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sábado, 30 de abril de 2011

Frei Tomé de Jesus e a leitura dos "Trabalhos de Jesus"

Frei Tomé de Jesus

Instrução de frei Tomé de Jesus para os exercícios espirituais e a oração que devem acompanhar a leitura ("Lição") de seu livro Trabalhos de Jesus, uma das maiores obras-primas da literatura mística do século XVI:

Leia um dos trabalhos que o Senhor passou, e a doutrina que neles achar, devagar, com atenção. E se na lição se achar movido, vá-se após o movimento que Deus lhe dá, enquanto dura, e cesse a lição para tornar a ela cessando o movimento interior. Acabada a lição, logo com aspirações suaves ao Senhor, como se o visse com seus olhos naquele trabalho, lhe fale brandas palavras, que Deus lhe dará ou, sem palavras, afetos suaves da alma, de agradecimento, de vida e de amor. E entre no exercício, levando sempre a memória no Senhor com quem fala, e usando do que aqui se escreve só para entrada ou caminho para o amor fazer seu ofício, o qual nunca se há de impedir, mas antes assoprar e atiçar, porque isto é o que se pretende.

Ocupe o menos que puder o entendimento, porque como alcança pouco enquanto a alma está cativa neste corpo, nesta vida mortal, basta que sirva de abrir porta à vontade e amor, para fazerem seu ofício. E se Deus lhe fizer mercê que calem os discursos do entendimento e imaginação, e sentir em sua alma uma suave paz e repouso, cheia de admiração do que em Deus com a viva e alumiada fé vê, ou de sentimento de dor, do que lhe vê padecer, e de o ter ofendido ou desejo de o ver de toda a criatura amado e servido, ou de inflamação de vontade que se abraça e apega ao Senhor, ou algum movimento interior que o ajunta e embebe no Senhor, e a ele o alevanta, que tem presente: persevere nesta paz quanto puder, sem dar entrada a nenhum outro pensamento, por santo que seja. E isto não porque os santos pensamentos possam fazer mal à alma, mas porque nesta paz e alevantamento de alma recolhe ela e logra o fruto dos santos pensamentos, e como não pode juntamente estar ocupada em muitas cousas diferentes, pode muito bem ser que seja tentação, no tempo que há de recolher o fruto dos pensamentos bons, atravessarem-se-lhe outros, para que assim nem de uns nem de outros tire o fruto desejado, e por isso é melhor perseverar na paz e sossego interior e afetos de amor, enquanto nosso Senhor os dá, e depois aproveitar-se de outros pensamentos santos para o mesmo efeito. Como a ovelha, que quando está descansada remoendo e gostando do que tem comido, não pega de outra erva, por boa que seja, porque não pode o estômago com tanta coisa junta. Chegará aquele bem-aventurado dia da glória celestial, onde desimpedidas  as potências da alma do peso desta carne terrena, se alargará cada uma delas em seu mar sem fundo de amor, sabedoria e conhecimento de Deus juntamente, sem haver cousa que lhe possa impedir seus ofícios. 

Acabada a hora e tempo que tomou para o exercício e oração, se esteve nele brando e visitado do Senhor, alevante-se com suspiros ou com paz e sossego, como quem leva a Deus consigo, se vá ao que há de fazer, suspirando muitas vezes ao Senhor ou abraçando-se com tão bom companheiro como consigo leva, e trabalhe por conservar quanto puder aquela luz, paz e fervor que lhe foi comunicada, e naquele gaste quantos momentos puder, até chegar a outra hora de oração.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

11 de setembro e as teorias conspiratórias


Não falo sobre 11 de setembro, porque não tenho competência.
Vale lembrar, porém, que  são "conspiratórias" ambas as hipóteses explicativas, tanto a oficial como a "maldita".
Ou os ataques foram planejados secretamente pela Al Qaeda, ou por grupos poderosos interessados em atiçar o "choque de civilizações" e as guerras contra países muçulmanos.
Em ambos os casos se trata de conspiração.
Esta é uma observação que pode ser generalizada para a maioria das teorias ditas conspiratórias.
Mais a respeito em breve.
De qualquer forma, numa entrevista não muito conhecida concedida por Bin Laden à CNN 5 dias após os ataques às torres gêmeas, ele negou peremptoriamente sua participação no episódio.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A quem interessar possa


A quem interessar possa, declaro que a frase de Roger Nimier sobre o Nouveau Roman, "Michaux, Kafka, tout ça c'est très bon, les élèves, eux, sont plus faibles" procede.

A Eucaristia e o nosso devido lugar


A oração põe-nos de volta em nosso devido lugar, de nadas ambulantes que tudo devem a Deus. O mesmo acontece com a Eucaristia. Prova disso é a cara de idiotas dos que acabamos de receber o Corpo de Cristo em suas bocas e voltamos para os nossos lugares na igreja. É o que sempre seremos no contato com Deus: idiotas. Do mongoloide a Aristóteles: idiotas. Menos que idiotas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bartolomé de las Casas, culpado de morticínio no México?

Ilustração dos relatos de Las Casas em que se baseou a Lenda Negra

Como é sabido, frei Bartolomé de las Casas está na origem da famosa Lenda Negra. Com seus relatos mentirosos e exagerados sobre morticínios e holocaustos, serviu de base para a ampla campanha de desmoralização da católica Espanha levada adiante nos últimos 5 séculos pelos inimigos da Igreja, protestantes e que tais, que difundiram largamente os seus escritos. Nele, o frade acusava os colonizadores espanhóis de praticar deliberadamente o genocídio das populações indígenas.

Mas a história pode ser bem diferente.

Sabe-se hoje que a mortandade que se seguiu ao estabelecimento dos espanhóis no México não se deveu a maus tratos ou a campanhas de extermínio. Pelo contrário, é notório que a conquista do México foi uma das mais pacíficas da história, feita por Hernán Cortés e um punhado de homens, muito mais na manha do que no muque. A grande causa das mortes foi a baixa resistência dos índios às bactérias e vírus trazidos pelos conquistadores. É o que se pode ler e verificar no bem documentado livro Born to Die - Disease and New World Conquest, 1492-1650, do historiador americano Noble David Cook (Cambridge University Press, 1998).

Uma das curiosidades reveladas no livro é que a maior epidemia que assolou o México a partir do ano de 1545 foi provocada pela frota que zarpou em Sanlúcar de Barrameda em 1544, levando a bordo dom Bartolomé de las Casas, que voltava à América para tomar posse de sua diocese de Chiapas:

"The arrival of the friars coincided with the appearance in Mexico of one of the most deadly disease outbreaks in the sixteenth century". (p. 100)  "All sources concour that the death rate from the sickness was horrendous. It afflicted all segments of the population, although native Americans seem hardest hit. Motolinia reported a death rate of 60 to 90 percent. In Tlaxcala, up to 1,000 fell daily... Torquemada, referring to a wide geographical area, estimated thet 800,000 died from the disease." (p. 102)

Em história, nada como um dia após o outro.

Pensamento, ser e linguagem segundo Cornelio Fabro


"O pensamento, justamente por ser ato, é atualidade de presença, é fazer-se presente e fazer presente alguma coisa: é portanto como uma 'repetição' absoluta do ser, assim como a linguagem é a repetição do ser no tempo e no espaço da convivência humana."
(Cornelio Fabro)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Resumindo


O que mais foram os últimos 600 anos de história do que o ataque à Igreja de Cristo pelo inimigo e sua aparente vitória em nome de Mammon?
O que há de mais emblemático dessa luta da Mentira contra a Verdade do que o assalto final contra a Fé lançado em nome do "Sr. Jesus" via Teologia da Prosperidade?
E o que mais humilhante, vergonhoso e abismal do que ver que essa lepra se infiltrar no mesmo Sagrado Corpo de Cristo? Não é esse o mais violento tapa desferido contra o rosto do Verbo Encarnado?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bento XVI, Humanae Vitae e a castidade


Em seu livro-entrevista Luz do Mundo, perguntado sobre a pílula anticoncepcional, a resposta do Sumo Pontífice incluiu as seguintes palavras:


As perspectivas de Humanae Vitae continuam sendo corretas. Pois bem, outra coisa é encontrar de novo os caminhos para poder vivê-las. Creio que sempre haverá núcleos que se deixem realmente convencer e preencher interiormente por elas e que, em seguida, contribuem para amparar também a outros. Somos pecadores. Mas não deveríamos tomar como argumento contra a verdade o fato de não se viver essa moral elevada. Deveríamos tentar fazer todo o bem que podemos e apoiarmos e ampararmos uns aos outros.

Alguns interpretaram mal essas palavras, chegando a ponto de pedir a renúncia do Papa.

O que me parece completamente estapafúrdio.

Na verdade, o Papa está reafirmando o ensinamento tradicional da Igreja sobre a castidade e, paralelamente, dizendo a verdade sobre a nossa triste época de sodomização e bordelização planetárias, que torna muito, muito difícil a obediência estrita a esse ensinamento, sem invalidá-lo.

É comum vermos cafetões e cafetinas se indignarem contra a hipocrisia dos cristãos, que pregam uma doutrina mas muitas vezes caem em tentação e contradizem com seus atos a doutrina que pregam. É contra essa acusação de hipocrisia que se insurge o Papa. O fato de não estarmos muitas vezes à altura de nossos ideais não constitui hipocrisia, mas fraqueza. Seria hipocrisia, sim, se mudássemos a doutrina ensinada por Cristo para encaixá-la às nossas forças.

Um atleta que queira ir às Olimpíadas deve alcançar certo índice para poder classificar-se. Suponhamos que tenha de pular 1,90m. Ele não consegue pular mais do que 1,70m. O que não é desonestidade da parte dele. Desonesto seria falsificar os regulamentos olímpicos, baixando o índice para 1,70m!

É isso o que diz o Papa. Os ensinamentos tradicionais da Igreja sobre a sexualidade continuam válidos - por imutáveis - mesmo que sejam hoje em dia de dificílima obediência, dado o ambiente sobrecarregado de estímulos sexuais em que vivemos. 

Não consigo imaginar que alguém possa negar a primeira parte sem deixar de ser católico, nem negar a segunda, vivendo no mundo prostituído de hoje.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sábado, 23 de abril de 2011

Meditação sobre o Sábado de Aleluia


Despregam Jesus da Cruz. Ele só desce depois da morte e por obediência a Deus seu Pai e aos homens, que o despregam. Convém permanecer na Cruz durante toda a vida e nela morrer e só descer depois da morte. Não sois vós que deveis despregar-vos, cabe a Deus separar-vos dela. Sede como corpo morto, sem movimento e sem sentimento, que fica onde o põem e nunca se queixa de nada.

Jesus é levado da cruz ao túmulo. É o fim de todos os sofrimentos. É o termo das duras viagens que veio fazer no mundo. Depois de ter-se esforçado, é preciso chegar lá. Encontrareis repouso em vosso túmulo, contanto que não o tenhais encontrado durante a vida e que tenhais morrido sobre uma Cruz. Os Discípulos quase perderam a fé e a esperança; sua caridade está bem minguada, se é que não morreu completamente. Estão tristes e abatidos, porque perderam a presença sensível do Mestre; porque não O veem mais, não O ouvem mais. Como isso é comum de acontecer!

Que consolo dar à Santa Virgem ao receber seu Filho Jesus entre os braços? Que dor vê-Lo coberto de sangue e de chagas, da cabeça aos pés! Que rios de lágrimas derramou ela sobre esse corpo sagrado! Quantos beijos deu em seus pés, em suas mãos e em seu sagrado lado! Que dor sentiu ao vê-Lo sepultarem e levarem ao túmulo! Que aflição quando foi preciso separar-se dEle! Que diz, que pensa ela, tendo diante dos olhos esse triste espetáculo e vendo em que estado haviam reduzido seu querido Filho! Ela, porém, não se entrega à dor. Não se deixa levar pela impaciência. Separa-se do que mais amava, porque essa era a vontade de Deus. Suportai a exemplo dela a privação de tudo o que tendes de mais caro no mundo, e sacrificai tudo às ordens da divina Providência, que de tudo dispõe para vosso bem.

Feliz quem recebe no coração o Benditíssimo Jesus descido da Cruz! O grão de frumento deve morrer e ser escondido na terra, para frutificar. Jesus está entre os braços do Sacerdote no Altar, como entre os braços da Cruz. O Altar é o calvário; vosso coração, o túmulo onde Ele quer repousar depois desse grande sacrifício de seu amor. É o lugar da sepultura que Ele escolheu, e que deve estar novo por uma renovação de graça e penitência. Nicodemos deu seu sepulcro a Jesus, recusar-Lhe-eis o vosso? Como Ele o tornará precioso e glorioso, se ali O receberdes com perfumes de piedade e devoção!

Feliz quem é crucificado com Jesus, morto e sepultado com Ele; quem é enterrado, escondido aos olhos dos homens, ignorado e contado entre os mortos de que não se tem mais lembrança! Logo ressuscitará com Jesus, imortal e impassível como Ele. Feliz quem conserva a fé na escuridão dos sentidos, não perde a esperança, tendo perdido seu apoio; quem não deixa de amar na privação de tudo o que pode consolá-lo!

Jesus, meu Salvador, é agora que sois verdadeiramente um Deus oculto, pois eis-Vos envolto num sudário, sepultado num túmulo e contado entre os mortos. Escondei-me em vosso seio; sepultai-me em vossa sepultura. Não seja eu nem conhecido, nem amado pelos homens; morra eu a todos os meus conhecidos; seja separado de tudo o que amo; seja privado de tudo o que desejo. Estou pronto para seguir-Vos e ir conVosco até o centro da terra. Contanto que esteja em vossa companhia, nada tenho que temer. O Inferno me seria conVosco um Paraíso, e o Paraíso sem Vós, um Inferno.

(R.P. Crasset, Considérations chrétiennes pour tous les jours de l'année, II, pp. 137-140.)

A seita e o Senhor


Leio num fórum católico este post de um jovem recém-convertido:

"Descobri há pouco a seita e a conspiração. Devo dizer, sem exagero, que isso está mudando a minha vida. Quando vemos o diabo, só podemos aproximar-nos do Senhor."

É sina da seita até o fim dos tempos dar testemunho de Cristo por sua mesma abjeção, como a sombra testemunha da luz.. Mesmo quando tem o controle aparentemente total. Aparentemente.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Reflexão do Beato Columba Marmion para a Sexta-Feira Santa


Tudo é perfeito no sacrifício de Jesus; tanto o amor que o inspira, como a liberdade com a qual Ele o conclui. Perfeito também no dom oferecido: Cristo Se oferece a Si mesmo, inteiro: a alma e o corpo são moídos pelas dores; não há dor que Jesus não tenha conhecido.

Havia tomado para Si todas as iniquidades dos homens e como que as vestira, e no Jardim das Oliveiras, durante a terrível agonia, sentia pesar sobre Si toda a cólera da justiça divina. Previa que para muitos homens seu sangue seria derramado em vão, e essa visão levava ao cúmulo o amargor de sua santa alma.

Se lermos com atenção o Evangelho, veremos que os sofrimentos de Jesus foram dispostos de tal sorte, que todos os membros do seu corpo sagrado fossem atingidos, todas as fibras de seu coração fossem rasgadas pela ingratidão da multidão, o abandono dos seus, as dores de sua mãe; que a sua santa alma tivesse de sofrer todas as avanias e todas as humilhações que se possam infligir a um homem.

Mas Cristo aceitou tudo.

Bebeu o cálice até a lia, realizou até o último iota, ou seja, até o mínimo detalhe, tudo que estava predito para Ele.

Assim, quando tudo estava concluído, quando já esgotara o fundo de todas as dores e de todas as humilhações. Ele pôde proferir o ser Consummatum est. Sim, "tudo está consumado"; só lhe resta entregar a alma ao Pai: Et inclinato capite, tradidit spiritum.




Prosternemo-nos; adoremos esse crucificado que acaba de dar o último suspiro; Ele é verdadeiramente o Filho de Deus: Deus vero de Deus vero.

Mas, "levado da terra, Ele atrai tudo para Si..."

(Le Christ vie de l'âme, p. 282ss.)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Beatificação de JPII: nuvens negras sobre o Vaticano



Ainda não aconteceu, e não há nada que as orações não possam evitar.

Mas está aí, ameaçadora.

O Vaticano anuncia a beatificação do papa do laxismo generalizado, doutrinal e moral.

Aquele que, quando a Igreja se via quase submersa pelos vagalhões da heresia pós-conciliar, deixava tudo correr para excomungar apenas ao Monsenhor Lefebvre.

Vão dizer: mas ele combateu Leonardo Boff!

Aos que dizem isso peço que releiam os textos desse ridículo teólogo. O mero fato de ter conseguido publicar não um, mas vários livros integralmente heréticos em editoras católicas mostra a total anarquia que era a Igreja sob João Paulo II! Seus livros não deveriam sequer ter chegado a ser examinados, por abaixo da crítica.

Querem beatificá-lo mesmo depois da revelação dos milhares de casos de pedofilia e pederastia eclesiástica ocorridos e encobertos sob o seu pontificado.

Os que o defendem recorrem ao mesmo argumento usado por Lula no caso Mensalão: não sabia de nada.

Mas das duas uma: ou isso é mentira, ele sabia e não fez nada, e à omissão soma a mentira. Ou realmente não sabia, e nesse caso se omitiu no seu dever de Chefe visível da Igreja. E não há nada de santo nisso!

Resta saber a quem aproveita acelerar vertiginosamente essa beatificação de alguém cuja participação pessoal em escândalos de grande porte (cf. o caso do demoníaco Marcial Maciel, entre muitos outros) está longe de ter sido plenamente esclarecida?

Eu pessoalmente não posso responder a esta pergunta, mas quando vejo a lista de presentes aos funerais de João Paulo II, não posso negar que muitas ideias me veem à mente.

Rezemos para que a Igreja saiba evitar o maior escândalo das últimas 3 décadas - particularmente ricas em escândalos, aliás!

Monsenhor Martinelli, Vigário Apostólico em Tripoli, condena a agressão à Líbia


Monsenhor Martinelli, Vigário Apostólico de Tripoli, em entrevista publicada no site espanhol Infocatolica, acusa os governos ocidentais de terem recorrido precipitadamente à guerra, quando havia espaço para a diplomacia. Confirma também o Monsenhor que em 40 anos de presença na Líbia,  nunca teve problemas como o governo, apesar do que reza a campanha de desinformação desencadeada por Bernard-Henri Lévy e seus comparsas no cume da pirâmide da mídia mundial.

Parabéns, Monsenhor, pela coragem e pela honestidade de suas palavras. Oremos para que o Império do Mal seja vencido e a Verdade possa ser de novo proclamada abertamente.

