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domingo, 27 de março de 2011

Criptocracia, obediência ao papa e benefício da dúvida


Com a publicação do segundo volume do livro do Papa sobre Jesus, já começa o eterno corinho dos grandes sabidos que pretendem ensinar o Pai Nosso ao Vigário de Cristo na terra.

Como católicos, devemos obediência ao Sucessor de Pedro. A leitura minimalista deste preceito é que devemos dar ao Santo Padre o benefício da dúvida. Na dúvida, pró Papa.

Com  o domínio do Mal no mundo, que efetiva o seu poder por meio de sociedades e grupos secretos, é muito mais do que provável - e creio que todo tradicionalista sabe muito bem disso, por experiência própria - que a pressão exercida sobre o Papa seja absolutamente esmagadora, sob todas as formas possíveis, dentre as quais a chantagem, a mentira, a intimidação são apenas a face benigna.

Ora, ninguém pode ter certeza do que se esteja passando nos bastidores do Vaticano.

É muito mais do que provável que se o Papa for mais explícito quanto a certas verdades da Fé particularmente desagradáveis às orelhas ponteagudas dos criptocratas que controlam o espaço público mundial, ele seja assassinado em menos de 24 horas e no dia seguinte todos os jornais do mundo publiquem que ele foi morto por seu amante adolescente numa crise de ciúmes. E nossos eternos sabidos serão os primeiros a engolir a balela.

Cumpre, portanto, darmos ao Vigário de Cristo o benefício da dúvida e a ele prestarmos a nossa obediência, como obriga a Fé.

O resto é palpite.

Quanto às pretensões de uma ou outra tribo de poder dispensar a fé em Cristo para a salvação, trata-se de tamanha barbeiragem teológica, que chega a ter um valor heurístico. Podemos ter certeza de que se algum membro da hierarquia católica, com posição igual ou superior à de coroinha, defender essa tese, das duas uma: ou é um total imbecil que não entendeu nada da mensagem evangélica, ou é alguém que perdeu a fé  e passou a defender dentro da Igreja os interesses de alguma outra instituição. Voilà.

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