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domingo, 12 de junho de 2011

Bento XVI reafirma o canto gregoriano e os princípios de São Pio X na música litúrgica



Todos sabemos que a Igreja no Brasil não teve sossego nestas últimas décadas. A Grande Avacalhação pós-conciliar assumiu aqui dimensões formidáveis. Por um lado, a tsunami dos Bofs, Betos e Arns, que não deixou pedra sobre pedra quanto á doutrina e procurou sob todas as formas romper o fio sagrado que une de forma contínua a fé da Igreja à palavra de Cristo ao longo dos séculos. Por outro, a proliferação de movimentos ditos "carismáticos", uma espécie de imitação catolicizante da boçalidade neopentecostal americana. Tudo isso é muito triste.

Com o pontificado de Bento XVI, o horizonte começou a se desanuviar. Embora, dado o grau de corrupção com que o Sumo Pontífice herdou a cátedra de Pedro, ainda haja muito o que fazer para se pôr ordem na casa, não há como negar que muitos progressos já foram feitos. A condenação inequívoca dos escândalos sexuais comuns sob os pontificados anteriores, a liberação da Missa tridentina são dois deles, nem um pouco negligenciáveis.

Mais um sinal alentador acaba de ser emitido no fim de maio, com a Carta do Santo Padre Bento XVI ao Grão-Chanceler do Pontifício Instituto de Música Sacra em comemoração ao centenário daquela instituição. Nela, Bento XVI reafirma os princípios estabelecidos por São Pio X em seu notável Motu Proprio de 1903, Tra le Sollicitude: respeito à tradição, a primazia do canto gregoriano, o espírito de oração, tudo o que foi pisoteado no Brasil pelo vendaval pop dos Rossis, Juquinhas, Fábios e que tais, com seus cantos em ritmo de gafieira.

Nada mais bem-vindo. Esperamos que em breve se forme no Brasil um clima artístico-litúrgico capaz de celebrar a Glória do Salvador, não como Ele merece, o que está acima das forças da arte, mas de maneira menos cafajeste.

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