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domingo, 16 de janeiro de 2011

Entrevista com Julien Green aos 83 anos



Lá vou eu com o terceiro post sobre Julien Green, quase em seguida um do outro.
Mas não posso deixar de postar esta entrevista. Eu nunca tinha visto Julien Green a não ser em fotos. Tudo o que pensava dele vinha da leitura dos seus livros e de uma espécie de culto que sempre tive por sua arte. A primeira palavra que me vinha à cabeça ao pensar em Julien Green era sempre "o príncipe". Havia algo de principesco em sua prosa, uma nobreza profunda em tudo o que escrevia. Não conseguia escapar disso. Um príncipe. Príncipe de um dos mais altos momentos da arte literária ocidental, o romance francês da primeira metade do século XX.

E eis que me deparo com este vídeo e vejo que o homem  tinha no trato essa mesma postura serena e nobre. Um autêntico príncipe, sem tirar nem pôr.
Á pergunta imbecil do repórter: "Se Jesus Cristo voltasse à terra, acho que o que mais lhe pediriam é o autógrafo. O que o senhor acha?", ele responde com precisão: "O mundo é tão imbecil, que é possível."

A literatura católica não vai encontrar tão cedo um autor como Green. Sua morte fechou não um capítulo, mas um volume inteiro da expressão literária cristã. E por enquanto, o volume seguinte, no que já nos foi dado conhecer, nos promete amargas decepções.

A entrevista completa pode ser vista aqui.

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