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domingo, 31 de julho de 2011

Acampamento de jovens atacado por terrorista norueguês reivindicava criação de estado palestino

Foto tirada pouco antes do ataque
do débil mental maçom ao acampamento 
de jovens na ilha norueguesa

Nada mais educativo do que esse grotesco caso do energúmeno sanguinário norueguês. Mais educativa ainda só a cobertura que a megamáquina de mentir, também conhecida como grande imprensa, tem dado ao caso.

Todos, absolutamente TODOS, os jornais impressos e de TV associam o debiloide à extrema direita europeia filonazista e/ou nacionalista.  O que NENHUM deles diz é que no acampamento de jovens na ilha de Utoya estava acontecendo uma manifestação em prol do reconhecimento por parte da Noruega de um Estado palestino e em favor do boicote a Israel. Veja aqui a página de um jornal norueguês com a notícia, que pode ser facilmente traduzida com Google translator.

Ou seja, o ataque foi perpetrado por um terrorista fanático pró-Israel contra um grupo de adolescentes pró-palestinos. Cenário muito, muito diferente do pintado pela máquina internacional de mentir.

Sobre isso, silêncio total.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O ateísmo é falso. Graças a Deus.


O imbecil construto do ateísmo, que substitui o Puro Intelecto cristão pela Pura Imbecilidade aleatória como princípio supremo do Universo, é falso. Graças a Deus. GRAÇAS A DEUS!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Oslo e o terrorismo maçônico-neoconservador: atacado e varejo

Ataque terrorista neoconservador/maçônico contra civis em Bagdá
É notório que os filhos da viúva - a maçonaria - vêm há séculos dedicando-se ao terrorismo. A própria palavra "terrorismo" tem origem no período mais sanguinário da Revolução Francesa, o Terror, onde o sangrento delírio maçônico chegou a extremos, com sacrifícios de sangue diários ao Grande Arquiteto do Universo no altar da guilhotina. Um olhar mais atento revelaria no grande terrorismo, pelo menos nos últimos tempos, uma quase exclusividade maçônica, arranhada apenas aqui e ali pelo grosseiro diletantismo islâmico.

Portanto, não seria de estranhar o massacre provocado pelo débil mental de Oslo. Só mais um morticínio maçônico contra o perigo do "fundamentalismo islâmico", que viria a se somar aos milhões de civis inocentes assassinados no Iraque, no Afeganistão e na Palestina. Nada de novo sob o sol.

A única diferença é que desta vez a imbecilidade sanguinária saiu do terrorismo de atacado para entrar no varejo. Em vez de se valer de exércitos completos de tapados matando milhões em seu nome, a viúva agora se vale de debiloides isolados, como Anders Breivik, para matar apenas algumas míseras dezenas de pessoas. Mixaria! Reflexo da crise do dólar e do excesso de corrupção nos mercados financeiros hiper-maçônicos? O fato é que em vez do luxo industrial das bombas atômicas, dos grandes porta-aviões repletos de caças supersônicos, dos bombardeios de napalm e de fósforo, agora o terrorismo neoconservador se vê reduzido a usar bombas fabricadas com fertilizantes, como as usadas em Oslo: literalmente, bombas de merda.

É o ciclo normal das sociedades estercorárias: o que da merda nasce, à merda retorna.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O assassino de Oslo é maçom


Como sói acontecer imediatamente após alguma catástrofe planetária, a grande imprensa logo sai publicando que os culpados são algum "grupo radical" islâmico. Foi assim até no caso do psicopata que invadiu uma escolinha no Rio tempos atrás. O mesmo se repetiu agora no caso do massacre na Noruega. Houve até uma confirmação amplamente divulgada pelos jormais e pelas TVs de que o tal "grupo radical" (esta é a expressão favorita) já teria reivindicado a autoria do morticínio.

Mas desta vez o tiro saiu realmente pela culatra, pois o verdadeiro assassino de Oslo é... maçom!

O debiloide sanguinário quis justamente mandar uma mensagem clara aos muçulmanos que, segundo ele, estariam invadido a Noruega.

Os lúgubres personagens que dirigem por trás do pano essa corruptíssima organização tanto manipularam a cabeça do pobre imbecil que o transformaram numa máquina de matar.

Escusado é dizer que nem uma sílaba sobre essa triste filiação foi pronunciada em nenhum telejornal da nossa viuvíssima TV.

Um bom retrato dos nossa tristes, ridículos e sanguinários tempos.

domingo, 24 de julho de 2011

A oração dos trapistas segundo Huysmans


Joris-Karl Huysmans, grande nome do naturalismo francês, cansado da superficialidade satânica da Belle-Époque, por ele impressionantemente descrita no romance Là-Bas, fez um retiro num Trapa e ali se confessou e se converteu ao catolicismo.

Ele descreveu sua experiência no mosteiro cisterciense no romance En Route (1895), um dos maiores relatos de conversão de todos os tempos.

Aqui vai a descrição da oração matinal dos monges na capela da Trapa, antes do amanhecer. Tradução de Yours Truly (direitos reservados):


Era noite negra; à altura de um primeiro andar, um olho de boi aberto na parede da igreja furava as trevas com uma lua vermelha.

Durtal deu algumas tragadas num cigarro, depois se dirigiu à capela. Girou devagar a maçaneta da porta; o vestíbulo onde penetrava era escuro, mas a rotunda, embora vazia, estava iluminada por diversas lamparinas.

Deu um passo, fez o sinal da cruz e recuou, pois acabava de topar com um corpo; olhou a seus pés.

Estava entrando num campo de batalha.

Pelo chão, formas humanas deitadas em atitudes de combatentes metralhados; umas de bruços, outras de joelhos; estas, agachadas com as mãos no chão, como atingidas nas costas, aquelas estendidas com os dedos crispados sobre o peito, e aqueloutras segurando a cabeça ou estendendo os braços.

E desses grupos de agonizantes não se elevava nenhum gemido, nenhum lamento.

Durtal contemplava, estupefato, esse massacre de monges; e logo ficou boquiaberto. Uma faixa de luz caía de uma lamparina que o velho sacristão acabava de deslocar na rotunda e, atravessando o pórtico, iluminava um monge de joelhos diante do altar dedicado à Virgem.

Era um velhinho de mais de oitenta anos; estava imóvel como uma estátua, de olhos fixos, debruçado num tal ímpeto de adoração, que todas as figuras extasiadas dos Primitivos pareciam, perto da dele, forçadas e frias.

A máscara era, porém, vulgar; o crânio rapado, sem coroa, queimado por todos os sóis e por todas as chuvas, tinha cor de tijolo; os olhos velados, cobertos de belida pela idade; o rosto vincado, enrugado, costurado como um velho buxo, se fincava num matagal de pelos brancos, e o nariz um pouco achatado acabava de tornar particularmente comum o conjunto desse rosto.

E saía, não dos olhos, não da boca, mas de toda parte e de parte nenhuma, uma espécie de angelidade que se irradiava sobre essa cabeça, que envolvia todo aquele pobre corpo curvado num monte de trapos.

Naquele velhinho, a alma nem se dava ao trabalho de reformar a fisionomia, de enobrecê-la; contentava-se em aniquilá-la, radiante; era, por assim dizer, o nimbo dos velhos santos, que não mais permanecia ao redor da cabeça, mas se estendia sobre todos os seus traços, banhando, empalidecido, quase invisível, todo o seu ser.

E ele não via nem ouvia nada; monges arrastavam-se de joelhos, vinham para se aquecer, para se abrigar junto dele e ele não se mexia, mudo e surdo, rígido o bastante para que fosse possível crer que estivesse morto, se, por um momento, o lábio inferior não se tivesse mexido, erguendo nesse movimento sua grande barba.

O amanhecer embranqueceu os vitrais e, na escuridão que começava a se dissipar, os outros irmãos se mostraram por sua vez a Durtal; todos esses feridos do amor divino rezavam fervorosamente, saltando para fora de si mesmos, sem ruído, diante do altar. Havia alguns, muito jovens, de joelhos e de tronco erguido, outros, de pupilas em êxtase, dobrados para trás e sentados sobre os calcanhares, outros ainda percorriam o caminho da cruz e muitas vezes se colocavam uns diante dos outros, cara a cara e se olhavam sem se ver, com olhos de cegos.

E entre esses conversos, alguns padres, enterrados em suas grandes cogulas brancas, jaziam, prosternados, beijavam o chão.

Ah! Rezar, rezar como esses monges, exclamou Durtal.

Sentia o seu infeliz ser se distender; nessa atmosfera de santidade, ele se soltou e se agachou sobre as lajes, pedindo humildemente perdão a Deus por sujar com sua presença a pureza daquele lugar.

