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sábado, 15 de janeiro de 2011

Julien Green e a Inquisição Espanhola


No mesmo Panfleto, Green já antevia os horrores pós-conciliares e traçava um paralelo fulgurante entre o catolicismo "ecumênico " e a Santa Inquisição:

198. [O clero] está de coração ao lado dos que pregam a tolerância e condena o zelo da Inquisição espanhola, cuja grandeza e utilidade não compreende.
199. Essa Santa Inquisição da Espanha a quem devemos ter um dogma puro, uma verdade sem mistura, se eu caísse sob suas mãos potentes talvez ela me moesse o corpo sobre os paus-de-arara ou me jogasse em terríveis masmorras, mas me haveria salvado por fim; ela não existe mais.
200. Quanto mais eu penso, mais sinto falta dessa instituição eminentemente salutar em que triunfava uma força espiritual sem escrúpulos e sem humanidade. Falaram os homens dos excessos dela, mas este é o nome dado pela fraqueza à potência.
201. Eles se concentram nas lágrimas e no sangue que ela não cessou de derramar, não pensam nos milhões de almas que ela arrancou em meio a duros combates a tormentos sem número e sem fim. Essas almas a justificarão no último dia.
202. Que opinião teria ela sobre o nosso clero conciliador, cheio de solicitude por um mundo que despreza o céu? De que me servem essa polidez, essa tolerância? Terei lucrado muito quando me danar por culpa deles.
203. Não temo a Inquisição se ela me mata, pois salva a minha alma; temo os que não me fazem violência, mas matam a minha alma, e tenho o Evangelho a meu favor.

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