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domingo, 29 de agosto de 2010

Primeira aparição da Virgem em Garabandal: 2 de julho de 1961

As quatro videntes de Garabandal

Trecho do Diário de Conchita, a principal das quatro videntes de Garabandal e a única a saber a data do Milagre. Trata da primeira aparição da Virgem. Tradução de Yours Truly.

Mês de Julho de 1961.

Chegou o dia 2, domingo.

Fomos à missa e ao rosário. O rosário foi às três da tarde e nós, depois do rosário, fomos pela estrada abaixo porque esse dia vinham uns meus irmãos e íamos ver se estavam chagando. São cinco quilômetros de San Sebastián a Cosio e caminhamos quatro. Como as pessoas nos conheciam, porque íamos as quatro juntas e nos tinham visto em fotografias, nos paravam e nos davam presentes: caixas de bombons, rosários, caramelos, etc., muitas coisas.

Esse dia vieram 10 ou 11 sacerdotes, médicos e um abade e muitos carros. Uma vez longe da vila, íamos voltar porque as pessoas nos faziam muitas perguntas. Um menino da vila descia a cavalo para nos buscar até onde nos encontrou. Viu-nos o chofer do Land-Rover e nos reconheceu. Perguntou se queríamos subir até a vila e nós dissemos que sim, já que meus irmãos não vieram.

Quando chegamos à vila, muita gente e muitos padres nos estavam esperando. Eram seis da tarde. Fomos à calleja rezar o rosário e, antes de ali chegar, nos apareceu a Virgem com um Anjo de cada lado.

Vinham com Ela dois Anjos, um era São Miguel, o outro não sabemos. Vinha vestido da mesma maneira que São Miguel, pareciam gêmeos. Ao lado do Anjo da direita da Virgem, vimos um Olho, de estatura grande, parecia o Olho de Deus. Esse dia falamos muito com a Virgem e Ela conosco, lhe dizíamos:

-- Que íamos ao campo, que estávamos queimadas, que o mato andava alto. Ela sorria, quando lhe dizíamos muitas coisas.

Rezamos o rosário vendo a Ela. Ela rezava conosco para ensinar-nos a rezar bem. Quando terminamos o rosário, disse que ia embora e nós lhe dissemos que ficasse um pouquinho mais, que tinha ficado muito pouco. Ela sorriu, nos disse que voltaria na segunda. Quando se foi, ficamos muito tristes.

Quando foi embora, as pessoas iam nos beijar e nos perguntar o que nos tinha dito. Algumas pessoas não acreditavam porque dizíamos muitas coisas, mas a maioria cria porque diziam que era como uma mãe que faz muito tempo que não vê a filha e lhe conta tudo. Ainda mais nós, que nunca a tínhamos visto e que era a Mãe do Céu.

Levaram-nos à sacristia e um padre chamado D. Francisco Odriozola nos fez perguntas a cada uma de nós, uma por uma, e depois contou às pessoas o que tínhamos dito.

Assim termina o dia 2, domingo, dia muito feliz porque vimos pela primeira vez a Virgem, porque com Ela estamos todos sempre que queremos.

A Virgem vem com:

O vestido branco, o manto azul, coroa de estrelas douradas. Os pés não ficam visíveis. As mãos estiradas, com o escapulário na direita. O escapulario é marrom, de cabelos compridos, cor castanho escuro, ondulado, dividido no meio. O rosto alongado, o nariz comprido, fino, a boca muito bonita, com os lábios um pouquinho cheios.

A cor do rosto é morena, mais claro que o do Anjo, diferente, a voz muito bonita, uma voz muito estranha, não sei explicar. Não há nenhuma mulher que se pareça com a Virgem, nem na voz nem em nada.

Algumas vezes traz o Menino nos braços, muito pequenininho, como um bebê recém-nascido. Um rostinho redondo, de cor parecida com a da Virgem, uma boquinha pequena, cabelinho compridinho, encaracolado; mãozinhas pequenas, um vestido como uma túnica de cor azul celeste.

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