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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Desenho Inteligente, Verdade, Dogmatismo Naturalista e Ciência


Do site Uncommon Descent,  este interessante argumento de Barry Arrington acerca da relação entre verdade e ciência no âmbito da discussão sobre o Desenho Inteligente (DI), ou seja, a hipótese de que a vida tenha sido projetada ou desenhada por um ser inteligente, e não formada apenas pela cega seleção natural. A tradução é de Yours Truly:

E se for verdade?

Atenção! Esta postagem se destina àqueles que têm uma mente aberta em relação à hipótese do desenho inteligente.  Se a sua mente está tão fechada que você seja incapaz  até mesmo de considerar alternativas ao dogma aceito, provavelmente é melhor que você  se dirija à câmara de eco de sua preferência.

Hoje, apenas para fins de argumentação, façamos duas suposições:
 1.  Primeiro, suponhamos que a hipótese do desenho esteja correta, ou seja, que os seres vivos pareçam ter sido projetados com um propósito porque foram de fato projetados com  um propósito.
 2.  Segundo, suponhamos que a hipótese do desenho não seja científica, o que significa que os defensores do DI não estejam envolvidos numa atividade científica ou, como nossos oponentes dizem com frequência, “DI não é ciência.”

A partir destas suposições, segue-se a seguinte conclusão:  Se a hipótese do desenho estiver correta e ao mesmo tempo não puder ser proposta como hipótese científica válida, então a estrutura da ciência proíbe que se descubra a verdade sobre a origem dos seres vivos, e por mais tempo e por mais esforços que despendam os pesquisadores que trabalhem dentro dos limites do método científico, eles jamais conseguirão encontrar a verdade sobre o assunto.

Agora deixemos de lado todas as suposições.  Onde ficamos?  Ninguém sabe com absoluta certeza que a hipótese do desenho seja falsa. Segue-se da ausência de um conhecimento absoluto que cada pessoa deve estar disposta a aceitar pelo menos a possibilidade de que a hipótese do desenho esteja correta, por mais remota que tal hipótese possa parecer-lhe. Uma vez feita esta concessão, que todo homem honesto deve fazer, o jogo acabou. A questão não é mais se o DI é ciência ou não-ciência. A questão é se a busca da verdade no que se refere ao mundo natural deva ter estruturalmente uma inclinação contrária a uma hipótese possivelmente verdadeira.  Quando a questão é colocada desta maneira, a maioria das pessoas conclui corretamente de que não devamos pôr vendas ideológicas nos olhos quando partimos em busca da verdade.  Portanto, mesmo se for verdade que o DI não seja ciência (e não digo que isto seja verdade), segue-se que este não é um problema com o DI, mas com a ciência.  E se o problema for com a ciência, isto significa que a maneira como concebemos a atividade científica deve mudar. Ou seja, se a nossa busca da verdade exclui uma resposta possivelmente verdadeira, devemos re-conceber a nossa busca da verdade.

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