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sábado, 26 de março de 2011

História da mentira: do cisma protestante ao império criptocrata


Primeiro foi o silêncio que se seguiu ao mar de sangue das guerras de religião, fruto venenoso do cisma luterano. Incapaz a cristandade de fazer calar a heresia, para evitar a mortandade, estabeleceu-se a tolerância, que diminuía a palavra em proveito da convivência.

A verdade ainda tinha curso, mas só dentro de um território limitado e delimitado. O espaço público inter-religioso povoa-se de silêncio, e o único discurso permitido é o da insignificância. Cresce o poder da "ciência moderna", rainha do metafisicamente irrelevante.

Em seguida, aproveitando-se desse silêncio, formam-se ilhas de discurso secreto. Fazendo da necessidade virtude, transformam o silêncio público da tolerância em manto para um discurso oculto, pretensamente essencial. É a hora das sociedades secretas, que crescem e passam a dominar o espaço público.

Segue-se daí uma segunda metamorfose: o discurso de irrelevante passa a ser mentiroso. Se antes era proibido falar do essencial, mas ainda se podia falar do inessencial, agora o silêncio público só pode ser rompido pela mentira.

É o que vemos hoje, sob o império das criptocracias mundialistas.

O discurso público vê-se restrito à irrelevância mentirosa.

Fim da viagem. Chegamos ao exato oposto do Verbo criador de Deus, ao repúdio absoluto da Verdade.

Por isso não há lugar para Cristo neste mundo. Nem haverá lugar para este mundo diante de Deus.

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