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terça-feira, 29 de março de 2011

Henri Le Saux e o olhar mútuo entre o Pai e o Filho

Henri le Saux

Não há e não haverá jamais nada no mundo,
nos séculos dos séculos,
senão essa troca amorosa,
esse Olhar mútuo, no qual o Pai e o Filho
descobrem cada qual no outro
seu próprio Eu.

(Dom Henri Le Saux, swami Abhisiktananda)


Por isso os dois atos divinos, a Criação do Pai e o Sacrifício da Cruz do Filho, compartilham a mesma infinita grandeza.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Todos os ditadores centro-africanos são maçons ligados à Grande Loja Nacional Francesa



Esses eles não bombardeiam!

Frei Luís de Granada e a generosidade de Deus



Considera quão generoso seja o Senhor em pagar os serviços que se lhe fazem. Mandou Deus ao patriarca Abraão que lhe sacrificasse um filho que tanto amava, e estando ele para sacrificá-lo, disse-lhe Deus: "Não o sacrifiques, porque já vi tua lealdade e obediência. Mas te juro por quem sou dar-te por esse filho tantos filhos quantas estrelas há no céu e areias no mar, e entre eles um que será Salvador do mundo e ao mesmo tempo teu filho e Filho de Deus." Não achas que este seja um bom pagamento? É pagamento digno de Deus, porque Deus em todas as coisas há de ser Deus: Deus em pagar e Deus em castigar e Deus em tudo o mais.

Pôs-se Davi uma noite a pensar como tinha casa e a arca de Deus não a tinha, e tratou em seu pensamento de edificar-Lhe uma casa. No dia seguinte de manhã enviou-lhe Deus um Profeta que lhe dissesse: "Porque trataste em teu coração de edificar-me uma casa, eu te juro que edificarei para ti e para teus descendentes uma casa eterna e um reino perpétuo, de quem jamais apartarei a minha misericórdia." Assim o disse e assim o cumpriu, porque até vir Cristo, reinaram homens da família de Davi na casa de Israel; e depois nasceu Cristo, filho de Davi, que nos séculos dos século nela reinará. Pois se nada mais é a glória do Paraíso senão uma gratificação e um pagamento universal pelos serviços de todos os santos, e sendo tão generoso o Senhor neste ponto, que poderemos aqui conjecturar sobre qual será essa glória? Há aqui muito que pensar e aprofundar.

Há também outra conjectura para isso, que é considerar quão grande seja o preço que Deus pede por tal glória, sendo Ele tão liberal e tão magnífico. Pois para nos dar esta glória não se contentou com outro preço menor, depois do pecado, do que o sangue e a morte de seu Unigênito Filho. De maneira que pela morte de Deus se dá ao homem vida de Deus; pelas tristezas de Deus se lhe dá alegria de Deus, e porque esteve Deus na Cruz entre dois ladrões, se dá ao homem estar entre os coros dos anjos. Pois me diz então ( se se puder dizer): qual é esse bem que para que te fosse dado foi mister que suasse Deus gotas de sangue e fosse preso, açoitado, cuspido, esbofeteado e pendurado à cruz? Que terá Deus preparado (sendo tão magnifico) para dar por este preço? Quem soubesse aprofundar-se neste abismo, mais entenderia por aqui a grandeza da glória do que por todos os outros meios que se possam imaginar.

E além disso nos pede o Senhor, em acréscimo, o último que se pode a um homem pedir, ou seja, que tomemos a nossa cruz  nas costas e arranquemos o olho direito se nos escandalizar e não tenhamos lei com pai nem mãe, nem com outra coisa criada, quando se chocar com o que manda Deus. E sobre tudo isto que de nossa parte fazemos, diz aquele soberano Senhor que nos dá a glória da graça. E assim diz por São João: "Eu sou princípio e fim de todas as coisas. Darei ao que tiver sede beber água de vida em abundância". Diz-me então, agora: Como será esse bem pelo qual tanto nos pede Deus e depois de tudo isso dado, diz que nos dará em abundância? E digo em abundância, considerando o que nossas obras valem por si, não pelo valor que têm por parte da graça. Diz-me, portanto:se esse Senhor é tão generoso em fazer mercês; se a sua divina magnificência concedeu nesta vida a todos os homens tanta diversidade de coisas; se a todos indiferentemente servem as criaturas do céu e da terra, e dos justos e dos injustos é comum a posse deste mundo, que bens terá guardado só para os justos? Quem tão graciosamente deu tão grandes tesouros sem devê-los, que dará a quem forem devidos? Quem tão liberal é em fazer mercês, quão mais o será ao pagar serviços? Se tão inestimável é a generosidade do que dá, qual será a magnificência do que restitui? Sem dúvida não se pode com palavras declarar a glória que dará aos agradecidos, pois tais coisas deu aos ingratos.