Reflexão sobre a epístola da Quinta-Feira Santa


Foi neste dia que foi instaurada a eucaristia, o sacramento da caridade, o mistério da unidade e da paz. Foi neste dia que começou o sacrifício que aboliu todos os outros sacrifícios, que renova sem cessar o da cruz, que nos torna presente a morte de Jesus Cristo em todos os lugares e em todos os séculos, e que subsistirá na Igreja até seu segundo advento. Foi neste dia que Jesus Cristo nos deu seu corpo e seu sangue para ser nosso alimento e nossa bebida, enquanto estamos no deserto desta vida; e o mais surpreendente é que ele nos cumulou de tantos favores no momento em que seus inimigos tramavam juntos o modo de fazê-Lo morrer. Que amor, divino Salvador, tivestes por ingratos e por pecadores, que, longe de se servirem de vossos dons para se santificarem, deles abusam para se tornarem ainda mais culpados! Eles só se aproximam do sacramento da caridade com um coração cheio de cupidez e de desejos seculares. Vêm ao mistério da unidade e da paz sem estarem reunidos com os irmãos, e conservam todo amargor do ódio e do ressentimento pelas injúrias que receberam. Assistem a esse sacrifício adorável sem recolhimento, sem atenção, sem se oferecerem com o Divino Pontífice que pede misericórdia por eles. Recebem o corpo e o sangue de Jesus Cristo, não como carne que lhes dá vida, mas como veneno que lhes dá a morte; não para obterem a graça, mas para agravarem seu julgamento e sua condenação; não depois de se terem examinado e purificado, mas com uma consciência cheia de paixões criminosas. Por isso, diz São Paulo, e quem não tremerá ante esta palavra? "Muitos há entre vós que estão doentes e fracos, e muitos que dormem o sono da morte". Castigo justo, mas terrível, que Deus exercia já desde os primeiros tempos da Igreja com os profanadores dos santos mistérios, e que Deus tem ainda mais motivos para renovar em nossos dias, quando os sacrilégios são mais frequentes e os cristãos, mais temerários.
(Epitres et Évangiles pour tous les dimanches et fêtes de l'année, avec des réflexions, imprimées par ordre de Monseigneur de Pierre de Bernis, Rouen, 1821, pp 435-436)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Léon Bloy e a Teologia da Prosperidade


Ao padre  Flavio de Mello

A Pobreza reúne os homens, a Miséria os isola, porque a pobreza é de Jesus, a miséria, do Espírito Santo.

A Pobreza é o Relativo - privação do supérfluo.

A Miséria é o Absoluto - privação do necessário.

A Pobreza é crucificada, a Miséria é a Cruz mesma. Jesus carregando a cruz é a Pobreza carregando a Miséria. Jesus crucificado é a Pobreza sangrando sobre a Miséria.

Aqueles dentre os ricos que não são exatamente reprovados podem compreender a pobreza, pois eles mesmos são pobres, em certo sentido; não conseguem entender a miséria. Capazes de esmola, talvez, incapazes de despojamento, eles se enternecerão, ao som de uma bela música, com Jesus que padece, mas sua Cruz os horrorizará, a realidade de sua Cruz! Para eles, ela tem de ser toda luz e toda ouro, suntuosa e leve, agradável de se ver sobre um belo pescoço de mulher.

Padres elegantes, afastai deles o leito de amor de Jesus Cristo, a cruz miserável, infinitamente dolorosa, plantada no meio de um matadouro de criminosos, entre imundícies e fedores, a verdadeira Cruz, simplesmente medonha, completamente infame, atroz, ignominiosa, parricida, matricida, infanticida; a cruz da renúncia absoluta, do abandono e da renegação para sempre de todos aqueles, sejam eles quais forem, que não a querem; a cruz do jejum extenuante, da imolação dos sentidos, do luto de tudo o que pode consolar; a cruz do fogo, do óleo fervente, do chumbo derretido, da lapidação, do afogamento, do esfolamento, do esquartejamento, da intercisão, da devoração pelos animais selvagens, de todas as torturas imaginadas pelos bastardos dos demônios... A Cruz negra e baixa, no centro de um deserto de medo tão vasto quanto o mundo; não mais luminosa como nas imagens infantis, mas fustigada sob um céu sombrio que nem sequer o raio ilumina, a apavorante cruz da Derrelição do Filho de Deus, a Cruz de Miséria!

Se esses malditos se contentassem em não querê-la para si! Mas eles pretendem que ela não é para eles, valendo-se de seu dinheiro, que é o Preciosíssimo Sangue de Cristo, para lá enviar em seu lugar a manada dos pobres que eles mesmos sangraram e desesperaram!

E ousam falar de caridade, pronunciar a palavra Caridade, que é o nome mesmo da Terceira Pessoa divina! Prostituição das palavras, de dar medo até ao diabo! Essa bela dama, que não tem sequer a lealdade de entregar seu corpo aos infelizes que atiça, irá esta noite mostrar o máximo que puder de sua carne branca de sepulcro, onde estremecem joias como vermes, e fazê-la adorar por esses imbecis, em pretensas festas de caridade, por ocasião de alguma tragédia, para engordar ainda mais os tubarões ou os provocadores de nufrágios. A riqueza dita cristã ejaculando sobre a miséria!

Deus suportará isso tudo até esta noite, que poderia ser a "Grande Noite", como dizem os rebentos da Anarquia. Mas ainda é dia. São só três horas, é a hora da Imolação do Pobre. Os escravos das minas e das fábricas ainda trabalham. Milhões de braços dão duro em toda a terra para a fruição de alguns homens, e as milhões de almas sufocadas por essa labuta continuam a não saber que há um Deus para abençoar os que os esmagam: o Deus das luxúrias e das elegâncias, cujo "jugo é suave e o fardo tão leve" para os opressores.

É verdade que há refúgios: o alcoolismo, a prostituição dos corpos, o suicídio ou a loucura. Porque não continuar a dança?

Mas não há refúgio para a Indignação de Deus. Ela é uma mulher desvairada e faminta para quem todas as portas se fecharam, uma autêntica filha do deserto, que ninguém conhece. Os leões em meio aos quais ela foi gerada estão mortos, assassinados à traição pela fome e pelos vermes. Ela se contorceu diante de todas as portas, suplicando por abrigo, e ninguém teve pena da Indignação de Deus.

