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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Boas notícias da terra dos Faraós


Boas notícias da terra dos Faraós. Parece que finalmente o Egito vai sair do estado de coma induzido por um dos governos mais corruptos do planeta.

Triste mesmo é a situação aqui nas ruínas do Ocidente. A corrupção por aqui chegou a tal grau de putrefação que só nos resta bater palma para os lampejos de heroísmo que vez por outra iluminam as terras do Oriente. Porque por aqui mesmo, as trevas continuam sem nenhuma perspectiva de alvorada.

A Grande Avacalhação pós-conciliar e os novos mártires da Fé


A doutrina católica é um diamante infinito, cujo preço foi a morte violenta de Cristo, Nosso Senhor. Joia de uma pedra só, simples e una como o mesmo Deus.

Veio a Grande Avacalhação pós-conciliar. Tentaram reformar a doutrina, tirando partes e acrescentando outras, mais "modernas". Trocaram espiritualidade por psicanálise, castidade por homossexualismo, o Doutor Angélico por Leonardo Bof, a coerência na Fé pelo ecumenismo, o espírito pela matéria, ascese por pedofilia, dogma por heresia, Cristo por Satã.

Para qualquer outro paciente, o mal seria terminal. Não, porém, para a Igreja de Cristo.

O diamante continua lá, intacto, puro e resplandecente, à espera da coragem que virá de nossa Fé renovada no mesmo Cristo que acompanhou a sua Igreja durante 2 mil anos e continuará a acompanhá-la até o fim dos tempos.

A Igreja está aí, pronta, sólida e invencível pela proteção divina, fortificada por dois mil anos de ascese e oração de incontáveis gerações de santos e santas. Está aí para que a adotemos com a nossa Fé imemorial e renovada.

Uma só coisa será necessária: a coragem para pregar as palavras que Deus nos ensinou. Será uma época de martírio.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Grande Avacalhação pós-conciliar, o amor da pobreza e a opção preferencial pelos pobres


Durante a Grande Avacalhação pós-conciliar, apregoou-se como um "progresso" da Igreja a sua "opção preferencial pelos pobres". Essa fórmula, como todas as que foram ventiladas pelo Fantasma do Concílio, não passava de uma deturpação. A autêntica opção da Igreja não é pelos pobres, mas pela pobreza: eis o que as orelhas apóstatas da contemporaneidade não conseguem ouvir sem  enfurecer-se. O desprezo pelas coisas do mundo em nome da eternidade  é a verdadeira pobreza evangélica. A opção preferencial pelos pobres não passou de um desvio ideológico da mensagem cristã, quer no sentido das mornas e vomitivas águas da filantropia maçônica, quer no sentido das marés de sangue do comunismo marxista.

O cristão em sua vocação pela Cruz tem de passar também pela pobreza. O cristianismo não é um esforço para enriquecer em bens sensíveis a vida do homem, mas um chamado à espiritualidade eterna de Deus pelo despojamento desses bens.

Foi o que os povos das grandes épocas da Cristandade compreenderam tão bem: um gesto emblemático foi o destino dados pelos espanhóis ao primeiro ouro que lhes chegou de Potosí e foi usado para a decoração dos tetos das igrejas. A única função concebível da riqueza para o verdadeiro cristão é a Glória de Deus. Só mesmo a corrupção protestante pôde inventar o espírito capitalista de poupança e investimento que, se entregue a si mesmo, acabará levando rapidamente o mundo à catástrofe definitiva, que já está à vista.

Na Verdade, se há um objetivo econômico cristão, não é a erradicação da pobreza no mundo (plano cuja inanidade é explicitamente declarada pelo mesmo Lógos), mas sim a disseminação da Pobreza evangélica por todo o planeta.

Segue um texto magnífico do não menos magnífico padre Crasset sobre a pobreza tal como entendida no Cristianismo:

Sobre a pobreza


Para que a palavra de Deus frutifique em nossos corações, cumpre tirar-lhe os espinhos, que são a cupidez das riquezas, pelo amor da pobreza.
O pobre de espírito de nada se ocupa; o pobre de coração nada deseja. . Contenta-se com o necessário; não o incomoda que lhe falte às vezes o necessário. Pouca coisa falta ao pobre contente; tudo falta ao rico avaro. Pouco basta à necessidade; nada basta à cupidez.
Como é rico o homem que tem Deus! Como é pobre o que perdeu a Deus! Como é feliz o homem que não deseja senão a Deus! Como é miserável o homem que não se contenta com Deus!
O todo só se estabelece no nada. Deus não pode preencher um coração que não estiver vazio. Temos tudo quando nada desejamos, teremos tudo quando nada mais tivermos.
Dizes ser rico e não precisar de nada, e não vês, diz Nosso Senhor, que és cego, pobre e miserável. Quem diz um homem rico, diz quase sempre um homem que carece de tudo; de fé, de esperança, de caridade, de doçura, de paciência, de misericórdia, de paz, de repouso, de consolação e de humildade. Só os pobres de espírito podem dizer: Sou rico, não preciso de nada e não desejo nada, porque Deus me basta.
Meu Salvador, que rica herança é a pobreza! Que bem não fazeis aos que largam tudo por vosso amor! É o tesouro Evangélico que torna feliz o homem e o faz vender tudo o que tem para comprá-lo. Quem temerá perder-se, seguindo vossos passos? Pode-se nascer mais pobre do que nascestes? Pode-se viver mais pobre do que vivestes? Pode-se morre mais pobre do que morrestes?
Éreis rico e vos fizestes pobre: eu sou pobre e quero ficar rico. Tínheis tudo e quisestes carecer de tudo: eu nada tenho e não quero carecer de nada. Sou eu que estou enganado ou sois Vós o errado? Ah! Sou eu o herético, pois julgo felizes os que declarais miseráveis e julgo miseráveis os que declarais felizes.

(Considérations Chrétiennes, t. I)

sábado, 29 de janeiro de 2011

A Excelência da Fé no Século XVII

Jean Crasset

Dizia o grande historiador católico e reacionário Philippe Ariès, a Era de Ouro do catolicismo na França não foi, como se supunha, a Idade Média, mas o século XVII. Foi ali que a pura doutrina de Cristo brilhou com maior clareza, com  a difusão das luzes emanadas dos cânones de Trento, e conseguiu penetrar mais fundo na alma popular. É isso que torna insubstituível a leitura dos grandes clássicos, muitos totalmente esquecidos, da espiritualidade da Âge d'Or, como o magnífico padre Crasset. Jesuíta e rival dos jansenistas, compartilhava com estes a profundidade e a seriedade na Fé, apanágio comum dos católicos do seu século, que os reúne a todos num mesmo ar de família.

Sobre a excelência da Fé

A Fé é luz divina que nos descobre a verdade; nos conduz à santidade; nos conserva na unidade; nos mantém na humildade; esteia nossas esperanças; anima a nossa caridade; nos dispõe à graça e nos faz merecer a glória.

Sem a Fé o espírito é profano e não tem religião; desnorteia-se nos conhecimentos; perde-se nos raciocínios; não se eleva acima dos sentidos e das luzes da natureza; não tem méritos para o Céu; não trabalha para a eternidade; não se submete ao seu princípio; não obedece ao seu Soberano; não gozará portanto jamais de sua presença e não verá claramente o que não quis crer humilde e cegamente.

Tens a Fé? Vives segundo suas regras e máximas? É humilde tua Fé? É firme? É geral? Ah! Então por que tens tantas dúvidas e tantas curiosidades? Por que não crês que Deus esteja presente a ti, se não O vês e não O sentes? Por que duvidas do Seu amor, quando Ele te envia aflições? Por que fazes distinções em tua crença? Por que nas tentações tremes e perdes a coragem, como se não houvesse Deus para ajudar-te?

Para obedecer á Lei de Deus, é preciso renunciar à sua própria vontade; e para obedecer à fé Cristã, é preciso renunciar às suas próprias luzes. Não é súdito de Deus o homem que só quer fazer o que lhe agrada; não é Seu discípulo o homem que quer crer só o que entende. Para ser súdito de Nosso Senhor, é preciso elevar-se acima das inclinações; e para ser Seu discípulo, é preciso elevar-se acima da própria razão.

Meu Deus! Creio o que não entendo, como amo o que não me agrada. Adoro-Vos pela submissão de meus pensamentos, como Vos amo pela submissão de meus desejos. Creio tudo o que revelastes, como quero fazer tudo o que ordenastes. Creio tudo sem reserva; creio tudo sem nenhuma dúvida; creio tudo sem curiosidade. Não quero outra razão nem outra caução para a minha crença senão a palavra de um Deus.

(Considérations Chrétiennes pour Tous les Jours de l'Année avec les Evangiles de Tous les Dimanches)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ser e parecer de Eleia à Galileia


A oposição entre Ser e Parecer atravessa todo o pensamento Ocidental desde Parmênides, o grande profeta grego que nos revelou tantas coisas decisivas sobre Deus.

Não é à toa que essa fratura só se revele em toda sua profundidade em Jesus Cristo, o Ser encarnado no parecer.

E a Salvação o que mais é do que a cura dessa fratura na visão beatífica?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Proust e a história do protestantismo


Dizia Proust que todo grande amor percorre o círculo completo de suas possibilidades. Assim, Swann começa amando Odette, que o despreza, mas acaba loucamente apaixonada por ele, que por sua vez descobre que ela não fazia o seu tipo.

O mesmo se pode dizer do grande ódio. O protestantismo começou com acusações sobre simonia no caso das indulgências vendidas para a construção de São Pedro, em Roma, e hoje acaba melancolicamente na megassimonia dos Judas Macedos e outros boçais. Só o ódio à Igreja persiste: é a sua substância.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hayek e Aristóteles


Numa entrevista que concedeu em Brasília anos atrás quando esteve em visita ao Brasil, perguntado sobre Aristóteles, o economista liberal respondeu num tom que não escondia uma ponta de condescendência por aquele grego primitivo, que Aristóteles não havia conseguido entender a dimensão dinâmica da economia, tendo-se limitado a uma descrição estática do processo econômico, como se a economia não precisasse crescer.

A meu ver, a diferença é a seguinte: Hayek pôde responder a Aristóteles 23 séculos depois que as obras do Filósofo foram escritas. Resta saber se ainda haverá planeta após 2 séculos de aplicação da economia dinâmica de Hayek em escala global. Duvido muito.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os dogmas de fide, parte VII: os Sacramentos - Batismo e Crisma


1. Os sacramentos da Nova Aliança contêm a graça que significam e a conferem aos que não põem obstáculos a ela.
2. Os sacramentos agem ex opere operato.*
3. Todos os sacramentos da Nova Aliança conferem a graça santificante ao que os recebem.
4.Três sacramentos, o batismo, a confirmação e a ordem imprimem na alma um caráter, ou seja, uma marca espiritual indelével e, por isso, não podem ser reiterados.
5. O caráter sacramental é uma marca espiritual impressa na alma.
6.Todos os sacramentos da Nova Aliança foram instituídos por Jesus Cristo.
7. Há sete sacramentos da Lei Nova.
8. Os sacramentos da Lei nova são necessários aos homens para a salvação.
9. A validade e a eficácia do batismo são independentes da ortodoxia e do estado de graça do ministro. Para os demais sacramentos, a validade e a eficácia são independentes do estado de graça do ministro.
10. Para a administração válida dos sacramentos, é necessários que o ministro efetue exatamente o signo sacramental.
11. O ministro deve ter, além disso, a intenção pelo menos de fazer o que faz a Igreja.
12. Para a recepção digna e frutuosa dos sacramentos é necessária uma disposição moral no sujeito adulto.
13. O batismo é um verdadeiro sacramento instituído por Jesus Cristo.
14. A matéria distante do sacramento do batismo é a água natural comum.
15. O batismo confere a graça da justificação.
16. O batismo opera a remissão de todas as penas, eternas e temporais, devidas ao pecado.
17. O batismo recebido validamente, embora indignamente, imprime na alma do batizado uma marca espiritual indelével, o caráter batismal, e não pode, portanto, ser reiterado.
18. O batismo de água é necessário à salvação para todos os homens sem exceção, desde a promulgação do Evangelho.
19. O batismo pode ser dado validamente a toda pessoa.
20. O batismo pode ser recebido validamente a qualquer pessoa viva ainda não batizada.
21. O batismo das crianças sem o uso da razão é válido e permitido.
22. A confirmação (crisma) é um sacramento verdadeiro e propriamente dito.
23. A confirmação imprime na alma uma marca espiritual indelével, o caráter, e não pode, por isso, ser reiterada.
24. Só o bispo é ministro ordinário da confirmação.

*Ex opere operato: expressão da teologia escolástica; significa que a graça dos sacramentos é conferida objetivamente pela função sacramental, e não pela disposição subjetiva de quem a confere ou recebe (opus operantis) .

domingo, 16 de janeiro de 2011

Entrevista com Julien Green aos 83 anos



Lá vou eu com o terceiro post sobre Julien Green, quase em seguida um do outro.
Mas não posso deixar de postar esta entrevista. Eu nunca tinha visto Julien Green a não ser em fotos. Tudo o que pensava dele vinha da leitura dos seus livros e de uma espécie de culto que sempre tive por sua arte. A primeira palavra que me vinha à cabeça ao pensar em Julien Green era sempre "o príncipe". Havia algo de principesco em sua prosa, uma nobreza profunda em tudo o que escrevia. Não conseguia escapar disso. Um príncipe. Príncipe de um dos mais altos momentos da arte literária ocidental, o romance francês da primeira metade do século XX.

E eis que me deparo com este vídeo e vejo que o homem  tinha no trato essa mesma postura serena e nobre. Um autêntico príncipe, sem tirar nem pôr.
Á pergunta imbecil do repórter: "Se Jesus Cristo voltasse à terra, acho que o que mais lhe pediriam é o autógrafo. O que o senhor acha?", ele responde com precisão: "O mundo é tão imbecil, que é possível."

A literatura católica não vai encontrar tão cedo um autor como Green. Sua morte fechou não um capítulo, mas um volume inteiro da expressão literária cristã. E por enquanto, o volume seguinte, no que já nos foi dado conhecer, nos promete amargas decepções.

A entrevista completa pode ser vista aqui.

O espinho de Paulo e a geração pós-conciliar


Et ne magnitudo revelationum extollat me, 

datus est mihi stimulus carnis meae angelus satanae,
 qui me colaphizet.


Caiu-me nas mãos um velho exemplar da revistinha Communio, órgão da ala triunfante e iluminada do pós-Concílio, cheia de novos ensinamentos e de correções a fazer à doutrina tradicional da Igreja de Cristo. Nela um artigo sobre "Sexualidade e Educação para a Castidade" de Lívio Melina.

É uma exposição sintética da "Teologia do Corpo", engenhoca bolada pelos círculos mais próximos de João Paulo II, para substituir a velha ascese cristã e valorizar a sexualidade humana, sem deixar de respeitar, pelo menos da boca para fora, os preceitos de castidade e modéstia. O autor não se faz de rogado para apontar as "insuficiências" da tradição, um pouco sumariamente, é verdade, mas por deferência. Não se bate em cachorro morto!

A ideia era manter o ideal da castidade, mas sem chamar o pecado de pecado e o mal de mal. Como se a carne e o espírito, seguindo alguma diretriz sinodal ou acadêmica, tivessem deixado de se opor e passassem a conviver harmoniosamente na vida do cristão. Na teoria, isso significava um esvaziamento dos grandes conceitos cristãos de pecado, espírito e carne. Na prática, significava baixar a guarda contra os pecados da sexualidade. O resultado disso na vida da Igreja é hoje bem conhecido.

Admiremos a sabedoria de Deus que, em castigo à soberba de uma geração que se pretendia superior a tudo o que viera antes, que pretendia corrigir a doutrina ensinada pela mesma Igreja de Cristo e desdenhar toda a ascese praticada pelos santos ao longo dos séculos, a marcou na carne com o mais vil dos aguilhões, a sodomia e a pedofilia.

Não se contradiz a Tradição impunemente.

Padre avacalha sacerdócio mas segue na ativa, com aprovação do bispo



Dois, três anos atrás, circulou pela Internet o vídeo de um padre de Votuporanga, SP, que se dedicava (dedica?) à evangélica tarefa de ensinar moçoilas e moçoilos a desfilar pelas passarelas e de introduzi-los na carreira de modelo. Como se a indústria da moda precisasse do auxílio da Igreja para corromper ainda mais a nossa juventude! No vídeo, o padre - ante uma imagem de Nossa Senhora Aparecida - ensinava as mocinhas a sorrirem, não dizendo "xis", como antigamente, mas "pênis", para tornar o ambiente "mais alegre".

Choveram as cartas ao bispo da Diocese de São José do Rio Preto (sede da Rede Vida), de que depende o padre. Mas a coisa ficou mesmo por ali. Segundo o bispado, tratava-se de  atividade pastoral do mais legítimo conteúdo evangélico.

Tendo lido hoje no site da CNBB  artigo do bispo de Uberaba em que ele afirma que a Igreja no Brasil já tomou todas as providências para que não se repitam os escândalos que a vêm assolando, ocorreu-me verificar que fim tinha levado o tal padre.

Uma rápida busca no Google foi o suficiente para confirmar que ele continua na ativa, sem problema nenhum, como pároco na mesma cidade de Votuporanga, certamente ensinando mui pastoralmente aos paroquianos e paroquianas mais novidades sobre as alegrias do pênis e de outras partes baixas da anatomia. Com nihil obstat episcopal e tudo.

Parece que as coisas não têm mudado tanto...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Julien Green e a Inquisição Espanhola


No mesmo Panfleto, Green já antevia os horrores pós-conciliares e traçava um paralelo fulgurante entre o catolicismo "ecumênico " e a Santa Inquisição:

198. [O clero] está de coração ao lado dos que pregam a tolerância e condena o zelo da Inquisição espanhola, cuja grandeza e utilidade não compreende.
199. Essa Santa Inquisição da Espanha a quem devemos ter um dogma puro, uma verdade sem mistura, se eu caísse sob suas mãos potentes talvez ela me moesse o corpo sobre os paus-de-arara ou me jogasse em terríveis masmorras, mas me haveria salvado por fim; ela não existe mais.
200. Quanto mais eu penso, mais sinto falta dessa instituição eminentemente salutar em que triunfava uma força espiritual sem escrúpulos e sem humanidade. Falaram os homens dos excessos dela, mas este é o nome dado pela fraqueza à potência.
201. Eles se concentram nas lágrimas e no sangue que ela não cessou de derramar, não pensam nos milhões de almas que ela arrancou em meio a duros combates a tormentos sem número e sem fim. Essas almas a justificarão no último dia.
202. Que opinião teria ela sobre o nosso clero conciliador, cheio de solicitude por um mundo que despreza o céu? De que me servem essa polidez, essa tolerância? Terei lucrado muito quando me danar por culpa deles.
203. Não temo a Inquisição se ela me mata, pois salva a minha alma; temo os que não me fazem violência, mas matam a minha alma, e tenho o Evangelho a meu favor.

Julien Green sobre o catolicismo

Julien Green na época do Panfleto

O século XX foi pródigo em grandes escritores católicos: Gustavo Corção e Jorge de Lima, Huysmans e Léon Bloy, Mauriac e Bernanos, Claudel e Francis Jammes, Clemente Rebora e Papini, Damaso Alonso e José Bergamín,  Gertrud von Le Fort e Sigrid Undset, Greene, Chesterton e Belloc e tantos outros são prova disso. Todos grandes autores, todos souberam tirar da Cruz matéria para criação literária do mais alto nível. Mas se eu tivesse de escolher um só, escolheria Julien Green.

Nascido em Paris de pais americanos da Georgia, perfeitamente bilíngue, criado na igreja anglicana e convertido ao catolicismo aos 16 anos, Green passou por uma crise religiosa que o fez trocar a Igreja por uma vida devassa no homossexualismo. Reconvertido à fé, Green teve o desgosto de assistir à  avacalhação da fé pelo famigerado fantasma do Concílio, contra o qual se rebelou. Morreu com mais de cem anos, em plena atividade. Era escritor de talento infinito, de sensibilidade religiosa abissal.

Aqui vão alguns dos 249 aforismos que compõem o seu extraordinário Panfleto contra os Católicos de França, publicado anonimamente em 1924.

39. As pessoas que voltam da missa falam e riem; acham que não viram nada de extraordinário. Não desconfiam de nada porque não se deram ao trabalho de ver. Até parece que acabam de assistir a algo simples e natural, e esse algo, se não tivesse acontecido mais que uma vez, já bastaria para levar ao êxtase um mundo apaixonado.
40. Voltam do Gólgota e falam da temperatura.
42. Se lhes dissessem que João e Maria desceram do Calvário conversando sobre frivolidades, elas diriam que é impossível. Mas é exatamente o que fazem.
45. Estiveram 25 minutos numa igreja sem compreender o que se passava. Viram entrar um padre de casula e nem por um instante suspeitaram de que se tratava do Cristo das Escrituras (pois é caridoso supor que não o sabiam ou haviam esquecido). Algumas permaneceram sentadas.
46. Alguns permanecem de pé durante a elevação e não sei qual é mais maravilhosa, a elevação mesma ou a atitude dos que a veem.
51. Prefiro a atitude dos incrédulos que acham que o catolicismo é absurdo à dos católicos que o acham natural. Acho até que a atitude dos incrédulos é a única que está no espírito do catolicismo.
71. A mera presença do padre tem uma virtude misteriosa. Newman, quando era protestante, não podia ver um padre sem sentir uma emoção secreta. Cristo veste a nossa humanidade. Mandam-nos por nossa vez vestir o Cristo. Troca de roupas.
75. Os padres parecem não saber quem são nem o que podem fazer. Moisés nada é ao lado de um padre católico. Moisés teria reverenciado esse padre como o ser mais admirável, o mais douto e o mais forte da criação, acima dos anjos, mais perto do Criador do que qualquer outro ser no mundo, pois a mesma Santa Virgem não tem um poder comparável ao seu.
89. Servir o céu é sofrer, pois ele pede ao homem mais do que este parece poder dar. Dir-se-ia que ao lhe ordenar coisas impossíveis, queira arrancá-lo de si mesmo e torná-lo infinito como ele.
93. O céu só deseja o que o mundo rejeita; o rebotalho da humanidade é sua presa e ele se afasta do que eles honram. Se, portanto, o apóstolo disse que não devemos conformar-nos ao mundo, era um cálculo prudente.
94. Mas esse amor divino é tão temível, que o clero não quer saber dele e tenta dele preservar os chamados fiéis.
101. Há no catolicismo uma vertigem. Isso se deve a que ele foi feito à proporção do céu, não dos homens; foi feito para puxar os homens para si, não para se abaixar até eles.
102. Essa religião prega a humildade e oferece à fé dos homens dogmas que pareceriam dever torná-los loucos de orgulho. Explica-lhes que o céu suportou por eles sofrimentos que não conseguirão imaginar, pois são infinitos; que um paraíso está reservado à humanidade e que a alegria desse paraíso não cessará jamais.
110. O que faz a grandeza do homem não é a razão, é o conhecimento que ele tem das coisas que estão acima da razão e das faculdades imaginativas. O Criador tomou-o como confidente.
113. A MORTE NA CRUZ NÃO ABOLIU O INFERNO.
143. Gosto que me falem da infinidade das estrelas e dos planetas e da mediocridade do nosso globo, de que me dizem não passar de um grão de pó perdido numa massa enorme, pois tenho então uma ideia mais precisa do amor que se vincula à salvação desse globo infinitamente pequeno e a ele se vincula com uma espécie de furor. É possível que haja almas em outros planetas, mas não terão sido amadas como nós, a quem foi dado o Filho único do Criador.