E rezou demoradamente, abrindo-se pela primeira vez, reconhecendo-se tão indigno, tão vil, que não conseguia entender como, apesar de sua misericórdia, o Senhor o tolerava no pequeno círculo de seus eleitos; ele se examinou, viu claro, confessou ser inferior ao último desses conversos que talvez sequer soubesse ler um livro, compreendeu que a cultura do espírito não era nada e a cultura da alma tudo, e pouco a pouco, sem se dar conta, pensando apenas em balbuciar ações de graças, desapareceu da capela, com a alma levada pela dos outros, fora do mundo, longe de seu cemitério, longe de seu corpo.

(Joris-Karl Huysmans, En route, Paris, Plon, pp. 210-212)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O repouso eterno de Deus, a Criação e o Domingo


"Pela obra dos seis dias, Deus por assim dizer sai de Si mesmo e de seu repouso eterno para Se tornar visível. Ao cessar de produzir novas criaturas, Ele voltou ao seu repouso eterno e à contemplação das suas perfeições infinitas, e com isso Se tornou de novo invisível para nós. Em memória do glorioso repouso de que goza na posse de uma felicidade inefável e sem limites, quis que o sétimo dia da semana fosse consagrado a seu culto; que tal dia fosse para o homem um dia de repouso, empregado em sacrifícios, em louvores, em adoração."
(Alban Butler, Traité des fêtes mobiles, trad. francesa Paris, Gauthier, 1835, p. 3)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Da nulidade da ciência agnóstica como descrição do mundo


Uma teoria com margem de erro infinita é nula.
É o caso das ciências empíricas modernas, enquanto agnósticas.
Se não são capazes de dizer se há ou não Deus, sua descrição do mundo comporta uma margem de erro infinita.
O que as torna, portanto, nulas como descrição do mundo.
QED

domingo, 17 de julho de 2011

Ave Maria - Jorge de Lima


Varou a tarde
a frase antiga:
Ave Maria
como uma ave
cheia de graça:
e pela tarde
revoou, revoou.
Era uma frase
límpida no ar:
Ave Maria
como uma ave,
como uma graça
cheia da tarde
em que esvoaçou
a frase antiga,
como uma ave
revoou, revoou
tão leve e pura
tão cândida ave,
límpida no ar,
que pela tarde
revoou, revoou

Soneto da Morte de Cristo - Pe. Baltazar Estaço



Aqui onde venceu a morte à vida,
Aqui onde vencido tem a vida à morte,
Aqui onde subiu mais alto a morte,
Aqui a fez descer mais baixo a vida.

Aqui onde matou a morte à vida,
Aqui morta deixou a vida à morte,
Aqui onde se viu mais dura a morte,
Aqui também se vê mais forte a vida.

Por que pudésseis dar tão alta vida,
Quisestes padecer tão baixa morte,
Assim que em vossa morte tenho vida,

Pois sendo vossa a vida, e vossa a morte,
Com vossa vida compro a doce vida,
Com vossa morte pago a dura morte.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Se arrependimento matasse

Algo que também deve ser levado em conta na apreciação do Vaticano II é que a maioria dos bispos reunidos, se tivesse ciência dos resultados desastrosos do Concílio, certamente se teria comportado diferente. É o que se pode verificar na pessoa do mesmo Bento XVI, na época era um jovem representante do progressista clero alemão e hoje defensor de uma interpretação tradicional dos textos conciliares.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A evangelização positiva, a abertura para o mundo e a Glória de Deus Uno e Trino


É concebível admitir que a Igreja, encurralada entre o poder maçônico americano e o comunismo soviético no pós-guerra, procurasse uma renovação positiva do discurso evangelizador, para evitar que sua oposição aos poderes deste mundo desse uma aparência essencialmente negativa à mensagem evangélica: antes mostrar o Bem do que acusar o Mal.

Mas neste caso o ponto é: o que há de essencialmente positivo na doutrina cristã, a não ser o mesmo Deus?

O discurso católico deve centrar-se no anúncio da Glória infinita da Santíssima Trindade, como era no princípio, agora e sempre, centro absoluto da Fé. Ou seja, o exato oposto de uma "abertura para o mundo" pretensamente revolucionária, que não passa de um afastamento de Deus e que foi incapaz de impedir a acelerada descristianização do planeta - quando não contribuiu ativamente para ela.

domingo, 10 de julho de 2011

Surprise! Estuprador Strauss-Khan solto e vítima de estupro processada!

Pronto para a próxima!

