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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Vida dos Santos e o rigor intelectual


É verdade que quando lemos as velhas e santas Vidas dos Santos somos logo tomados de certo mal-estar intelectual. Muito daquilo nos parece exagerado, quando não pura e simplesmente falso.

Por que isso?

A razão mais popular consiste em dizer que o "espírito crítico" se teria desenvolvido só com o advento da Idade das Luzes, que varreu a ignorância e a credulidade ingênua das Trevas medievais. Porém, para quem conhece bem o funcionamento dos cérebros iluminados dos filhos de Kinsey e Freud, a explicação é ridícula. Nunca a mente humana, desde o Cro-Magnon ou antes, foi tão frívola no que se refere a matéria metafísica ou espiritual.

A resposta é outra. Reinava nos tempos de Cristandade outro registro de verdade. Se após as "Luzes" o rigor ficou circunscrito ao âmbito da dúvida e mais rigoroso era tido quem mais duvidava, antes reinava o rigor oposto. O rigor absoluto referia-se ao nosso relacionamento com Deus. Preferia-se aceitar uma história duvidosa a recusar a homenagem devida a uma possível intervenção divina. Ao rigor humano, preferiam o rigor da Fé e da submissão rigorosa a Deus Todo-Poderoso.

Ou seja, a atitude moderna, que toma conta de nós mesmo contra a nossa vontade, graças a séculos de propaganda e manipulação anticristã, é que é carente de rigor. Em nome de uma pretensa  busca da verdade, ela põe em segundo plano a Fé católica, em segundo plano Deus, que é Ele a Verdade.

Que falta faz a leitura regular da Vida dos Santos!

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