Etc. etc.

Padre preso em universidade católica por protestar contra Obama



Prisão do padre católico americano Norman Weslin no campus da universidade de Notre-Dame, que ostenta fraudulentamente o nome de universidade católica. O padre octogenário foi preso ao cantar a Ave Maria em protesto contra um prêmio concedido pela universidade (!) a Barack Obama, o entusiasta do aborto e defensor da sodomia generalizada. Note-se que a prisão - com algemas e tudo - foi realizada com aprovação e por ordem da direção da universidade, composta teoricamente por padres.

Que tipo de padres, não é difícil imaginar. É notório o caso, por exemplo, do dominicano dinamarquês Niels Rasmussen, titular da cadeira de Liturgia (Novus Ordo, of course) naquela universidade, que foi encontrado morto anos atrás em sua casa, em meio a armas automáticas, farto material pornográfico e aparelhos de sado-masoquismo. Mais detalhes aqui

Note-se o crucifixo no peito e no boné de um dos que prendem o padre. A defesa violenta do aborto em nome de Jesus Cristo. É possível descer mais baixo?

Essa é a igreja pedófila.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

Sobre a anunciada beatificação de João Paulo II

João Paulo II beija o Alcorão,
 livro em que a divindade do Verbo é explicitamente negada.

Recebemos com perplexidade o anúncio da próxima beatificação de João Paulo II. Esperamos que a Sé Apóstólica caia em si a tempo e evite o faux pas de beatificar o grande responsável pelos escândalos sexuais que assolam a Igreja neste início de segundo milênio. Ver aqui algumas das razões por que julgo improcedente qualquer tentativa de canonização de João Paulo II.

Caso isso não aconteça, cabe a nós acatarmos o magistério de Roma, na esperança de que tal decisão - não protegida pela infalibilidade - venha a ser retificada proximamente.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

Governador boçal do Rio tinha sido alertado sobre o desastre há dois anos


Além de boçal, criminoso. Enquanto se divertia com as namoradinhas, em 2008, um estudo técnico já apontava a iminência do desastre em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. O que foi feito? Muita coisa: o Rio triplicou os gastos públicos com o Carnaval, futebol e Olimpíada, para não falar na vasectomia do governador.
 É hora de pôr esse boçal em cana por homicídio doloso de 550 inocentes. Cana nele!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ernest Psichari e a oração


"A oração é a posição normal da criatura que queira manter-se em seu lugar sob o seu Criador".
(Citado por Henri Massis, La vie d'Ernest Psichari)

Governo do Rio de Janeiro: Catástrofe e boçalidade

350 mortos pelas chuvas no RJ (Foto WiltonJunior/Agência Estado)

Enquanto o boçal governamental Sérgio Cabral se preocupa com suas namoradinhas e seus abortos e com a promoção do carnaval e outros eventos futebolísticos, a população do Estado do Rio se vê entregue sai ano, entra ano, às catástrofes e às intempéries, tanto humanas, como no caso do morro do Alemão, quanto naturais, como em Angra no ano passado ou em Teresópolis este ano. Morrem aos milhares. Isso para não falar do estado moral em que foi jogada a cidade.

Pobre Rio de Janeiro, entregue à barbárie e à avacalhação moral e administrativa. Rezemos por ele.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

O Padre Manuel Bernardes e a masturbação


Aqui vão os conselhos do Padre Manuel Bernardes, grande escritor místico português,  aos bilhões de atingidos pela epidemia masturbatória que assola o planeta. Baseiam-se na milenar ascese cristão, que tem como fundamento a palavra do mesmo Lógos divino e a prática constante de todos os seus santos.

Trata-se de um diálogo entre um Secular que pede conselhos a um Religioso.

Secular: Suponhamos que a ocasião da sensualidade é tão inseparável da pessoa que está nela mesma: que remédio fica então ao pobre pecador? Há de separar-se e despedir-se do seu mesmo corpo?


Religioso: Trabalhoso mal é esse; que até o nomear-se ofende os ouvidos. Porém nunca o enfermo deve desesperar da cura; porque tem remédio, se o quiser aplicar. As diligências que da sua parte há de fazer são estas:
1. Confessar-se muito amiúde sempre com o mesmo confessor, ainda que talvez lhe retarde a absolvição;
2. Rezar cada dia o Rosário ou Coroa da Virgem Senhora Nossa, pelos seus Mistérios, parando um pouco a cada Padre-Nosso, e pedindo-lhe com o maior afeto que puder interceda com seu Benditíssimo Filho para que o livre desta enfermidade;
3. Fazer voto de se abster ou refrear deste pecado por uns tantos dias poucos em número e ir renovando o mesmo voto a intervalos breves, se se conhecer que aproveita. Porém deste remédio não se use sem conselho do Confessor prudente;
4. Ter cada dia meia hora, ao menos, de Oração mental, meditando na gravidade dos pecados, na Morte, Juízo, Inferno ou na paixão de Cristo, passo por passo;
5. Quando a tentação acomete, resistir-lhe logo nos princípios com uma resolução muito viva e forte de querer antes ir logo penar ao Inferno para sempre do que ofender a Deus; e dizer o Padre-Nosso e o Credo em voz inteligível , que ouça o demônio, o qual ali está presente, atiçando o pecador, e tem grande medo destas palavras. E pela mesma razão, será também útil ter prevenida em casa água benta e lançá-la em si e pela casa e cama e benzer-se muitas vezes com grande Fé;
6. Caso que a tentação aperte muito, se é hora que a pessoa possa sair de casa, vá visitar o Santíssimo Sacramento na primeira Igreja onde achar esse refúgio, como quem se acolhe a sagrado; e clame interiormente diante do Senhor por sua misericórdia, com fé viva de que lhe há de valer. E se não é hora conveniente para este recurso, tome uma disciplina, recatando a vista do seu mesmo corpo;
7. Quando nada disto baste, e com efeito a tentação o venceu, não desmaie (que isso é dar mais ânimo ao demônio), e logo que puder, torne a buscar o Confessor, e continue nos mesmos remédios aopontados, como se com efeito não caíra. Porque Deus se há de compadecer dele; e com qualquer melhoria que vá cobrando, irá a alma tomando forças e destreza para esgrimir melhor estas armas.