Ela é bela, porém, mas inseduzível e incansável, e dá tanto medo que a terra treme quando ela passa. A Indignação de Deus está aos farrapos e não tem quase nada para esconder sua nudez. Caminha descalça, está coberta de sangue e há sessenta e três anos - isto é terrível - ela não tem mais lágrimas! Seus olhos são abismos escuros e a sua boca não diz mais palavra. Quando encontra um padre, ela se torna ainda mais pálida e silenciosa, pois os padres a condenam, a consideram mal vestida, exagerada e pouco caridosa. Ela sabe muito bem que já tudo é inútil! Às vezes ela toma as criancinhas nos braços, oferecendo-as ao mundo, e o mundo lança esses inocentes ao lixo, dizendo-lhe:

- És livre demais para o meu gosto! Tenho leis, policiais, meirinhos, proprietários! Tu te tornarás uma mulher submissa e pagarás a tua prestação na hora certa..

- Minha hora está perto e pagarei com toda exatidão, responde a Indignação de Deus.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Casais homossexuais comungam na catedral de Bogotá no domingo de Ramos

Infocatólica

Como se não bastasse a avacalhação habitual da eucaristia todos os domingos, quando se formam longas filas para receberem o Corpo de Cristo, enquanto os confessionários andam às moscas, a associação colombiana de sodomitas, reagindo contra uma carta da Conferência Episcopal Colombiana em que esta se opõe à adoção de crianças por casais homossexuais, organizou um protesto este domingo de Ramos na Catedral de Bogotá. Vários ridículos parzinhos de sodomitas, vestindo camisetas do movimento gay, receberam sacrilegamente a Divina Eucaristia.

Como um movimento notoriamente satanista, não é de estranhar que o lobby gay aproveite todas as oportunidades que se apresentem para cultuar o demônio e humilhar o Lógos divino encarnado.

O que não dá para acreditar é que o clero colombiano tenha entrado no jogo e oferecido a Eucaristia aos fresquíssimo discípulos do Mal.

É o fim da picada.

Melhor fechar as portas das igrejas e suspender todas as missas do que servir de coadjuvantes a rituais satânicos como esse.

Esperamos que as autoridades competentes tomem as medidas disciplinares cabíveis contra esses discípulos de Judas.

domingo, 17 de abril de 2011

Boas notícias sobre a exposição do Cristo em urina de Avignon


Duas boas notícias:

- a primeira é que dois rapazes entraram na exposição e destruíram a golpes de marreta a foto blasfema, lavando a alma de cristãos do mundo inteiro.

- a segunda é que o arcebispo de Avignon, Monsenhor Cattenoz,  resolveu pôr os pingos nos ii e dar nome aos bois, acusando clara e diretamente a maçonaria de ser a responsável pela blasfêmia chapa-branca de Avignon. O que não é exatamente uma surpresa para ninguém. Diz ele também que já havia feito a denúncia várias vezes pela imprensa, mas sempre a sua fala era censurada quando tocava no assunto.

Parabéns, Monsenhor! Parabéns, rapazes!

Reflexões sobre o Evangelho do domingo de Ramos


Contemplemos com atenção o segundo Adão, que vem expiar num jardim de dores o pecado que o primeiro Adão cometeu num jardim de delícias. Consideremo-Lo tomado de dor e tristeza, abatido sob o peso enorme dos nossos crimes, prosternado diante da majestade de seu Pai, dirigindo-Lhe esta humilde e fervorosa prece: "Pai, se for possível, afaste-se este cálice de mim, mas seja feita a Vossa vontade, e não a Minha." Assim é que Ele instruiu seus discípulos a recorrerem à prece, sobretudo nas grandes tribulações, a pedirem a Deus a força e a paciência de suportá-las cristãmente e a fazerem o sacrifício de todas as repugnâncias da nossa vontade, que sempre se revolta contra os sofrimentos. Mas que devo pensar do estado em que vejo esse divino Salvador, mergulhado num mar de dores, derramando rios de suor e de sangue à vista da morte que lhe é apresentada, e precisando de que um anjo desça do céu para consolá-Lo e para fazê-Lo superar seu abatimento? Reconheço aqui o Filho do Homem, que se cobriu com os langores e as fraquezas dos outros homens e quis ser semelhante a nós em todas as coisas, salvo o pecado; mas será esse o homem que desejava tão ardentemente beber o cálice da sua paixão e ser batizado com o batismo de seus sofrimentos? Será esse o Filho de Deus, que dispõe soberanamente do Seu tempo e da Sua hora e é senhor de dar a alma e tornar a tomá-la quando quiser! Pode acontecer-Lhe algo que não tenha previsto, e será a novidade e o horror do espetáculo a causa da sua perturbação e das suas angústias? Como? Os mártires mostraram-se firmes sobre o cadafalso, e permaneceram intrépidos em meio às torturas, às chamas e às espadas. Até mesmo as mocinhas, apesar da delicadeza de seu sexo, enfrentaram a mais cruel das mortes e a encararam sem estremecer; e o chefe dos mártires parece ter-Se entregue ao medo, ao pavor e ao desânimo ao aproximar-Se desse cruz onde deve consumar seu sacrifício! Rasguemos o véu que cobre o mistério e adoremos Jesus Cristo, que Se enfraquece para nos fortalecer, treme para nos tranquilizar, e não Se recusa a sentir tudo o que a dor e a tristeza têm de mais amargo, para nos fazer corar de nossas falsas alegrias e de nossos prazeres criminosos. Vede com que coragem Ele vai ao encontro de Judas, que avança para entregá-Lo aos inimigos. Ele não ignora nem a traição, nem a perfídia de Judas. Já o vê à frente dos soldados e dos capangas que são enviados para prendê-Lo; e muito longe de fugir, Ele o aguarda, recebe o seu beijo e suporta que aquela boca ímpia e sacrílega toque os seus lábios tão puros e inocentes. Quem ousará, depois de tal exemplo, queixar-se da infidelidade de um amigo ou dos ultrajes de um inimigo? Quem não confessará que não há crimes de que um homem entregue a si mesmo não seja capaz, ao ver um apóstolo transformado de repente em chefe de bandidos e de homicidas? Quem não pedirá continuamente a Deus a graça de não se abandonado a esse fundo inesgotável de corrupção que reside em seu coração? Sigamos Jesus Cristo que se deixa amarrar; mas para mostrar que é voluntariamente que Ele permite aos pecadores envolvê-Lo com suas cordas, segundo a expressão do profeta, Ele os derruba com uma só palavra, ordena-lhes que se levantem e lhe prescreve com energia tudo o que têm a fazer, como se fosse seu mestre e seu Senhor, e não um criminoso entregue ao seu poder. Eu vos adoro, divino cativo, que me retirais da vergonhosa servidão a que o pecado me reduz. Beijo seus laços sagrados que me servem para romper os laços em que o demônio me prendeu. Reverencio essas bem-aventuradas correias que me dão a liberdade dos filhos de Deus.