(Frei Luís de Granada, Guia de Pecadores, I, IX; tradução de Yours Truly).

Nietzsche e a criptocracia


Não é de admirar que Nietzsche seja um dos filósofos mais amados pela criptocracia. Para mentirosos profissionais, nada mais doce do que ouvir que não há verdade.

domingo, 27 de março de 2011

Criptocracia, obediência ao papa e benefício da dúvida


Com a publicação do segundo volume do livro do Papa sobre Jesus, já começa o eterno corinho dos grandes sabidos que pretendem ensinar o Pai Nosso ao Vigário de Cristo na terra.

Como católicos, devemos obediência ao Sucessor de Pedro. A leitura minimalista deste preceito é que devemos dar ao Santo Padre o benefício da dúvida. Na dúvida, pró Papa.

Com  o domínio do Mal no mundo, que efetiva o seu poder por meio de sociedades e grupos secretos, é muito mais do que provável - e creio que todo tradicionalista sabe muito bem disso, por experiência própria - que a pressão exercida sobre o Papa seja absolutamente esmagadora, sob todas as formas possíveis, dentre as quais a chantagem, a mentira, a intimidação são apenas a face benigna.

Ora, ninguém pode ter certeza do que se esteja passando nos bastidores do Vaticano.

É muito mais do que provável que se o Papa for mais explícito quanto a certas verdades da Fé particularmente desagradáveis às orelhas ponteagudas dos criptocratas que controlam o espaço público mundial, ele seja assassinado em menos de 24 horas e no dia seguinte todos os jornais do mundo publiquem que ele foi morto por seu amante adolescente numa crise de ciúmes. E nossos eternos sabidos serão os primeiros a engolir a balela.

Cumpre, portanto, darmos ao Vigário de Cristo o benefício da dúvida e a ele prestarmos a nossa obediência, como obriga a Fé.

O resto é palpite.

Quanto às pretensões de uma ou outra tribo de poder dispensar a fé em Cristo para a salvação, trata-se de tamanha barbeiragem teológica, que chega a ter um valor heurístico. Podemos ter certeza de que se algum membro da hierarquia católica, com posição igual ou superior à de coroinha, defender essa tese, das duas uma: ou é um total imbecil que não entendeu nada da mensagem evangélica, ou é alguém que perdeu a fé  e passou a defender dentro da Igreja os interesses de alguma outra instituição. Voilà.

sábado, 26 de março de 2011

História da mentira: do cisma protestante ao império criptocrata


Primeiro foi o silêncio que se seguiu ao mar de sangue das guerras de religião, fruto venenoso do cisma luterano. Incapaz a cristandade de fazer calar a heresia, para evitar a mortandade, estabeleceu-se a tolerância, que diminuía a palavra em proveito da convivência.

A verdade ainda tinha curso, mas só dentro de um território limitado e delimitado. O espaço público inter-religioso povoa-se de silêncio, e o único discurso permitido é o da insignificância. Cresce o poder da "ciência moderna", rainha do metafisicamente irrelevante.

Em seguida, aproveitando-se desse silêncio, formam-se ilhas de discurso secreto. Fazendo da necessidade virtude, transformam o silêncio público da tolerância em manto para um discurso oculto, pretensamente essencial. É a hora das sociedades secretas, que crescem e passam a dominar o espaço público.

Segue-se daí uma segunda metamorfose: o discurso de irrelevante passa a ser mentiroso. Se antes era proibido falar do essencial, mas ainda se podia falar do inessencial, agora o silêncio público só pode ser rompido pela mentira.

É o que vemos hoje, sob o império das criptocracias mundialistas.

O discurso público vê-se restrito à irrelevância mentirosa.

Fim da viagem. Chegamos ao exato oposto do Verbo criador de Deus, ao repúdio absoluto da Verdade.

Por isso não há lugar para Cristo neste mundo. Nem haverá lugar para este mundo diante de Deus.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A mídia e o império: as mentiras que abrem caminho para a guerra.


Como observa o historiador belga Michel Collon, cada guerra deflagrada pelo império do mal é precedida de uma grande mentira difundida pela grande mídia:

"Você tem certeza de saber realmente o que se passa na Líbia? Quando o Império decide uma guerra, a informações que provém de sua mídia é neutra? Não será útil lembrar que cada grande guerra foi precedida de uma grande mídiamentira para fazer balançar a opinião pública? Quando os EUA atacaram o Vietnã, alegaram que este havia atacado dois navios dos EUA. Dois anos mais tarde, reconheceram que era falso. Quando atacaram o Iraque, alegaram o roubo das incubadoras, a presença da Al Qaeda, as armas de destruição em massa. Tudo mentira. Quando invadiram o Afeganistão, alegaram que ele havia sido responsável pelos atentados de 11 de setembro. Mentira também."

Poderíamos acrescentar a mentira da iraniana lapidada, que abre terreno para o bombardeio do Irã, e agora Kadhafi bombardeando civis indefesos, que, porém, contam com caças Mig e baterias antiaéreas poderosas o bastante para derrubá-los.

Mas o mais impressionante é a unanimidade na mentira. São as mesmas balelas em todos os jornais, todas as revistas, todos os rádios e todos os jornais. Nem von Karajan conseguia afinar uma orquestra com tanta perfeição.

Mas o que é isso?? Será que a mídia estará no bolso do império??? Veja, Folha, Globo, Record, New York Times, Reuters, Abril, todos eles pagos para serem dóceis aos planos guerreiros do império???

Ou será que por trás disso está algo ainda pior do que a velha e banal corrupção por dinheiro?

Não acredito! Para mim, tudo isso é só uma IMENSA COINCIDÊNCIA. E Papai Noel existe.


terça-feira, 22 de março de 2011

O campeão mundial da mentira: Bernard-Henri Lévy



« O mais notável no caso, o verdadeiro motivo de espanto, não é a "brutalidade" de Israel. É, literalmente, Israel ter-se contido por tanto tempo».

Bernard-Henri Lévy, sobre o massacre das crianças em Gaza pelo exército de Israel.
O mesmo Bernard-Henri Lévy que incentiva o bombardeio da Líbia para "proteger civis indefesos".

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nietzsche vs. Líbia: o samba do crioulo doido e a luta contra a mentira.


Como é notório, o filósofo oficial do Império do mal é o alemão Friedrich Nietzsche, cujas obras foram compostas num estado de decomposição cerebral causado pela sífilis muito parecido com o que atinge as populações e o governo desse mesmo Império.

Segundo Nietzsche,  tudo é interpretação, e a pergunta essencial para a compreensão do que se passa é sempre "Para quem?" ou seja, "Quem interpreta?" Não importa saber "o que" se passa, pergunta ilusória, mas sim que sentido é dado ao que se passa pelas diversas forças que lutam para dar sentido ao mundo.

Com as revoltas árabes que se vêm sucedendo, estamos diante de um exemplo particularmente evidente de conflito nietzschiano.

As revoltas no Egito e na Tunísia foram tranquilas. Poucas dúvidas há de que foram revoltas espontâneas, levadas adiante pelas populações oprimidas daqueles países.

O mesmo não acontece com o caso líbio. Já dei a minha interpretação do que se passa e não é disso que se trata aqui. Quero falar agora da confusão provocada entre os críticos do Império pela exegese da agressão imperial contra Kadhafi.

Há contradição em todos os níveis. É muito difícil imaginar que líderes políticos de estatura mundial como Hugo Chavez ou Sayed Nasrallah careçam de dados para avaliar a situação, mas o que vemos é um total desacordo entre eles na interpretação do que está acontecendo na Líbia. Se Chavez condena sem reticências a agressão ocidental, Sayed defende em termos inequívocos a guerra contra Kadhafi. Hezbollah e Likud, Sayed e Bernard-Henri Lévy, a mesma luta!  Alguns falam de Al Qaeda, Obama, Israel e Irã unidos contra o inimigo comum. É o samba do crioulo doido.

