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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bento XVI, Humanae Vitae e a castidade


Em seu livro-entrevista Luz do Mundo, perguntado sobre a pílula anticoncepcional, a resposta do Sumo Pontífice incluiu as seguintes palavras:


As perspectivas de Humanae Vitae continuam sendo corretas. Pois bem, outra coisa é encontrar de novo os caminhos para poder vivê-las. Creio que sempre haverá núcleos que se deixem realmente convencer e preencher interiormente por elas e que, em seguida, contribuem para amparar também a outros. Somos pecadores. Mas não deveríamos tomar como argumento contra a verdade o fato de não se viver essa moral elevada. Deveríamos tentar fazer todo o bem que podemos e apoiarmos e ampararmos uns aos outros.

Alguns interpretaram mal essas palavras, chegando a ponto de pedir a renúncia do Papa.

O que me parece completamente estapafúrdio.

Na verdade, o Papa está reafirmando o ensinamento tradicional da Igreja sobre a castidade e, paralelamente, dizendo a verdade sobre a nossa triste época de sodomização e bordelização planetárias, que torna muito, muito difícil a obediência estrita a esse ensinamento, sem invalidá-lo.

É comum vermos cafetões e cafetinas se indignarem contra a hipocrisia dos cristãos, que pregam uma doutrina mas muitas vezes caem em tentação e contradizem com seus atos a doutrina que pregam. É contra essa acusação de hipocrisia que se insurge o Papa. O fato de não estarmos muitas vezes à altura de nossos ideais não constitui hipocrisia, mas fraqueza. Seria hipocrisia, sim, se mudássemos a doutrina ensinada por Cristo para encaixá-la às nossas forças.

Um atleta que queira ir às Olimpíadas deve alcançar certo índice para poder classificar-se. Suponhamos que tenha de pular 1,90m. Ele não consegue pular mais do que 1,70m. O que não é desonestidade da parte dele. Desonesto seria falsificar os regulamentos olímpicos, baixando o índice para 1,70m!

É isso o que diz o Papa. Os ensinamentos tradicionais da Igreja sobre a sexualidade continuam válidos - por imutáveis - mesmo que sejam hoje em dia de dificílima obediência, dado o ambiente sobrecarregado de estímulos sexuais em que vivemos. 

Não consigo imaginar que alguém possa negar a primeira parte sem deixar de ser católico, nem negar a segunda, vivendo no mundo prostituído de hoje.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

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