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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Intelectualidade evangélica: "Faculdade Internacional" oferece diploma de "Doutor em Culturas Judáicas"


Anuncia a  conceituadíssima Faculdade Internacional de Teologia Gospel em seu website a concessão a seus alunos do cobiçado título de "Doutor em Culturas Judáicas" (atenção para o detalhe do acento no á: que chique!). Tremei, Oxford e Harvard!


Trata-se de título de "alto nível", "memorável", "reconhecido internacionalmente", "conferido para Intelectuais, Sábios ou Professor de nível universitário ou não, ter desempenhado em suas funções destaque, como: Pastor, Teólogo, Palestrante, Escritor e Obreiro". Sic. Está assim mesmo no site da "Faculdade".


E o que é melhor: "Sem a necessidade de realizar nenhum concurso, curso, ou defender tese, para obter este soberano título Internacional."


Precisa fazer o quê, então?


Resposta: "O modelo flexível de aprendizado desenvolvido pela Faculdade Gospel permite a você conciliar os estudos com sua família e outros compromissos pessoais".


Ou seja, a "flexibilidade" dos cursos da Faculdade Gospel permite ganhar um diploma de doutor sem deixar de ser analfabeto. Haja flexibilidade!


Torne-se um sábio internacionalmente reconhecido sem precisar saber nada e sem prejudicar os "compromissos pessoais"! 


Vale a pena ler o texto inteiro. Dá para "desopinar" o fígado, como diz o Bispo Macedo.


A pergunta que fica é: o que está fazendo num caso desses o Ministério da Educação, que permite a um antro de analfabetos como este funcionar como faculdade?


Só mais uma coisinha: como é difícil escrever alguma coisa sobre os "evangélicos" sem usar aspas! Será por acaso? Acho que não. O fenômeno "evangélico" é no fundo uma monstruosa distorção da linguagem, que tem como origem e alvo a deturpação do próprio Verbo Divino. Com isso, é o todo da linguagem que se vê contaminado. Na boca dos pastores pentecostais, as palavras enlouquecem, perdem todo quadro referencial.


Chamam de Cristo a Mamon, de evangélico ao simoníaco, de doutor ao analfabeto.  


Não é à toa que passam metade do tempo "falando em línguas", delicada lítotes para relinchar, coaxar, zurrar e outros estilos pentecostais de vocalização.


Não se transforma impunemente o Verbo Divino em máquina caça-níquel .











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