Pesquisar este blog

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Padre Manuel Bernardes e a masturbação


Aqui vão os conselhos do Padre Manuel Bernardes, grande escritor místico português,  aos bilhões de atingidos pela epidemia masturbatória que assola o planeta. Baseiam-se na milenar ascese cristão, que tem como fundamento a palavra do mesmo Lógos divino e a prática constante de todos os seus santos.

Trata-se de um diálogo entre um Secular que pede conselhos a um Religioso.

Secular: Suponhamos que a ocasião da sensualidade é tão inseparável da pessoa que está nela mesma: que remédio fica então ao pobre pecador? Há de separar-se e despedir-se do seu mesmo corpo?


Religioso: Trabalhoso mal é esse; que até o nomear-se ofende os ouvidos. Porém nunca o enfermo deve desesperar da cura; porque tem remédio, se o quiser aplicar. As diligências que da sua parte há de fazer são estas:
1. Confessar-se muito amiúde sempre com o mesmo confessor, ainda que talvez lhe retarde a absolvição;
2. Rezar cada dia o Rosário ou Coroa da Virgem Senhora Nossa, pelos seus Mistérios, parando um pouco a cada Padre-Nosso, e pedindo-lhe com o maior afeto que puder interceda com seu Benditíssimo Filho para que o livre desta enfermidade;
3. Fazer voto de se abster ou refrear deste pecado por uns tantos dias poucos em número e ir renovando o mesmo voto a intervalos breves, se se conhecer que aproveita. Porém deste remédio não se use sem conselho do Confessor prudente;
4. Ter cada dia meia hora, ao menos, de Oração mental, meditando na gravidade dos pecados, na Morte, Juízo, Inferno ou na paixão de Cristo, passo por passo;
5. Quando a tentação acomete, resistir-lhe logo nos princípios com uma resolução muito viva e forte de querer antes ir logo penar ao Inferno para sempre do que ofender a Deus; e dizer o Padre-Nosso e o Credo em voz inteligível , que ouça o demônio, o qual ali está presente, atiçando o pecador, e tem grande medo destas palavras. E pela mesma razão, será também útil ter prevenida em casa água benta e lançá-la em si e pela casa e cama e benzer-se muitas vezes com grande Fé;
6. Caso que a tentação aperte muito, se é hora que a pessoa possa sair de casa, vá visitar o Santíssimo Sacramento na primeira Igreja onde achar esse refúgio, como quem se acolhe a sagrado; e clame interiormente diante do Senhor por sua misericórdia, com fé viva de que lhe há de valer. E se não é hora conveniente para este recurso, tome uma disciplina, recatando a vista do seu mesmo corpo;
7. Quando nada disto baste, e com efeito a tentação o venceu, não desmaie (que isso é dar mais ânimo ao demônio), e logo que puder, torne a buscar o Confessor, e continue nos mesmos remédios aopontados, como se com efeito não caíra. Porque Deus se há de compadecer dele; e com qualquer melhoria que vá cobrando, irá a alma tomando forças e destreza para esgrimir melhor estas armas.

***
Felizmente, vemos que são raríssimos os que padecem desse mal entre os católicos de hoje. Prova disso é que os confessionários estão sempre vazios e a porcentagem dos fiéis que comungam durante a missa é sempre enorme.
Como vemos, a Teologia do Corpo de João Paulo II foi vitoriosa em extirpar esse vício nos ambientes católicos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário