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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bento XVI e a tragédia espiritual europeia


Qual é a contribuição específica e fundamental da Igreja a esta Europa que percorreu, ao longo do último meio século, um caminho rumo a novas configurações e projetos? A Sua contribuição centra-se numa realidade tão simples e decisiva como esta: que Deus existe e foi Ele que nos deu a vida. Só Ele é absoluto, amor fiel e imutável, meta infinita que transparece por trás de todos os bens, verdades e belezas maravilhosas deste mundo; maravilhosas mas insuficientes para o coração do homem. Compreendeu-o muito bem Santa Teresa de Jesus quando escreveu: "Só Deus basta".
É uma tragédia que na Europa, sobretudo no século XIX, se afirmasse e difundisse a convicção de que Deus é o antagonista do homem e o inimigo da sua liberdade. (Homilia do Santo Padre na missa jubilar de Santiago de Compostela, 6/11/2010)

É verdade. Mas não devemos esquecer o que dizia Péguy no começo do século XX, que os anticlericais de 1870 tinham vidas mais cristãs do que o católico praticante médio de 1910, dada a brutal decadência da espiritualidade na França entre as duas datas. Não é preciso ter dons proféticos para adivinhar a cara de pânico e nojo que faria o bom poeta se sentisse o repugnante fedor que emana da alma apodrecida da Europa gay, feminista, consumista e apóstata de hoje.

E preparem-se porque vem pior por aí.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

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