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sábado, 18 de dezembro de 2010

Elisabeth da Trindade, a solidão, a ascese e a eternidade


"Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai". Quando meu Mestre me faz ouvir esta palavra no fundo da alma, compreendo que Ele me pede para viver como o Pai num eterno presente, sem antes, sem depois, mas inteira na unidade do meu ser neste agora eterno.

Qual é esse presente? David me responde: "Será adorado sempre por causa de Si mesmo". Eis o presente eterno no qual deve fixar-se o louvor de glória. Mas para ser verdadeiro nessa atitude de adoração, é preciso que ele possa dizer: "Por causa dEle, para adorá-Lo sempre, eu me isolei, separei, despojei". [...] É preciso, portanto, que as potências tenham sido acalmadas e adormecidas, é preciso a unidade do ser. [...] Só farei o que participa do divino, do eterno e, à imagem do meu Imutável, viverei já neste mundo num eterno presente!

(Elisabeth de la Trinité, Dernière retraite)

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