***
Felizmente, vemos que são raríssimos os que padecem desse mal entre os católicos de hoje. Prova disso é que os confessionários estão sempre vazios e a porcentagem dos fiéis que comungam durante a missa é sempre enorme.
Como vemos, a Teologia do Corpo de João Paulo II foi vitoriosa em extirpar esse vício nos ambientes católicos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Vida dos Santos e o rigor intelectual


É verdade que quando lemos as velhas e santas Vidas dos Santos somos logo tomados de certo mal-estar intelectual. Muito daquilo nos parece exagerado, quando não pura e simplesmente falso.

Por que isso?

A razão mais popular consiste em dizer que o "espírito crítico" se teria desenvolvido só com o advento da Idade das Luzes, que varreu a ignorância e a credulidade ingênua das Trevas medievais. Porém, para quem conhece bem o funcionamento dos cérebros iluminados dos filhos de Kinsey e Freud, a explicação é ridícula. Nunca a mente humana, desde o Cro-Magnon ou antes, foi tão frívola no que se refere a matéria metafísica ou espiritual.

A resposta é outra. Reinava nos tempos de Cristandade outro registro de verdade. Se após as "Luzes" o rigor ficou circunscrito ao âmbito da dúvida e mais rigoroso era tido quem mais duvidava, antes reinava o rigor oposto. O rigor absoluto referia-se ao nosso relacionamento com Deus. Preferia-se aceitar uma história duvidosa a recusar a homenagem devida a uma possível intervenção divina. Ao rigor humano, preferiam o rigor da Fé e da submissão rigorosa a Deus Todo-Poderoso.

Ou seja, a atitude moderna, que toma conta de nós mesmo contra a nossa vontade, graças a séculos de propaganda e manipulação anticristã, é que é carente de rigor. Em nome de uma pretensa  busca da verdade, ela põe em segundo plano a Fé católica, em segundo plano Deus, que é Ele a Verdade.

Que falta faz a leitura regular da Vida dos Santos!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Padre Manuel Bernardes e o gozo da eternidade





Aqui vai este trecho do Pão Partido em Pequeninos, do padre Manuel Bernardes. Texto antológico por excelência e certamente uma das mais belas joias da literatura de língua portuguesa e mundial. 


Secular: Por quanto tempo hão de ver a Deus os venturosos que se salvam?


Religioso: Já disse que para sempre, enquanto o mesmo Deus for Deus; considerai este para sempre, para sempre, e pasmareis da bondade de Deus, que tal prêmio promete, e do descuido dos homens, que tal felicidade não estimamos e procuramos.


Secular: Tanto tem Deus que ver? E tanto que ser amado e louvado, que hão de estar as almas ocupadas nisso sempre, sempre, sem se cansarem?


Religioso: Filho: os bens e gostos do mundo, uns mais, outros menos, todos finalmente enfastiam e cansam, porque em si são limitados, e o homem não é feito para eles. Porém a formosura de Deus é infinita: suas perfeições, excelências e grandezas não têm limite. E assim, ainda que houvera infinitos Anjos e almas bem-aventuradas, nunca por toda a eternidade acabariam de compreender tão grande bem, nem se cansariam de o amar e louvar, e especialmente sendo os Anjos e os homens criados para o logro deste bem. E se não, dizei-me vós: a pedra porventura cansa-se de estar quieta e sentada sobre o seu centro? Não, por certo; porque esse é o seu lugar próprio, e aí se acha bem. Sendo pois a vista de Deus o centro das nossas almas, e o seu lugar próprio onde se acham sumamente ditosas: que muito que não cansem de ver a Deus, e por conseguinte de o amar e louvar eternamente? Para que esta verdade se vos faça mais crível, vos contarei um exemplo, que trazem graves Autores:


Estando um monge em Matinas com os outros Religiosos do seu Mosteiro, quando chegaram àquilo do Salmo, onde se diz que: Mil anos à vista de Deus são como o dia de ontem que já passou; admirou-se grandemente, e começou a imaginar como aquilo podia ser. Acabadas as Matinas, ficou em Oração, como tinha de costume, e pediu afetuosamente a Nosso Senhor, se servisse de lhe dar inteligência daquele verso. Apareceu-lhe ali no coro um passarinho, que cantando suavissimamente, andava diante dele dando voltas de uma para a outra parte, e deste modo o foi levando pouco a pouco até um bosque que estava junto do mosteiro, e ali fez seu assento sobre uma árvore; e o servo de Deus se pôs debaixo dela a ouvir. Dali a um breve intervalo (conforme o Monge julgava) tomou o voo, e desapareceu com grande mágoa do servo de Deus, o qual dizia mui sentido: Ó passarinho da minha alma, para onde te foste tão depressa? Esperou, e como viu que não tornava, recolheu-se para o Mosteiro, parecendo-lhe que aquela  mesma madrugada, depois das Matinas tinha saído dele. Chegando ao Convento, achou tapada a porta, que de antes costumava servir, e aberta outra de novo em outra parte. Perguntou-lhe o Porteiro quem era, e a quem buscava. Respondeu-lhe: Eu sou o Sacristão, que poucas horas há saí de casa e agora torno, e tudo acho mudado. Perguntando também pelos nomes do Abade, e do Prior, e Procurador, ele lhos nomeou, admirando-se muito de que o não deixasse entrar no Convento, e de que se mostrava não se lembrar daqueles nomes. Disse-lhe que o levasse ao Abade; e, posto em sua presença, não se conheceram um a outro, nem o bom Monge sabia que dissesse, ou fizesse, mais que estar confuso e maravilhado de tão grande novidade. O abade então alumiado por Deus mandou vir os anais e histórias da Ordem: onde, buscando, e achando os nomes que o Monge apontava, se veio a averiguar com toda a clareza, que eram passados mais de trezentos anos desde que o Monge saíra do Mosteiro até que tornara para ele. Então este contou o que lhe havia sucedido e os Religiosos o aceitaram como a Irmão seu do mesmo hábito. E ele considerando na grandeza dos bens eternos, e louvando a Deus por tão grande maravilha, pediu os Sacramentos, e brevemente passou desta vida, com grande paz em o Senhor.
Este é o exemplo. Vede agora que se a música de um passarinho pode entreter aquele Monge trezentos anos com tanto gosto seu, que lhe pareceram poucas horas, e ainda desejava que durasse mais; como não bastará a vista de Deus, que é um bem, onde se encerram juntos infinitos bens, para suspender a nossa alma sem fastio nem cansaço por toda a eternidade? Antes com satisfação, e gozo tão cabal, como se naquele instante começara a ver a Deus.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Atualidade da palavra do Deus Vivo

Ruínas da igreja do Sacré Coeur, Haiti. Foto AED.