Deus Onipotente e Eterno, que quisestes que o nosso Salvador se revestisse com a nossa carne e sofresse o suplício da Cruz, para dar aos homens exemplo de humildade que fossem obrigados a seguir, dai-nos a graça de imitá-Lo em seus sofrimentos, para que mereçamos participar da sua ressurreição gloriosa.

( Pierre de Bernis, Epîtres et Evangiles pour tous les dimanches et fêtes de l'année, pp 398-400).

sábado, 16 de abril de 2011

Oferecer a outra face ou consentir covardemente na blasfêmia?


Um dos muitos frutos podres da Grande Avacalhação pós-conciliar é a má interpretação do conselho evangélico do "oferecer a outra face".

O conselho é dado a cada um de nós e só podemos aplicá-lo em nós mesmos, é claro.

Se alguém me dá um tapa na cara, o Lógos divino me aconselha a oferecer a outra face, sem mostrar resistência.

Porém se o tapa for dado no rosto de outro, não posso pegar o rosto do esbofeteado, segurá-lo, virar a sua outra face na direção do agressor e pedir a este que complete o serviço.

A verdadeira conduta evangélica, é claro, é exatamente oposta. Em casos de agressão ao outro, é dever do cristão ajudá-lo a se defender. Deixar de fazê-lo é covardia.

Pois é exatamente essa confusão que boa (má) parte da Igreja vem cometendo, quando a mesma Igreja se vê atacada, o mesmo Cristo se vê esbofeteado.

É o que se vê no silêncio que rodeia iniciativas claramente satânicas como a da exposição de Avignon,  em que a imagem do Salvador crucificado é exposta num vaso de urina. A exposição é financiada pelo governo maçônico de Nicolas Sarkozy e pelas empresas responsáveis pelo marketing da criptocracia, como LVMH (Louis Vuitton, Dior, Moët, Bulgari etc.) e Cartier.

Ninguém defende o Cristo ultrajado. Aos que urinam no Crucifixo, sugerem que agora defequem. O que não é de espantar, dado o grau de avacalhação do episcopado francês, um dos mais submissos à criptocracia satânica mundial. Com exceção de uma intervenção bastante discreta do arcebispo de Avignon, o sil~encio é total.

Não deixe que isso aconteça. Junte-se aos católicos do mundo inteiro e assine o protesto contra a blasfêmia chapa-branca de Avignon.

E da próxima vez que for fazer suas compras, lembre-se de que as seguintes empresas financiam abertamente o satanismo:

-champanha Veuve Clicquot
- champanha Moët & Chandon
- perfumes Kenzo
- perfumes Bulgari
- perfumes Pucci
- perfumes Givenchy
- perfumes Fendi
- bolsas e malas Louis Vuitton
- De Beers joalheria
- Adegas Chandon
- perfumes Christian Dior
- perfumes Guerlain
(veja a lista completa no site da LVMH)

Como se pode ver pela lista, o satanismo vai muito bem obrigado na área dos produtos de luxo!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Criador da imagem de Cristo mergulhado em urina se diz cristão


O mais manjado dos métodos pelo qual a criptocracia vêm há séculos tentando solapar as estruturas da Igreja de Cristo na terra é o da infiltração. Infiltrar para confundir. Infiltrar para avacalhar.

É o caso notório dos grupos de católicas pró-aborto ou dos que defendem uma fé católica gay.

Não é diferente o que ocorre no atual escândalo de Avignon, em que o governo francês em conjunto com a empresa que congrega as marcas Louis Vuitton, Moët e Bulgari, entre muitas outras, vêm patrocinando uma exposição cuja vedete é uma foto de Cristo mergulhado na urina do "artista". O imbecil blasfemo autor da "obra" se diz cristão.

Não vem ao caso citar o nome do boçal. Basta dizer que atualmente ele se dedica à "arte fecal", cujas obras têm como matéria a merda. Ou seja, obras que nasceram na merda e na merda permanecem até o fim. Neste sentido, suas intervenções no terreno do sagrado têm certa coerência e honestidade que falta a nossas católicas pró-aborto ou à liga católica gay. São merda, mesmo, e como tais se apresentam.

De qualquer modo, não se esqueça de assinar a petição contra o patrocínio da blasfêmia pela criptocracia oficial ou empresarial, na França ou em qualquer lugar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Igreja, imagem de nossas virtudes

Emil Nolde

Para os detratores sistemáticos da Igreja, vale lembrar que é doutrina tradicional refletir a Igreja a imagem de nossas virtudes.

Em Sodoma, a Igreja tem o rosto da perversão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lista dos dogmas de fide segundo Ott, parte VIII: os Sacramentos em geral


1. Os sacramentos da Nova Aliança contêm a graça que significam e a conferem aos que a tal não se opõem.
2. Os sacramentos agem ex opere operato.
3. Todos os sacramentos da Nova Aliança conferem a graça santificante a quem os recebe.
4. Três sacramentos, o batismo, a confirmação e a ordem imprimem na alma um caráter, ou seja, uma marca espiritual indelével e, por esta razão, não podem ser reiterados.
5. O caráter sacramental é uma marca espiritual impressa na alma.
6. O caráter sacramental subsiste pelo menos até a morte de seu possuidor.
7. Todos os sacramentos da Nova Aliança foram instituídos por Jesus Cristo.
8. Há sete sacramentos da Lei Nova.
9. Os sacramentos da Lei nova são necessários aos homens para a salvação.
10. Para uma administração válida dos sacramentos, é necessário que o ministro execute exatamente o sinal sacramental.
11. O ministro deve além disso ter a intenção de fazer o que faz a Igreja.
12. Para uma recepção digna ou frutuosa dos sacramentos é necessária uma disposição moral no sujeito adulto.