Surprise, surprise! Reviravolta no caso Strauss-Khan!
O serial raper maçom Strauss-Khan é solto, e a vítima, uma crioulinha africana, é processada!
Quem diria! Surprise, surprise!
Foi tudo, é claro, um mal-entendido! Gente como Strauss-Khan, quando estupra, faz um favor à vítima!
Que ideia essa de chamar a polícia! Que ideia essa de aceitar a denúncia! Que ideia essa de pôr o tarado em cana!
Agora, sim, tudo volta ao normal.
Business as usual!
Strauss-Kahn está pronto para a próxima!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um poema católico de Edgar Allan Poe à Santíssima Virgem

Nada mais nada menos:

Sancta Maria! turn thine eyes
Upon the sinner's sacrifice
Of fervent prayer and humble love,
From thy holy throne above.

At morn, at noon, at twilight dim
Maria! thou hast heard my hymn.
In joy and wo, in good and ill
Mother of God! be with us still.

When my hours flew gently by,
And no storms were in the sky,
My soul, lest it should truant be —
Thy love did guide to thine and thee.

Now, when clouds of Fate o'ercast
All my Present, and my Past,
Let my Future radiant shine
With sweet hopes of thee and thine.

(1833)

domingo, 3 de julho de 2011

O abbé Carron, a fé e a prosperidade


Infelizmente, num mundo aviltado e bestializado, o abbé Carron (1760-1821) caiu no mais profundo esquecimento. Só mesmo um  ou outro blogueiro perdido nestas selvas ainda faz referência a ele.

Foi homem de fé profunda, criador de inúmeras instituições de socorro aos pobres e autor de muitos livros de espiritualidade.

Exemplo de uma vida ativamente dedicada aos humilhados e perseguidos, unida a uma alta espiritualidade e a uma doutrina rigorosa. Lendo o que ele escrevia sobre o seu tempo, em que porém a doutrina permanecia intacta no seio da Igreja, ficamos curiosos sobre o que diria ele sobre o catolicismo de hoje:

"O caminho da salvação, cheio de espinhos; a estrada do céu, estreita; os esforços contínuos de nossos inimigos; o demônio, sempre a nos prender em suas redes; o mundo, não menos desejoso de nos seduzir com seus falsos encantos; o grito das paixões, a sufocar as luzes de nosso entendimento, extinguindo a sensibilidade do nosso coração; tudo isso é, sem dúvida, verdade até demais, confesso-o gemendo sobre as fragilidades da nossa natureza e deplorando minhas misérias pessoais. Quando os nossos antepassados na Fé abraçaram o cristianismo, reconheceram que a coroa eterna estava prometida só à corajosa e fiel devoção, só aos sacrifícios magnânimos: quem, então, os encheu de confiança?  Esta preciosa recordação religiosamente conservada, de que o Filho de Deus assumiu para Si a nossa pobreza, as nossas misérias, para nos tornar partícipes de suas riquezas. Deslumbrante perspectiva desses antigos, nossos ilustres mestres nos caminhos espirituais! Meditavam dia e noite os frutos inefáveis do maior dos nossos mistérios e, para defender a sua verdade, exclamavam, subindo aos cadafalsos: "Os sofrimentos de Jesus Cristo um dia nos tornarão impassíveis; sua morte nos fará imortais". Vide o ilustre Gregório de Nazianzo, trancado em sua casa de Arianzo para terminar sua corrida; vive como monge, mortifica o corpo com as lágrimas, os jejuns, as vigílias e as orações; só tem um hábito, anda descalço, passa o inverno sem fogo, só dorme sobre a palha. No entanto, apesar das enferimidades do corpo e dessa vida tão dura, ainda sente os combates violentos da carne contra o espírito; mas seu principal remédio contra essas tentações importunas é a oração e a confiança na graça de Deus: 'Sou eu, dizia ele, que corro no meio da pista; mas Jesus Cristo é meu guia e minha força; por ele respiro, vejo e corro feliz; sem Ele somos vãos fantasmas, cadáveres vivos, infectados de pecados: como os pássaros não podem voar sem ar, nem os peixes nadar sem água, o homem não pode dar um passo sem Jesus Cristo'.

"Irmão bem-amados, confessemo-lo envergonhados de nós mesmos; naquele tempo havia cristãos sobre a terra; havia homens fortes que, criados em contínuos alarmes, haviam desenvolvido o glorioso hábito de sofrer pelo amor de Deus. Criam que era demasiada moleza buscar o prazer neste mundo e no outro; considerando a terra um exílio, julgavam não haver nada mais importante do que sair daqui o quanto antes. Então a piedade era sincera, porque não se tornara uma arte; ainda não aprendera o segredo de se adaptar ao mundo e de servir a seus negócios, seus artifícios; simples e inocente, não contemplava senão o céu, ao qual manifestava a sua fidelidade por uma longa paciência. Assim eram os cristãos daqueles primeiros tempos; ei-los em sua pureza, tal como os gerava o sangue dos mártires, como os formavam as perseguições. Hoje veio a paz e a disciplina se relaxou; aumentou o número de fiéis; o ardor da fé esmoreceu e, como dizia eloquentemente um antigo: "Nós te vimos, Igreja Católica, debilitada por tua fertilidade, diminuída pelo crescimento e quase abatida por tuas próprias forças". De onde vem esse esmorecimento das coragens? É que elas não são mais exercitadas pela perseguição. O mundo entrou na Igreja; quiseram unir Jesus Cristo com Belial e dessa indigna mescla, que raça enfim nos nasceu? Uma raça mista e corrompida de semicristãos; de cristãos mundanos e seculares; piedade bastarda, falsificada, só de palavras e de um exterior hipócrita.

"Piedade na moda! Como rio de tuas jactâncias e dos discursos estudados que pronuncias complacente, enquanto o mundo te diz: Vem, para que eu te ponha à prova. Eis uma tempestade que se eleva, uma perda de bens, um insulto, uma contrariedade, uma doença; pobre piedade desconcertada, não podes te sustentar; piedade sem força e sem fundamento, vai, não passavas de um simulacro da piedade cristã; não passavas de um falso ouro que brilha ao sol, mas não resiste ao fogo, desaparece no cadinho. A virtude cristã não é assim: Aruit tanquam testa virtus mea. Ela se assemelha à terra argilosa, mole e sem consistência até que o fogo a cozinhe e a torne firme; e se assim é, meus irmãos, se os sofrimentos são necessários para sustentar o espírito do cristianismo, Senhor, trazei de volta os tiranos; dai-nos os Domicianos, os Neros, para que, sob seu império de ferro, nos tornemos os gloriosos discípulos, os fiéis imitadores do Homem-Deus."

(Abbé Carron, Pensées Chrétiennes, tome I, partie 2, Paris, 1815, pp 37-42).

Dom Guéranger, o jejum e o Catolicismo aguado



É notório que a Grande Avacalhação pós-conciliar se empenhou e se empenha em oferecer a seus fiéis uma versão morna e aguada do Catolicismo. Foi cortado pela raiz tudo o que implicasse algum sacrifício, alguma noção de ascetismo e de participação na paixão do Verbo encarnado, em nome de uma versão "jovial" e positiva do Evangelho, voltada para a prosperidade, a saúde e o dinheiro no bolso.

Para termos uma ideia do Amazonas de água por eles lançado na verdadeira Fé cristã, aqui vai um trecho do grande Dom Prosper Guéranger, abade de Solesmes, acerca do jejum na Semana Santa nos primeiros séculos da Igreja:

"Esta semana já era objeto de grande veneração no século III, segundo o testemunho contemporâneo de São Dionísio, bispo de Alexandria. Já no século seguinte, vemo-la chamada de Grande Semana, numa homilia de São João Crisóstomo: "Não, diz o santo Doutor, que ela tenha mais dias que as outras, ou que os dias sejam compostos de um maior número de horas, mas por causa da grandeza dos mistérios nela celebrados." Vemo-la também designada com o nome de Semana Dolorosa ou  penosa (poenosa), por causa dos sofrimentos de Jesus Cristo e das santas fadigas que exige a sua celebração; de Semana de Indulgência, porque nela os pecadores recebiam a penitência; enfim, de Semana Santa, em razão da santidade dos mistérios nela comemorados. Tal designação é a mais comum entre nós; e se tornou tão própria a esta semana, que se associa a cada um dos dias que a compõem: dizemos, assim, segunda-feira santa, terça-feira santa etc.

"O rigor do jejum quadragesimal aumenta nestes últimos dias, que são como o supremo esforço da penitência cristã. Mesmo entre nós, a dispensa concedida de se fazer uso de ovos cessa no meio da semana, e permanece suspensa até a festa de Páscoa; mas as Igrejas do Oriente, mais fiéis à tradição da Antiguidade, tornam ainda mais rigorosa a sua abstinência. Chamam os gregos essa semana Xerofagia, isto é, o tempo em que só é permitido comer alimentos secos. A comida consiste unicamente de pão, água e sal, aos quais se podem acrescentar apenas frutas e legumes crus, sem nenhum tipo de tempero.

