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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Hayek, Laski, Stalin e o amor à verdade

Friedrich Hayek ao receber
o prêmio Nobel de Economia

Em 1981 Friedrich Hayek, o papa da escola liberal austríaca, esteve na UnB para ministrar uma conferência, após a qual Henry Maksoud, o dono do hotel, lhe propôs uma série de nomes de autores importantes, para que Hayek os classificasse à direita, ao centro ou à esquerda.

Quando chegou a vez de Harold Laski, Hayek contou uma anedota curiosa:

"[Laski] foi meu colega na London School of Economics durante vinte anos. Então, aconteceu de estarmos, certo dia, juntos, ouvindo as notícias... Antes de ligarmos o rádio, ele nos havia contado sobre as maravilhas da Rússia, sobre como tudo estava maravilhosamente bem organizado na Rússia, sobre como o comunismo era inevitável no futuro do mundo. Naquele momento, foi transmitida uma notícia sobre o pacto Ribbentrop-Stalin. Não sei se vocês se lembram, mas tratava-se daquele acordo entre Hitler e os russos, que realmente possibilitou a eclosão da 2a. Guerra Mundial. E Harold Laski, após ouvir a notícia, e como se jamais tivesse dito uma única palavra a respeito dos russos, passou a invectivar Stalin, em termos os mais extremados, convencido, então, de que eu havia esquecido totalmente o que ele havia dito uma hora antes.!"

(Hayek na UnB, Ed. Universidade de Brasília, 1981, p.27-28).

Piores foram os comunistas de outros países, como a França, que não só evitaram criticar Stalin, como passaram a elogiar Hitler... até que ele invadisse a Rússia.

Para se ver a coerência, a integridade intelectual  e o amor á verdade dos intelectuais comunistas.

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