Aqui vão as outras seções dos dogmas de fide neste site:
Introdução
1. A Unidade de Deus: a Santíssima Trindade
2. Deus Criador
3. O Redentor
4.A Virgem Maria
5. A Graça
6. A Igreja

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A mídia e a manipulação do massacre das crianças no Rio


Como urubus sobre a carniça, as redes de televisão passaram o dia de hoje sobrevoando com seus helicópteros a escola onde a tragédia aconteceu, para oferecer à população bestializada a dose de sangue que sacie a sua sede.

E logo aparecem as "explicações" dadas pelos "especialistas" convidados a comentar o massacre: o assassino seria um terrorista islâmico (!), talvez ligado ao "grupo radical" Hamas (!!). O que, é claro, faz todo sentido. Afinal, todos nós que assistimos ao Jornal Nacional sabemos que os muçulmanos são animais selvagens que costumam atacar criancinhas pelo mundo afora, sobretudo nos subúrbios mais pobres das grandes capitais brasileiras, pelo simples prazer de ver o sangue correr. Faz sentido! Só não estão AINDA assim MUITO claros os objetivos político/religiosos pelos quais um muçulmano terrorista mataria dezenas de crianças e depois se suicidaria numa escolinha do Realengo, notoriamente um pouco afastada dos cenários de luta usuais dos sanguinários seguidores de Maomé. Ainda, porque nossos analistas estão trabalhando para responder a esta questão de maneira peremptória, definitiva, arrasadora e insofismável.

Enquanto isso, os noticiários já adiantam pelo menos que a motivação do assassino seria claramente "religiosa", pois com ele foi encontrada uma carta onde - pasmem - se falava em CASTIDADE! CASTIDADE!!! O mais perigoso sintoma de Cristianismo!!!

Tá resolvido: a culpada do massacre do Rio é definitivamente a RELIGIÃO, sobretudo em sua relação monstruosa com a PUREZA e CASTIDADE.

A população pode dormir tranquila, pois sabe que pode contar com a mídia para erradicar do planeta a castidade que move esses fanáticos possivelmente islâmicos/cristãos e provavelmente vindos da Palestina a matarem as criancinhas das nossas periferias!

E o que fazer para enfrentar o perigo religioso que ameaça nossas crianças? Eis o conselho dos especialistas: inscreva suas filhas e filhos no prostíbulo mais próximo, - há sempre um pertinho de você! - garantindo assim uma promiscuidade mental a toda prova para suas crianças, o que as tornará completamente invulneráveis a qualquer tipo de mensagem religiosa. Assim elas estarão bem protegidas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Petição contra exposição de imagem sacrílega de Cristo mergulhado em urina


O governo francês e alguns outros grupos e associações satanistas - como  o grupo LVMH (Louis Vuitton, Bulgari, Moët etc.), a fundação Cartier e a SNCF, a gigante ferroviária francesa -  estão patrocinando em Avignon, sul da França, uma exposição com uma imagem blasfematória de Cristo mergulhado em urina. Os oficialíssimos discípulos republicanos de Satã estão emporcalhando a velha cidade pontifícia com cartazes sacrílegos de "Piss Christ".

Para quem tem TV a cabo, não é de estranhar a presença maciça de produtos de moda na propaganda dos valores demoníacos. Na verdade, a indústria da moda virou uma espécie de "arte sacra" do satanismo., com a presença obsessiva dos temas ligados às drogas, à prostituição, à sodomia, ao sacrilégio etc. O que lhe deixa aquele fedor de enxofre que nem todos os Bulgari do mundo conseguem disfarçar.

Não é porque o sacrilégio acontece na França que ele deve nos deixar indiferentes. Manifeste a sua indignação e assine a petição para pôr fim a mais essa porcariada oficial anticristã em:

http://www.defendonslecrucifix.org/

Vaticano II x Tradição: Diretrizes para a reunificação dos católicos e saneamento doutrinal da Igreja


1. Reconhecer a validade do concílio pastoral e não dogmático Vaticano II, que foi convocado, se reuniu, se desenrolou e se concluiu dentro da normalidade.

2. Reconhecer a validade dos textos conciliares, como frutos legítimos do concílio.

3. Reconhecer que após o concílio a interpretação e a implementação das decisões conciliares foram prejudicadas por grupos de intenções e tendências mais do que duvidosas, fora e dentro da Igreja.

4. Reconhecer com o Papa Bento XVI a necessidade de uma leitura do concílio feita à luz da Tradição imutável da Igreja, que revele o verdadeiro sentido dos textos conciliares.

5. Reconhecer que tal leitura ainda não se completou.

6. Reconhecer que, dadas as insuficiências na interpretação conciliar e até que a reinterpretação necessária se conclua, quando houver conflito sobre um ponto de doutrina, se deve recorrer ao ensinamento tradicional seguido pela Igreja. Na dúvida, pró pré-Vaticano II.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

domingo, 3 de abril de 2011

Prece antes da comunhão eucarística


Sinto parte de minhas necessidades, vejo parte das minhas misérias. Mas, Senhor meu Deus, o que é tudo o que sinto em comparação com o que sou? O que vejo em comparação com o que Vós conheceis? Não porei, portanto, limites a vossas graças, meu Deus, limitando os meus rogos. Mas, Senhor, dai-me essas graças cuja fonte está no divino sacramento que vou receber, segundo a grandeza das minhas necessidades e segundo a abundância de vossas misericórdias.
(Claude Arvisenet, Le Froment des Élus, p.54-55)

A Fé e os dois níveis do discurso cristão


O discurso da Fé supõe a prosa agnóstica. Desde sempre, o cristianismo é mais profundo do que a descrença.

Há nele sempre duas camadas de sentido: a da Fé e a da incredulidade. A Eucaristia pode ser vista como o mais espantoso milagres da onipotência amorosa de Deus, ou como um gigantesco e lamentável equívoco provocado por uma religiosidade exacerbada. Cristo é Deus ou o megalômano blasfemo. Entre as duas, a Fé. É esse espaço que constitui o núcleo do discurso cristão.

Com algumas exceções: a dos Apóstolos e discípulos que viram e tocaram a Verdade, e sobretudo a da Virgem Santíssima, desde sempre a pessoa humana mais próxima de Cristo Deus. E, no outro extremo da hierarquia, a dos fariseus, que mesmo vendo não creram. É isso que dá a eles um lugar especialmente baixo na hierarquia do mundo.

