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domingo, 3 de abril de 2011

A Fé e os dois níveis do discurso cristão


O discurso da Fé supõe a prosa agnóstica. Desde sempre, o cristianismo é mais profundo do que a descrença.

Há nele sempre duas camadas de sentido: a da Fé e a da incredulidade. A Eucaristia pode ser vista como o mais espantoso milagres da onipotência amorosa de Deus, ou como um gigantesco e lamentável equívoco provocado por uma religiosidade exacerbada. Cristo é Deus ou o megalômano blasfemo. Entre as duas, a Fé. É esse espaço que constitui o núcleo do discurso cristão.

Com algumas exceções: a dos Apóstolos e discípulos que viram e tocaram a Verdade, e sobretudo a da Virgem Santíssima, desde sempre a pessoa humana mais próxima de Cristo Deus. E, no outro extremo da hierarquia, a dos fariseus, que mesmo vendo não creram. É isso que dá a eles um lugar especialmente baixo na hierarquia do mundo.

Como diz o Evangelho de hoje:

"Alguns fariseus que estavam com Ele ouviram isto e perguntaram-lhe: «Porventura nós também somos cegos?» Jesus respondeu-lhes: «Se fôsseis cegos, não estaríeis em pecado; mas, como dizeis que vedes, o vosso pecado permanece." (Jo, 9, 40-41)

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