A chave para compreender tudo isso é a origem dos ataques à Líbia. Foi uma guerra bolada no alto comando filosófico do Império, pela clique de BHL, cujo guru é o sifílitico de Sils-Maria. A ideia é sobrepor às revoltas populares uma nova interpretação, para desviá-las de seus objetivos iniciais e, pela desinformação, provocar a cizânia entre os inimigos do Império. Mais do que um ataque militar, o bombardeio da Líbia é um bombardeio hermenêutico do povo líbio em sua luta anti-imperial.

O objetivo é apoderar-se do comando dos povos insurretos, reinterpretando a revolta.


É isso que faz do ataque à Líbia o primeiro caso clássico de uma guerra nietzschiana.

Cabe enfrentar o ataque nietzschiano como sempre se enfrenta essa débil filosofia, com um vigoroso realismo, sem perder de vista que o ataque a Kadhafi é um tabefe contra todo o mundo árabe e contra tudo o que se opõe ao império da mentira.

domingo, 20 de março de 2011

O Império do Mal ataca a Líbia: começa a guerra civil na Europa

BHL 

Apavorada pela derrota de seus títeres no Egito e na Tunísia, a organização criminosa que detém o poder no Ocidente resolveu agir e montar pela farsa mais um banho de sangue à la Bagdad, desta vez na Líbia. A ideia é impedir o alastramento das revoltas populares nos países do Norte africano, o que no médio prazo poderia significar a formação de uma poderosa ameaça ao Império naquela região. O plano, então, implica o financiamento e o apoio militar ativo aos separatistas da Cirenaica, historicamente ligados, via sociedades secretas, à rede maçônica mundial, para estabelecer uma cabeça de ponte sionista no Mediterrâneo.

A ideia foi concebida por um dos personagens mais vis da mais do que vil história contemporânea francesa, o bilionário franco-israelense Bernard-Henri Lévy. Trata-se de um ser moralmente disforme, composto de uma mistura inefável de mediocridade, pomposidade, mitomania, má-fé e alta corrupção. É também ele que está por trás do caso da suposta lapidação da iraniana adúltera, na verdade uma assassina confessa, que matou o marido com requintes de crueldade, em cumplicidade com o amante, e que nunca esteve ameaçada de lapidação.

Como no caso da iraniana, a campanha mediática de desinformação foi imediata. A versão oficial é que o ditador líbio estaria bombardeando populações civis indefesas, que saíam às ruas pacificamente para protestar por mais liberdade.  Logo em seguida, porém, no mesmo noticiário, informava-se que um caça Mig da aviação rebelde (!) havia sido abatido pelo  fogo amigo das baterias antiaéreas (!!) dos mesmos rebeles civis indefesos! Se esses civis indefesos dispõem de caças supersônicos e baterias antiaéreas capazes de abatê-los, imaginem o que não fariam se fossem um autêntico exército em guerra civil! Vai ser indefeso assim no inferno!

O "governo francês", na verdade o palhaço com nome de doença que ocupa o Eliseu e sua gangue, lança-se agora nessa aventura desesperada e mentirosa, que só pode ter um único desfecho: a deflagração da guerra civil na Europa. A França conta com 2,5 milhões de muçulmanos e mais de 10% da população é de origem islâmica. Ainda que boa parte deles seja contrária a Kadhafi, é evidente que em sua enorme maioria os muçulmanos desaprovam a agressão "ocidental" contra a Líbia. E Kadhafi já avisou que vai atacar alvos na Europa. É, portanto, a guerra civil, que pode rapidamente transformar-se em guerra mudial tout court.

Isso tudo vindo da cabeça de um deformado mental como Bernard-Henri Lévy. Ter deixado que um tal ogre conquiste tamanho poder em seu país só mostra uma coisa: que a França está realmente no último estágio de decomposição. Jam foetet.