Como diz o Evangelho de hoje:

"Alguns fariseus que estavam com Ele ouviram isto e perguntaram-lhe: «Porventura nós também somos cegos?» Jesus respondeu-lhes: «Se fôsseis cegos, não estaríeis em pecado; mas, como dizeis que vedes, o vosso pecado permanece." (Jo, 9, 40-41)

sábado, 2 de abril de 2011

Da crueldade do demônio segundo frei Luís de Granada


Em tempos de império do Anticristo, nós, cristãos sobreviventes, nos acostumamos a assistir à imagem oficial de Satã nos meios de comunicação de massa, o libertador, o Lúcifer maçônico que traz a verdade e o prazer à humanidade, pela desconstrução de tudo o que vem da civilização cristã, soturna e moribunda.

É a apoteose do baixíssimo, simultânea ao eterno retorno das promessas mentirosas do Éden.

O sucesso é enorme. basta andar na rua para ver uma multidão de adolescentes com camisetas e adereços explicitamente satânicos. Nas telas, séries em que o Mal é representado por jovens românticos e idealistas. Vampiros são a encarnação da nova (i)moral.

Mas só a nós, cristãos, foi contado o final da história, e só a nós cabe passá-la adiante.

Com a palavra novamente o grande frei Luís de Granada:

"Para lembrar algo da crueldade deste executor (o diabo), considere-se o que aconteceu a um homem sobre quem lhe foi dado poder, que foi o Santo Jó. Pois tudo o que foi possível fazer contra uma criatura racional ele o fez, sem respeito a nenhum tipo de brandura ou piedade. Queimou-lhe as ovelhas, roubou-lhe todos os outros gados maiores, matou-lhe todos os filhos, cobriu-o dos pés à cabeça de câncer e de vermes, sem deixar-lhe outro refrigério senão um chiqueiro em que se sentasse e um caco de telha com que raspasse a matéria que de suas chagas corria; e além disso tudo, deixou-lhe a mulher e os amigos (a quem com maior crueldade perdoou do que se matasse) para que com suas palavras fossem para ele outros vermes mais cruéis, que chegassem a roer-lhe as entranhas. Isso fez com o Santo Jó. Mas o que fez com o Salvador do mundo, naquela dolorosa noite em que foi entregue ao poder das trevas? É algo que não se pode explicar em poucas palavras.

Pois se esse inimigo e todos os seus consortes são tão ferozes, tão inumanos, tão carniceiros, tão sanguinários, tão inimigos da linhagem humana e tão poderosos para ferir, quando tu, miserável, te vires em suas mãos para que façam em ti todas as crueldades que quiserem (segundo disposição da divina Justiça) e isso não por uma noite e um dia, mas por todos os séculos dos séculos, achas que estarás em bons lençóis entre aquelas mãos? Ah, que dia tão escuro será aquele, quando te vires em poder de tais lobos!

Dos mesmos demônios fala em termos ainda mais horríveis São João em seu Apocalipse, dizendo: "Vi uma estrela que caiu do céu na terra, à qual foram dadas as chaves do poço do abismo. E abrindo a porta desse poço, dele saiu uma grande fumarada, como as que costumam sair dos altos fornos de fogo; e da fumaça desse poço saltaram em terra umas lagostas, às quais foi dado o poder de ferir como ferem os escorpiões, e lhes foi mandado que não causassem dano no seio da terra, nem nas árvores, nem em nada verde, mas só naqueles que não tivessem o sinal de Deus na testa. Nesse tempo andarão os homens buscando a morte e não a encontrarão; e a figura dessas lagostas era como de cavalos armados para a batalha; e sobre as cabeças tinham coroas de ouro e as caras eram como caras de homens e os cabelos como cabelos de mulheres e os dentes como dentes de leões e tinham armaduras de ferro e o estrondo que faziam com suas asas era como o de muitos carros e cavalos quando arremetem na batalha. E tinham as caudas como de escorpiões e nelas traziam os aguilhões para ferir." Até aqui são as palavras de São João. Peço-te, pois, que me digas: que pretendia o Espírito Santo (que é o autor desse texto) quando, debaixo destas tão horríveis e inauditas  figuras, nos quis dar a entender a grandeza dos açoites da divina Justiça?  Que pretendia, senão avisar-nos pelo horror e o espanto dessas coisas qual será a ira de Deus, quais os instrumentos da Sua justiça, quais os castigos dos maus, quais as forças de nossos adversários, para que com o horror de tão grandes coisas tremêssemos ante a ideia de ofender a Deus? Pois que estrela é aquela que caiu do céu, a quem foram dadas as chaves do abismo, senão aquele anjo tão resplandecente  que dali caiu, a quem foi dado o principado das trevas? E quem são aquelas lagostas tão ferozes e tão armadas, senão as fúrias e as armas dos outros seus colaboradores e ministros, que são os demônios? Quem as plantas verdes, a quem eles não podem prejudicar, senão os justos que florescem com o humor da divina graça e dão frutos de vida eterna? Quem os que não têm sobre si o sinal de Deus, senão os que carecem de seu espírito, que é o sinal de seus servos e das ovelhas da sua manada? Pois contra esses miseráveis se arma aquele exército da divina Justiça, para que nesta vida e na outra (em cada qual à sua maneira) sejam atormentados  pelos mesmos demônios a quem serviram, assim como os egípcios foram atormentados pelas moscas e pelos mosquitos a quem adoravam. Pois como será ver naquele lugar esses monstros e máscaras tão horríveis? Como será ver ali aquele dragão faminto e aquela cobra enroscada e aquele grande Behemot, de que se escreve em Jó que aperta a cauda como cedro, bebe os rios e pasce os montes?"

Fica pois clario que vivemos "el mayor de todos los engaños del mundo".

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Cruz e a presença de Deus no mundo


O mundo não pode existir nem conservar-se na existência sem Deus. É o que ensina a filosofia clássica. Mas a sua peculiaridade ontológica é que também não poderia existir com Deus. Como viu Rilke em Duino, a Sua presença mais forte nos consumiria em seu abraço.

Por amor de nós, em Sua infinitamente infinita sabedoria e bondade, Deus transformou em Cruz os dois chifres do dilema, para estar conosco na Eucaristia, mesmo à custa de infinitas dores.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.