Jesus Cristo é o Deus Vivo e sua mensagem traz as marcas da mais viva atualidade.
Em tempos de Porn Generation, o que mais atual do que Mateus 5, 29 e 30, com referência explícita ao olho e à mão direita dos compulsivos da ciberpornografia? E sob a presente manipulação cotidiana das massas pela criptocracia antiDeus, o que mais to the point do que Mateus 27,20, onde um grupo secreto manipula a opinião pública contra Deus?

Estas são as marcas que o Deus Vivo deixa em suas palavras, dois mil anos depois como no dia seguinte de sua Santíssima Encarnação.

Em tempos de anticristo, só a Santa Cruz permanece de pé, esperança única.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Stalin e sua coleção de nus masculinos

AFP

Se de acordo com a Dra. Judith Reisman o movimento gay tem sólidos fundamentos na Alemanha hitleriana, a Rússia de Stalin não deixava barato nem ficava para trás.

É o que demonstra a coleção particular de nus masculinos de Stalin, exposta recentemente em Moscou.

Hitler, Stalin gays... Não é de estranhar que seus discípulos do movimento gay gostem tanto de manipular a opinião pública.  Está no DNA.

Teologia do corpo e o triunfo de Sodoma



A ideologia teológica que acompanhou a catástrofe sexual do pontificado de João Paulo II chamava-se "teologia do corpo"  e tinha apenas uma falha: era absolutamente falsa. Falsa existencialmente, por invivenciável; falsa espiritualmente, por absolutamente hostil a qualquer espiritualidade autêntica. Falsa teologicamente, por pregar a convivência entre Cristo e Satã. Falsa historicamente, por romper a unidade da tradição ascética cristã.

É hora de voltar à milenar ascese cristã, santificada pelo exemplo do mesmo Cristo e dignificada por toda a legião de seus santos. Só assim Sodoma pode ser vencida.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

PS: Para os que leem inglês, um artigo da Dra. Judith Reisman sobre o escândalo da adoção da perspectiva sodomita de Alfred Kinsey por teólogos soi-disant cristãos.

Jansenismo


O problema não é se acreditamos em Deus, mas se Ele acredita em nós.

Amada en el amado transformada: zoologia e bestialidade


Curioso notar que dois dos casos mais notórios de perversão intelectual do século XX, Alfred Kinsey e Richard Dawkins, eram ambos zoólogos. De tanto observar os animais, absorveram também sua bestialidade.

O problema é que, especialistas em lombrigas e minhocas, tentaram falar de Deus. Não vá o sapateiro além da bota.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dra. Judith A. Reisman: nazismo e homossexualismo


A Dra. Judith A. Reisman é uma das mais lúcidas escritoras americanas da atualidade. Ela vem há décadas combatendo o maremoto sexual que tem transformado o que outrora foram terras cristãs em versões pioradas de Sodoma e Gomorra. Seus livros sobre Kinsey são clássicos que não deixaram pedra sobre pedra no prestígio intelectual desse farsante; seus estudos sobre pornografia, as chamadas "revistas de uma mão só", são leitura obrigatória para quem queira entender o que vem se passando em nosso pobre planetinha.

Como amostra, sugiro a leitura deste curiosíssimo artigo que ela publicou em seu website a respeito das relações íntimas entre o nazismo e o movimento gay. Há um bom tempo, o lobby gay vem sugerindo que os homossexuais teriam sido vítimas do furor nazista, como os ciganos, os judeus e os comunistas. Ledo engano: como a dra. Reisman demonstra, é em vão que se pode procurar uma linha sequer contra os homossexuais em todas as 800 páginas do Mein Kampf, a bíblia do nazismo. Chovem os ataques aos comunistas, aos maçons, aos judeus, aos ciganos, aos árabes, aos cristãos, etc., mas sequer uma linha contra os gaysNa verdade, o homossexualismo era um dos pilares do nazismo, com seu culto do macho ariano.

Com esse pedigree, não é de admirar o histórico de manipulação da opinião pública e de desprezo pela liberdade de consciência do lobby sodomita que assola o planeta.

Isto e muito mais você pode ler no artigo The Pink Swastika as Holocaust Revisionist History. Vale a pena. É muito engraçado.

E para quem quiser aprofundar mesmo seus conhecimentos sobre o estrago causado pelo farsante Kinsey em nossa sociedade, é obrigatória a leitura do seu último livro, Sexual Sabotage. Estou lendo e recomendo com ênfase.

Nem é preciso dizer que a Dra. Reisman continua inédita no Brasil. Com a burrocracia que domina o nosso mercado editorial, seria um milagre se acontecesse o contrário.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Da inexistência de Deus ao Ipsum Esse Subsistens


Começamos certos da inexistência de Deus; vem depois a dúvida, a meditação prossegue, começamos a duvidar de nós mesmos ante a grandeza de Deus e por fim adquirimos a certeza do nosso não ser diante do único que É.

Como disse Jesus a Santa Catarina de Siena: "Eu sou o que sou, tu és o que não é".