"Quanto ao jejum, na Antiguidade, ele se estendia até onde as forças humanas podiam permitir. Vemos em Santo Epifânio que havia cristãos que a prolongavam desde a segunda-feira de manhã até o canto do galo do dia de Páscoa. Sem dúvida, só uns poucos fiéis conseguiam alcançar tal esforço; os outros se contentavam em passar, sem comer, dois, três ou quatro dias consecutivos; o uso comum, porém, era permanecer sem comer desde o fim da tarde da quinta-feira santa até a manhã do dia de Páscoa. Não são raros os exemplos desse rigor, mesmo hoje, entre os cristãos orientais e na Rússia: felizes se tais obras de uma penitência corajosa fossem sempre acompanhados de uma firme adesão à fé e à unidade da Igreja, fora da qual o mérito de tantas fadigas se torna nulo para a salvação!"

(Dom Prosper Guéranger, L'Année Liturgique: La Passion et la Semaine Sainte, Paris, 1875, p, 2-4).

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dembski e a vitória final do ateísmo


Se para que o público brasileiro conheça a obra importantíssima do matemático, filósofo e teólogo ortodoxo americano William Dembski tivermos de esperar pela lucidez das editoras católicas e se, além disso, o darwinismo estiver certo, provavelmente seu primeiro título publicado no Brasil será lido só pela espécie que suceder ao homem na cadeia evolutiva. Quem sabe algum tipo de minhoca informatizada?

Tentando dar ao público brasileiro um vislumbre do que está perdendo, aqui vai a tradução do epílogo de seu divertido e arrasador livro contra Dawkins, publicado 3 anos atrás:

Derrotar o inimigo é derrotar seu mais forte campeão. Assim, quando Israel derrotou os filisteus, bastou a Davi derrotar Golias. Depois disso, os filisteus fugiram. O inimigo do ateísmo é o teísmo, e o Golias por ele enfrentado é o problema da origem da vida. Um ateísmo intelectualmente consumado procura a ciência para derrotar o teísmo. Mas o "Davi" do ateísmo não está à vista; a ciência está longe de salvar o ateísmo.


A ciência coloca muitos obstáculos ao ateísmo, e o maior deles é a origem da vida. Darwin contornou o problema, como notamos acima. É absurdo, portanto, invocar  Darwin como fiador de um ateísmo intelectualmente realizado, como faz Richard Dawkins. A teoria de Darwin, ainda que fosse abundantemente confirmada (o que não é o caso), de nada serviria para resolver o problema da origem da vida.


Até a ciência poder mostrar que processos físicos que operem sob condições prebióticas realistas possam produzir células completas a partir de materiais não viventes, a realização intelectual continuará sendo para os ateus um castelo no ar. Como este livro documentou com grande minúcia, os processos físicos dão provas de trabalharem contra a formação das estruturas e complexos moleculares necessários para a vida. Se a realização intelectual depender da confirmação científica, o ateísmo - apesar de sua longa e lúgubre história - não passa de uma fé especulativa.


O ateísmo é uma crença com pretensões científicas, mas nenhum esteio científico. Promete libertar das superstições mas é ele mesmo escravo da superstição. É uma ideologia ainda mais intolerante e aviltante do que tudo o que Dawkins ataca em The God Delusion.

(William Dembski e Jonathan Wells, How to be an Intellectually Fulfilled Atheist (or Not); Wilmington, ISI Books, 2008. Epiloguie, p. 108. Tradução de Yours Truly)

Max Weber, o conceito calvinista de Graça e o capitalismo


Só mesmo a abissal ignorância sobre temas teológicos nos departamentos de Ciências Humanas das universidades para explicar o prestígio de uma ideia de jerico, como a tese de Max Weber sobre a influência determinante da concepção calvinista da Graça na origem do capitalismo ocidental.

Justamente um dos mais espinhosos conceitos teológicos, cujo caráter intratável obrigou Roma a proibir que as discussões sobre ele prosseguissem, para a paz na Igreja!

Como derivar um movimento populär a mais não poder como o capitalismo do supra sumo do refinamento teológico?

É pior do que atribuir a crise financeira de 2008 à recente solução do teorema de Fermat.

Não é à toa que o obtuso Mangabeira Unger, teólogo da Igreja Universal do Reino de Deus, tanto se entusiasme com essa ideia. Como dizia um ex-insider que sabe das coisas, se perguntarem a um bispo daquela instituição financeira qual vem antes na Bíblia, o Antigo ou o Novo Testamento, a resposta vai demorar, mas provavelmente será correta.