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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Grandes best-sellers: Le Pastoral du Diocèse de Limoges e a santidade da vida eclesiástica


Não se fala em outra coisa na cidade. Le Pastoral du Diocèse de Limoges é o livro do momento.
Aproveitamos essa enorme onda de popularidade para publicar em vosso humilde blog um trecho da obra, que trata da santidade da vida eclesiástica:


Basta considerarmos o que Nosso Senhor nos deixou por escrito em seu santo Evangelho e o que os Apóstolos nos indicaram em suas Epístolas, para vermos claramente qual deve ser a santidade da vida dos Eclesiásticos.

1. Nosso Senhor começa este excelente sermão que fez sobre a montanha pelas beatitudes, Beati, etc., que abrangem, segundo a doutrina de Santo Tomás, os atos mais heroicos e mais perfeitos. Ad rationem beatitudinis requiritur, quod sit quid perfectum & excellens, (1 2e, fl. 70, in c.) e mais abaixo Beatitudines dicuntur solum perfecta opera. E este divino Mestre mostra com isso que deseja que os discípulos pratiquem as mais excelentes virtudes.

Quer que eles tenham um perfeito desapego das coisas da terra e uma profundíssima humildade, dizendo-lhes que serão felizes quando estiverem neste estado: Beati pauperes spiritu. Pede-lhes a doçura e a mansuetude perfeitas: Beati mites. Que tenham espírito de penitência e de aflição interior por seus próprios pecados e os dos outros: Beati qui lugent. Deseja ainda que tenham um imenso desejo de sua própria perfeição e da do próximo: Beati qui esuriunt & sitiunt justitiam. Que estejam todos cheios de caridade e de misericórdia, para acudir ao próximo em todas as necessidades, tanto espirituais, quanto temporais: Beati misericordes. Que tenham completa pureza de espírito e de coração: Beati mundo corde. Que sejam todos como embaixadores da paz, se empenhem em estabelecer e manter a concórdia entre os homens e se apliquem a reconciliá-los com Deus: Beati pacifici. Mas deseja, para completar essas beatitudes, que tenham uma paciência inalterável e se esforcem por padecer todo tipo de perseguições, de injúrias , de ultrajes e de calúnias; o que é o cúmulo e a perfeição da paciência: Beati estis cum maledixerint vobis, & persecuti vos fuerint, & dixerint omne malum adversum vos mentientes, propter me. E quer que em meio a todas estas aflições eles se regozijem e estremeçam de alegria: Gaudete & exultate.


Anima-os à prática dessas admiráveis Virtudes pela consideração das recompensas vantajosíssimas que estão ligadas a cada uma destas beatitudes, prometendo-lhes pelo mérito de sua fidelidade o Reino dos Céus  sob todos os seus mais encantadores aspectos com que possa atrair seus corações. Mas também lhes mostra a obrigação de tenderem a uma grande santidade, representando-lhes a excelência de seu estado e o fim muito sublime a que estão destinados. Chama-os Sal da terra, luz do mundo, a Cidade situada sobre a montanha, a chama que se põe sobre a candeia: Vos estis sal terrae. Vos estis lux mundi, &c. para revelar a obrigação que eles têm de disseminar por toda parte a luz do bom exemplo e de temperar todos os povos, para me servir dos termos de São Gregório, com o sal de sua doutrina, e de levá-los a Deus por meio de um e de outro.

Não se contenta com uma virtude apenas exterior e aparente; mas quer que ela seja sólida e autêntica, de tal sorte que supere a virtude dos Fariseus e dos Doutores da Lei. E embora as obras dessa gente parecessem resplandecentes aos olhos dos homens, faz, porém, aos discípulos as ameaças mais terríveis, se a justiça deles não ultrapassar a virtude daqueles hipócritas; admoestando-lhes que se assim não fosse jamais entrariam no Reino dos Céus: Nisi abundaverit... non intrabitis in regnum Caelorum. E para lhes assinalar até que ponto devia ir sua santidade, propõe-lhes como modelo de perfeição a do mesmo Deus: Estote ergo vos perfecti, sicut & Pater vester coelestis perfectus est; para fazê-los compreender que ela deve aproximar-se o máximo possível da santidade deste divino original.

(Le Pastoral du Diocèse de Limoges, où l'on explique les Obligations des Ecclésiastiques & des Pasteurs, & la manière de s'acquitter dignement des fonctions sacrées, tomo I, pp 18-22).


Se Satã, falando pela boca da grande mídia, pretende espalhar aos quatro ventos que todo o clero é composto de pervertidos; se defensores do statu quo insinuam que o comportamento do clero não é pior do que o do resto da sociedade (!); vale a pena ler qual a autêntica imagem que a Igreja propõe do que o sacerdote deve ser.
São textos assim que nos mostram por que o sacerdócio é a mais alta condição do homem.

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