Epifania: a Igreja e a mediocridade


Ao encarnar-se o Verbo na manjedoura de Belém, só os pastores e os reis magos apareceram para adorá-Lo. Só os mais humildes e os mais sábios. E assim será por toda a história da Igreja. Leitores da Veja  estão fora.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Descartes sobre Gênesis 1,4

Descartes por Franz Hals

Deum separasse lucem a tenebris, Genesi est separasse bonos angelos a malis, quia non potest separari privatio ab habito: quare non potest litteraliter intelligi. Intelligentia pura est Deus.

(Cartesii Cogitationes Privatae, in Oeuvres Inédites de Descartes, par le Comte Foucher de Careil, Paris, 1859, p. 14).

Diz o livro do Gênesis que Deus separou a luz das trevas, ou seja, os bons anjos dos maus, pois não é possível separar uma privação de um hábito. Portanto não se pode ler o texto literalmente. Deus é pura inteligência.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os dogmas de fide, parte VI: a Igreja

Foto Antakistas (México)

Dando sequência à enumeração dos dogmas católicos segundo Ludwig Ott, após as partes I, II, III, IV e V, aqui vão nesta sexta seção os dogmas de fide relativos à Igreja:

1.  A Igreja foi fundada pelo Homem-Deus Jesus Cristo.
2. Cristo fundou a Igreja para dar prosseguimento à sua obra redentora em todos os tempos.
3. Cristo deu à sua Igreja uma constituição hierárquica.
4. Os poderes hierárquicos conferidos aos apóstolos passaram aos bispos.
5. Cristo instituiu São Pedro príncipe de todos os apóstolos e chefe visível de toda a Igreja, conferindo-lhe direta e pessoalmente o primado de jurisdição.
6. De acordo com a ordem de Cristo, São Pedro deve ter perpetuamente sucessores no primado sobre toda a Igreja.
7. Os sucessores de São Pedro no primado são os bispos de Roma.
8. O Papa tem o poder total e supremo sobre toda a Igreja, não só nas coisas de fé e de moral, mas também na disciplina e no governo da Igreja.
9. O Papa, quando fala ex cathedra, é infalível.
10.Os bispos possuem de direito divino um poder ordinário de governo sobre as suas dioceses.
11. Cristo fundou a Igreja.
12. Cristo é a Cabeça da Igreja.
13. A Igreja é infalível em suas decisões definitivas sobre a fé e os costumes.
14. O objeto primário da infalibilidade são as verdades formalmente reveladas da doutrina cristã sobre a fé e os costumes.
15. O conjunto dos bispos é infalível, quando, reunidos em concílio geral ou dispersos por toda a terra, apresentam um ensinamento sobre a fé ou os costumes como uma verdade que deve ser admitida por todos os fiéis.
16. A Igreja fundada por Cristo é una e única.
17. A Igreja fundada por Cristo é santa.
18. À Igreja pertencem não só membros santos, mas também pecadores.
19. A Igreja fundada por Cristo é católica.
20. A Igreja fundada por Cristo é apostólica.
21. A pertença à Igreja é para todos os homens necessária para a salvação.
22. É permitido e útil honrar os santos do céu e pedir sua intercessão.
23. É permitido honrar as relíquias dos santos.
24. É permitido e útil venerar as imagens dos santos.
25. Os fiéis vivos podem socorrer as almas do purgatório com seus sufrágios.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Massillon e o pequeno número de eleitos

Massillon

Jean-Baptiste Massillon (1663-1742), bispo e grande orador francês, pregou na juventude este sermão numa igreja de Paris, antes de ser chamado para ser o orador do rei Luís XIV, o Rei Sol. Este trecho foi considerado pelo mesmo Voltaire, grande inimigo da Igreja, o maior trecho de retórica dos tempos modernos. O efeito sobre os presentes, contam as testemunhas, foi arrepiante:

Suponho que esta é a vossa última hora e o fim do universo; que os céus vão abrir-se sobre vossas cebeças, Jesus Cristo aparecer em Sua glória no meio deste templo e que estais reunidos apenas para aguardá-Lo e como criminosos trêmulos aos quais se vai pronunciar ou uma sentença de graça ou uma sentença de morte eterna: pois por mais que vos gabeis, morrereis como sois hoje: todos esses desejos de mudança que vos divertem, vos divertirão até o leito de morte; esta é a experiência de todos os séculos; tudo o que encontrareis de novo em vós talvez seja uma conta um pouco maior do que a que teríeis de prestar hoje; e com base no que seríeis se viessem julgar-vos agora, podeis quase decidir o que vos acontecerá ao sairdes da vida.



Ora, eu vos pergunto, e vos pergunto cheio de pavor, não separando aqui a minha sorte da vossa e me pondo na mesma disposição em que desejo que entreis; pergunto-vos então: se Jesus Cristo aparecesse neste templo, no meio desta assembleia, a mais augusta do universo, para nos julgar, para fazer o terrível discernimento entre os bodes e as ovelhas, credes que a maioria de todos nós aqui fosse colocada à direita? Credes que as coisas ficassem pelo menos iguais? Credes que se encontrassem pelo menos os dez Justos que o Senhor não conseguiu outrora encontrar em cinco cidades inteiras? Eu vos pergunto, vós o ignorais, eu mesmo o ignoro; só Vós, ó Deus, conheceis os que Vos pertencem; mas se não conhecemos os que Lhe pertencem, pelo menos sabemos que os pecadores não Lhe pertencem. Ora, quem são os fiéis aqui reunidos? Os títulos e as dignidades não devem ser levados em conta; sereis despojados deles diante de Jesus Cristo: quem são eles? Muitos pecadores que não querem converter-se; um número ainda maior dos que querem, mas adiam a conversão; muitos outros que só se convertem para tornar a cair; por fim, os inúmeros que creem não precisar converter-se: eis o partido dos reprovados. Arrancai esses quatro tipos de pecadores desta assembleia santa; pois eles serão arrancados em plena luz do dia: aparecei agora, Justos; onde estais? Restos de Israel, passai à direita; fromento de Jesus Cristo, separai-vos dessa palha destinada ao fogo. Ó Deus! Onde estão vossos eleitos? E o que resta para vossa partilha?

(Massillon, Petite Carême, Plon, 1887, p. XV-XVIn. Traduction par Yours Truly.)