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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Grandes best-sellers 4: O abbé de Mangin e as origens da Igreja


Ah, como eu adoro esses velhos textos católicos, dos bons tempos em que a Igreja não tinha papas na língua e mandava bala na pregação do Evangelho!
Como neste belo crescendo do abbé de Mangin, publicado pouco antes da revolução francesa:


Doze pobres Pescadores, idiotas, grosseiros, ignorantes, são todos os seus súditos e todo o seu apoio; ela tem como fundamento da sua doutrina um Jesus crucificado entre dois ladrões, nascido de pais pobres, que prega apenas a humildade e os sofrimentos. Que há de mais simples? Mas também o que há de maior, quando esta mesma Igreja começa a se espalhar por toda a terra, quando a perfeição da Lei nova por ela anunciada vai estabelecer-se em todas as nações por obra da pregação evangélica, e quando o mundo estremece de ponta a ponta pela voz dos que a ensinam? Que há de maior, quando essa Igreja, fundada pela morte do seu Autor, se cimenta todos os dias cada vez mais pelo sangue de tantos milhares de Mártires; quando enfrenta as mais medonhas perseguições, triunfa sobre seus mais poderosos inimigos, derruba a idolatria, destrói os vícios e as paixões e faz os homens abraçarem máximas em tudo opostas a todas as suas inclinações, máximas que os incomodam, que os cativam e que os obrigam a combater continuamente contra si mesmos?


 (Abbé de Mangin, Annonces Dominicales ou Modèles d'Instructions sur les Évangiles, t. IV, Caen, 1781, p. 271-272).

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