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domingo, 14 de novembro de 2010

Lista dos dogmas de fide da Igreja Católica

Sessão inaugural do
Concílio de Trento

É com imensa felicidade que apresento abaixo a tradução dos dogmas católicos de fide enunciados no primeiro livro do Manual de Ludwig Ott.


Os dogmas católicos são o maior título de nobreza intelectual do homem. Por eles participamos da Verdade sobrenatural, cuja Revelação custou o sangue de Jesus Cristo na cruz, o que os torna infinitamente preciosos. Para que chegassem incólumes até nós ao longos do tempo, foi necessária a instituição da Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, e com ela o martírio de milhares de mártires, que defenderam a pureza do dogma com seu sangue.


A lista de hoje abrange os dogmas de fide enunciados na primeira seção do seu Manual. Seguir-se-á proximamente a lista dos dogmas enunciados nos demais capítulos.


  1. Deus, nosso Criador e nosso Mestre, pode ser conhecido com certeza por meio das coisas criadas, pela luz natural da razão.
  2. A existência de Deus não é só objeto de conhecimento da razão natural, mas também objeto de fé sobrenatural.
  3. O Ser de Deus é incompreensível para o homem.
  4. Os Santos do céu possuem um conhecimento direto e intuitivo de Deus.
  5. A visão direta de Deus ultrapassa a potência natural de conhecimento da alma humana, e é portanto sobrenatural.
  6. Para ver a Deus de modo realmente direto, a alma precisa da luz da glória.
  7. O Ser divino é incompreensível também para os santos do céu.
  8. Os atributos divinos são realmente idênticos à essência divina e realmente idênticos entre si.
  9. Deus é absolutamente perfeito.
  10. Deus é realmente infinito em cada perfeição.
  11. Deus é absolutamente simples.
  12. Só há um Deus.
  13. O Deus único é verdadeiro Deus no sentido ontológico.
  14. Deus possui uma inteligência infinita.
  15. Deus é absolutamente verídico.
  16. Deus é absolutamente fiel.
  17. Deus é a bondade ontológica absoluta em Si mesmo e relativamente às criaturas.
  18. Deus é a bondade moral ou santidade absoluta.
  19. Deus é a benignidade absoluta.
  20. Deus é absolutamente imutável.
  21. Deus é eterno.
  22. Deus é imenso.
  23. Deus está presente em toda parte no espaço criado.
  24. A ciência divina é infinita.
  25. Deus conhece toda realidade finita no passado, no presente e no futuro (scientia visionis).
  26. Em sua scientia visionis, Deus prevê também com certeza infalível as ações livres futuras das criaturas razoáveis.
  27. A vontade de Deus é infinita.
  28. Deus se ama a si mesmo necessariamente e as coisas exteriores livremente.
  29. Deus é o Soberano Senhor do céu e da terra.
  30. Deus é infinitamente justo.
  31. Deus é infinitamente misericordioso.
  32. Em Deus há três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Cada uma das três pessoas possui numericamente a mesma essência divina.
  33. Há em Deus duas processões imanentes.
  34. O sujeito das processões divinas (nos sentidos ativo e passivo) são as pessoas divinas, não a natureza divina.
  35. A Segunda Pessoa divina procede da primeira por geração e tem, por conseguinte, com ela as relações de um filho com seu pai.
  36. O Espírito Santo procede do pai e do Filho como de um princípio único, por uma única expiração.
  37. O Espírito Santo não procede por geração.
  38. As relações em Deus são realmente idênticas com a essência divina.
  39. Em Deus tudo é uno, se não houver uma oposição de relação.
  40. As três pessoas divinas estão uma na outra.
  41. Todas as atividades de Deus no exterior são comuns às três pessoas.

    São estes os dogmas do primeiro livro, A Unidade de Deus; a Santíssima Trindade. Seguem proximamente os demais dogmas

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