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domingo, 16 de janeiro de 2011

O espinho de Paulo e a geração pós-conciliar


Et ne magnitudo revelationum extollat me, 

datus est mihi stimulus carnis meae angelus satanae,
 qui me colaphizet.


Caiu-me nas mãos um velho exemplar da revistinha Communio, órgão da ala triunfante e iluminada do pós-Concílio, cheia de novos ensinamentos e de correções a fazer à doutrina tradicional da Igreja de Cristo. Nela um artigo sobre "Sexualidade e Educação para a Castidade" de Lívio Melina.

É uma exposição sintética da "Teologia do Corpo", engenhoca bolada pelos círculos mais próximos de João Paulo II, para substituir a velha ascese cristã e valorizar a sexualidade humana, sem deixar de respeitar, pelo menos da boca para fora, os preceitos de castidade e modéstia. O autor não se faz de rogado para apontar as "insuficiências" da tradição, um pouco sumariamente, é verdade, mas por deferência. Não se bate em cachorro morto!

A ideia era manter o ideal da castidade, mas sem chamar o pecado de pecado e o mal de mal. Como se a carne e o espírito, seguindo alguma diretriz sinodal ou acadêmica, tivessem deixado de se opor e passassem a conviver harmoniosamente na vida do cristão. Na teoria, isso significava um esvaziamento dos grandes conceitos cristãos de pecado, espírito e carne. Na prática, significava baixar a guarda contra os pecados da sexualidade. O resultado disso na vida da Igreja é hoje bem conhecido.

Admiremos a sabedoria de Deus que, em castigo à soberba de uma geração que se pretendia superior a tudo o que viera antes, que pretendia corrigir a doutrina ensinada pela mesma Igreja de Cristo e desdenhar toda a ascese praticada pelos santos ao longo dos séculos, a marcou na carne com o mais vil dos aguilhões, a sodomia e a pedofilia.

Não se contradiz a Tradição impunemente.

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