terça-feira, 8 de março de 2011

Duas árvores, dois frutos e a fraqueza dos cristãos


A indiferença dos cristãos em receber o sacramento da Eucaristia

Jamais penso sem profundo espanto nos dois preceitos que Deus deu ao homem, um sob a lei da natureza, outro sob a lei da graça, os dois muito diferentes um do outro, os dois igualmente violados. O primeiro, dado no paraíso terrestre, proibia-lhe, sob pena de morte, saborear o fruto da árvore; o homem o saboreou. O segundo, promulgado na Igreja, ordena-lhe comer o corpo do Salvador; ele nada faz. Em vão Jesus, do fundo do tabernáculo, repete que a sua carne é o pão vivo que dá a vida; o homem desdenha sentar-se à sua mesa. A Escritura, falando de Absalão que só cortava os cabelos uma vez por ano, diz que ele se curvava ao peso da cabeleira.  Pois é também só uma vez por ano que o homem se despoja do fardo de suas iniquidades para vir ao pé do santo tabernáculo. Este sacramento é o pão de cada dia, e vocês o transformam no pão do ano inteiro, dizia Santo Ambrósio. Eis aí, sem dúvida, o princípio da fraqueza dos cristãos. Eis por que eles perdem tão facilmente a graça de Deus e, de seus amigos que eram, se tornam escravos do demônio. O sábio padre Ruppert afirmava que os anjos só caíram por não se alimentarem com o pão divino da Eucaristia. Achava impossível que, se desfrutassem do favor hoje concedido a todos os cristãos, eles tivessem pensado em se revoltar contra um Deus que levava o amor até o ponto de nutri-los com a sua carne e o seu sangue.

É preciso, pois, concluir que a queda é certa e o abismo inevitável para quem só raramente ou jamais participa do banquete celeste. Era o que pensava o grande condestável Nuno Álvares Pereira, que comungava todos os dias, mesmo no meio dos campos de batalha e do tumulto das armas: "Se quereis ver-me vencido, basta tirar-me a Santa Eucaristia". Quando acontecia a Santa Catarina de Sena de não comungar, ela logo caía gravemente doente. Se olharmos para os séculos da Igreja primitiva, veremos com que fervor os fiéis participavam todos os dias dos divinos mistérios. Quem  os perdesse um só dia que fosse, não se julgava mais digno do nome e do caráter de cristão.

Diante de tanto ardor e tanto amor ao divino Sacramento, que dirão as almas preguiçosas e frias, que passam quase toda a vida sem aproximar-se da Mesa Sagrada? O que diziam no deserto os israelitas ingratos, quando o maná, figura da Eucaristia, caía do céu para alimentá-los: Só sentimos repulsa por esse alimento.


Objetam que não convém que homens imperfeitos e mundanos aproximem  tantas vezes os lábios do coração de Jesus e recebam em suas almas impuras aquele que vê manchas nos Serafins. "Essas, responde São Bernardo, são palavras de ignorância palpável ou de ingratidão disfarçada, porque quanto mais doentes estiverdes, mais precisais do médico." Ó louca e ingrata criatura, se as trevas te envolvem, porque não buscas o sol e sua luz? Isso não é respeito pela adorável Eucaristia, é a tepidez, é o apego às coisas deste mundo que te detêm e te afastam dos braços do teu Criador. Eis porque não vais a ele, quando nos altares ele te abre o seu coração, como mãe carinhosa, e quer te alimentar com seu sangue. Ah! Se tivesses o amor e a fé de um Crisóstomo, dirias, como ele, que na terra o único desastre real é estar privado da Eucaristia. Se tivesses o amor e a fé dessas duas rainhas da Escócia, Maria e Catarina, que sofreram com alegria e constância o exílio, a prisão e a morte, tendo como único consolo e amparo o pão dos anjos, o alimento celeste não te veria tão negligente e morno.

(Mgr. de la Bouillerie, Méditations sur l'1Eucharistie,  Paris, 1873, pp. 359-363).

sábado, 5 de março de 2011

A Grande Avacalhação continua: mais 37 padres acobertados nos EUA


O Grande Júri da cidade de Philadelphia, EUA, acusa oficialmente a Arquidiocese da mesma cidade de proteger e acobertar 37 padres com extensa e irrefutável ficha de crimes sexuais praticados com menores sob seus cuidados. Isso depois de o Cardeal Rigali ter garantido à justiça em 2002, durante um primeiro processo por crimes de pedofilia, não haver nenhum padre com esse tipo de problema em sua arquidiocese. Pela primeira vez em toda a história dos escândalos sexuais na Igreja americana,  foi diretamente indiciado um importante membro da hierarquia eclesiástica, acusado der pôr em risco os menores a ele confiados.

Trata-se de padres que trocavam garotos entre si, faziam sexo com meninos adolescentes na sacristia, em estacionamentos, em toda parte. Quando pegos em flagrante, a Arquidiocese limitava-se a fazê-los trocar de paróquia, permitindo que os mesmos pervertidos continuassem a trabalhar com crianças.

Como vemos, as revelações sobre as consequências da Grande Avacalhação pós-conciliar continuam longe de chegar ao fim. Ainda há muita podridão na Igreja, conspurcando e aviltando o Santíssimo Nome nome de Jesus Cristo aos olhos de todos.

É preciso tomar providências. E não só da boca para fora! A viadagem na Igreja precisa acabar!

Ciências exatas, epistemologias e ontologias inexatas


As ciências exatas são as que falam exatamente do que não sabem exatamente o que seja, sem saber exatamente como.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aula de psicologia americana: sexo ao vivo com vibrador

J. Michael Bailey

Um "professor de psicologia" da Universidade Nortwestern de Chicago de nome J. Michael Bailey (o ridículo personagem acima) contratou um casal para dar aula de sexo ao vivo aos alunos do curso de "Psicologia" daquela universidade, com direito a vibrador e tudo o mais.

Notícia.que mostra bem o estado a que chegou boa parte da "psicologia" contemporânea, ao deixar de lado a psique (inexistente, segundo ela) para se concentrar no cu. Para ser coerente, deveria deixar de se chamar psicologia e adotar definitivamente o nome de anuslogia ou culogia.

Isso também mostra o grau de decadência a que chegou a sociedade americana. Não é de estranhar que os muçulmanos considerem o Ocidente, e mais especificamente os EUA, o reino de Satã. Por que será, hein??

quinta-feira, 3 de março de 2011

Avacalhação ecumênica, tradicionalismo e perda da fé


Desesperados com a avacalhação ecumênica pós-conciliar, muitos católicos se desesperaram e saíram da Igreja, passando a praticar exatamente o ecumenismo avacalhado que os fez perder inicialmente a fé católica. Esta  é uma das facetas trágicas da via tradicionalista para a perda da fé. É comum vermos tradicionalistas que criticam o Concílio mas depois de abandonarem a Igreja se entregarem à reconciliação com protestantes e até muçulmanos, fazendo exatamente o que o ecumenismo queria que fizessem. Seria fácil aqui multiplicar os exemplos.
É como se alguém saísse indignado de uma floricultura porque ela vende rosas, e fosse comprar as mesmas rosas na floricultura em frente.
Mas o mais importante é perceber que é esse mesmo desespero que está na origem do problema dentro da Igreja. O ecumenismo pós-conciliar tem origem no desespero que tomou conta de boa parte da Igreja antes mesmo do Concílio. Foi ele que tentou "abrir as janelas" da Igreja, sem saber que essas janelas só se abririam para que milhares e milhares e milhares saltassem por elas para encontrar a morte. Pensaram em fazer entrar o ar e o que fizeram foi fazer os fiéis saírem.
A solução, é claro, é a fidelidade à Igreja e a luta por sua restauração.
Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Emmanuel Todd e a crise árabe


Emmanuel Todd sur l'Egypte dans CSOJ du 01/01/2011
Enviado por MinuitMoinsUne. - Assista os últimos vídeos de notícias.
E. Todd num programa da TV francesa sobre o Egito

Depois do golpe sofrido no Egito, o apavorado império contra-ataca , como era de esperar. A ideia é obviamente melar o movimento popular, valendo-se da infecta mídia internacional para espalhar boatos e confundir as coisas. Na espreita também de um desembarque americano em Trípoli, para segurar as pontas no norte da África - região curiosamente chamada de "Oriente Médio" pelos jornalistas brasileiros.

Nessa salada geral, um ponto de referência útil pode-se encontrar no pensador francês Emmanuel Todd, famoso por ter sido o único intelectual de envergadura a ter previsto, já na década de 1970, o desmoronamento do império soviético da década de 80.

É o que diz esta reportagem de Coralie Delaume para marianne2.fr. Segundo ela, mais uma vez Todd teria ganhado no milhar, tendo previsto as revoltas populares árabes já em 2002, em seu livro Après l'empire, por meio de considerações demográficas, culturais e religiosas. É uma perspectiva que vale a pena conferir, mesmo porque se trata de uma figura intelectual moralmente decente, o que é uma raridade hoje em dia.