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terça-feira, 9 de novembro de 2010

As fraudes de Medjugorje e a adoração em Espírito e Verdade


Recebi emails de amigos leitores que reclamam da publicação do artigo de E. Michel Jones acerca da farsa de Medjugorje. Sem quererem entrar no mérito da questão, lamentam que eu dê publicidade a um texto que pode trazer divisão entre os católicos e causar escândalo entre os fiéis de menor espírito crítico.

Em primeiro lugar, me parece loucura querer tratar de assunto de tamanha importância "sem querer entrar no mérito da questão". Num caso como este, o mérito da questão é tudo. O cristão tem obrigação de adorar em espírito e VERDADE. Tudo o que não é verdade não vem de Deus e deve ser absolutamente abolido do culto católico. Para o cristão, a Verdade é Deus, e não há barganha possível quanto a isto.

Mostra E. Michel Jones em seu livro sobre Medjugorje  - de que o texto postado neste site é o começo - que uma das razões pelas quais as fraudes das aparições alcançaram as formidáveis dimensões a que chegaram foi justamente um conflito entre por um lado os interesses políticos do Vaticano na década de 1980, que via em Medjugorje uma aliada em seu combate contra o governo comunista iugoslavo, e por outro os interesses religiosos da Igreja, que obviamente não pode tolerar a exploração supersticiosa e mal-intencionada do culto mariano. Tentaram contemporizar, o que foi erro gravíssimo, pois em conflitos entre o político e o religioso, este último deve ter SEMPRE a primazia.

A Verdade não é negociável no cristianismo, e se há pessoas bem-intencionadas que desconhecem o caráter fraudulento das aparições de Medjugorje, convém que nos esforcemos para esclarecê-las e encaminhá-las para o autêntico culto mariano, feito este sim em espírito e verdade. Pois "dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno." (Mt, 5, 37).

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