças.

Que nobre indignação! Quanta grandeza em sua luta contra a podridão sexual dos católicos e na defesa da pureza das criancinhas!

Mas será?

O fato é que vazou pela Internet uma carta escrita por esse mesmíssimo Tatchell e publicada em 1997 no Guardian, jornal inglês. Nessa carta, o valente protetor da pureza infantil defende, como sadia e positiva, nada menos do que... a prática de pedofilia. Após afirmar que numa tribo da Nova Guiné todos os meninos têm relações sexuais com guerreiros adultos e "longe de se sentirem mal com isso, crescem e se tornam adultos felizes, bons maridos e pais", ele prossegue dizendo:

A natureza positiva de algumas relações sexuais entre adultos e crianças não está restrita às culturas não Ocidentais. Muitos amigos meus - homossexuais e heterossexuais - fizeram sexo com adultos quando tinham de 9 a 13 anos. Nenhum deles se sentiu abusado. Todos dizem que foi uma escolha consciente, que lhes deu grande alegria... Já é hora de a sociedade reconhecer a verdade de que nem todo sexo que envolve crianças é indesejado, abusivo e prejudicial.


Nem todo. Sem dúvida, a pedofilia só é ruim quando praticada por padres. 



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