Pesquisar este blog

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ateísmo, sinédrio, ignorância e violência



Hoje, todo cristão de certa cultura conhece as mazelas provocadas pelas discussões com ateus. Como estes são quase sempre amplamente ignorantes das coisas da Fé, julgando-as pueris, quando se veem diante de uma defensor competente da doutrina, sentem como se o chão lhes fosse tirado de debaixo dos pés. Preparam-se para ensinar uma criança e de repente veem que ela sabe mais do que eles. Isso os desnorteia. E pessoas desnorteadas são propensas a atos violentos.

Esta será sempre a desgraça do ateísmo. O ateu desconhece a Fé. Ele sempre estará em desvantagem ante o cristão. Em primeiro lugar, é claro, porque o cristão tem a seu lado a Verdade encarnada, o que o coloca num plano infinitamente superior ao do ateu, que tem sob os pés o nada. Mas como se manifesta essa inferioridade na prática?

Nos dias de hoje, a mentalidade reinante é ateia. Os clássicos do niilismo compram-se nas bancas, os gurus dos sem-Deus aparecem nos comerciais do Itaú. Basta sair na rua para respirar ateísmo.

Ou seja, hoje é muito difícil para o ateu conseguir escapar dessa sopa cultural promovido pelos senhores da hora. E isso terá sempre consequências intelectuais fatais para eles. Sempre estarão vendo só metade da cena, no melhor dos casos. Sobre a parte principal do quadro reina para eles noite profunda.

Daí o pasmo diante da Fé que se esclarece. Eis que aparece uma novidade que não cabe naquele esquema mental que serve tão bem no cotidiano. É o pasmo essencial. E isso gera violência. A história do cristianismo é pontuada por ela.

A começar pelo que se passou com o próprio Deus Homem, nosso Salvador, só que em escala transfinita. O que é a Paixão de Cristo senão a consequência do espanto abissal que tomou conta do sinédrio ao se verem os fariseus diante daquele que os superava infinitamente em seu próprio campo, a eles, que eram os sacerdotes da Sabedoria no mundo? Não podiam suportar aquilo, tinham de se ver livre daquele Homem de qualquer jeito. Crucifiquem-no.

Pois no fundo aqueles fariseus eram ateus. Não tinham a Fé. O ateu é a perfeição na ausência de Fé. E quem mais perfeito na negação de Deus do que aquele que manda matar o mesmo Deus encarnado? O sinédrio foi o precursor da barbárie ateia de nossos dias.

Toda vez que nos deparamos com os escárnios, a ira furiosa de ignorantes e arrogantes, lembremo-nos de que vivemos, em escala infinitesimal, um pouco do que sofreu Cristo nos dias tenebrosos de sua Paixão. Não pode haver honra maior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário