Pesquisar este blog

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os dogmas de fide, parte V: a Graça


Dando continuidade à enumeração dos dogmas de fide tais como aparecem nos Manual de Ludwig Ott, aqui vão os dogmas relativos à graça.

Tenhamos sempre presente o inestimável e infinito dom de Deus que constitui cada uma destas verdades. Cada uma delas custou a encarnação do Verbo e sua morte na Cruz, a constituição da Igreja, a intervenção do Espírito Santo, a fé, a oração e o esforço dos santos.

1. Existe uma ação sobrenatural de Deus sobre as forças da alma que precede a decisão livre da vontade.
2. Existe uma ação divina sobrenatural sobre as forças da alma que coincide temporalmente com a ação da vontade livre do homem.
3. Para todo ato salutar, a graça interior sobrenatural divina (gratia elevans) é absolutamente necessária.
4. O homem justificado não pode, sem ajuda particular de Deus, perseverar até o fim na justiça recebida.
5. O homem  justificado não pode, sem privilégio especial da graça divina, evitar durante a vida todos os pecados, mesmo os veniais.
6. O homem pode, mesmo no estado de natureza decaída, conhecer verdades religiosas e morais com sua faculdade natural de conhecimento.
7. Para efetuar uma ação moralmente boa, a graça santificante não é indispensável.
8. No estado de natureza decaída, é moralmente impossível ao homem conhecer, sem revelação sobrenatural, todas as verdades naturais religiosas e morais, facilmente, com certeza e sem mescla de erro.
9. A graça não pode ser merecida por obras naturais nem de condigno nem de congruo.
10. Deus dá a todos os justos uma graça suficiente (gratia proxime vel remote sufficiens) para observar os mandamentos divinos.
11. Deus, por decisão eterna da sua vontade, predestinou certos homens à bem-aventurança eterna.
12. Deus predestinou, por decisão eterna de sua vontade, certos homens à danação eterna.
13. A vontade humana permanece livre sob a influência da graça eficaz.
14. Existe uma graça realmente suficiente que permanece, porém, ineficaz (gratia vere et mere sufficiens).
15. O pecador pode e deve, com ajuda da graça atual, preparar-se para receber a graça da justificação.
16. Sem a fé, a justificação do adulto não é possível.
17. À fé devem somar-se ainda outros atos de virtude.
18. A graça santificante santifica a alma.
19. A graça santificante transforma o justo em amigo de Deus.
20. A graça santificante transforma o justo em filho de Deus e lhe confere o direito à herança do céu.
21. Com a graça santificante são infusas as três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.
22. Sem revelação divina particular, ninguém pode saber com certeza de fé se se acha em estado de graça.
23. A medida da graça de justificação recebida não é igual em todos os justos.
24. A graça recebida pode ser aumentada com as boas obras.
25. A graça de justificação pode ser perdida e é perdida por todo pecado grave.
26. O justo adquire realmente pelas boas obras direito a uma recompensa sobrenatural da parte de Deus.
27. O homem justificado merece por suas boas obras o aumento da graça santificante, a vida eterna e o aumento da glória celeste.

Nenhum comentário:

Postar um comentário