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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cardeal Zen de Hong Kong: O caminho ainda é longo entre Roma e Pequim

Cardeal Zen

Em artigo publicado em inglês por Asianews e traduzido para o italiano por FattiSentire, o cardeal Zen Ze-kiun diz que devem ser interpretados cum grano salis os gestos de aparente reconciliação do governo de Pequim, ao aceitar a nomeação de bispos pelo Papa. No artigo, o cardeal Zen comenta recente reportagem de Gianni Valente na revista 30 Giorni, de Comunhão e Libertação.

Segundo o purpurado, o processo de seleção dos candidatos ao episcopado é fruto de manobras do governo   de Pequim, e a nomeação papal não passa de um rito pragmático para que os fiéis aceitem com mais facilidade os bispos propostos inicialmente pelo governo.

Trata ainda o cardeal do pedido da Santa Sé aos bispos chineses para que não participem da Assembleia de Representantes dos Católicos Chineses, promovida pelo governo de Pequim.  Segundo o cardeal, essa assembleia não passa de uma farsa do governo chinês para continuar promovendo uma igreja independente e desvinculada de Roma.

É claro que não podem ser boas as relações entre Roma e um governo que consegue conciliar o que há de pior no comunismo - o stalinismo e a perseguição aos cristãos - com o que há  de pior no capitalismo - a especulação desenfreada nas bolsas e a exploração brutal dos trabalhadores.

Tudo indica que o governo de Pequim vá cair de podre, como aconteceu com o de Moscou. É uma questão de (pouco) tempo. Esperamos que Roma não ceda à tentação de "reconciliar-se" com o regime moribundo de Pequim, em nome de uma "paz" que não passa de uma farsa, como corajosamente denuncia o cardeal Zen.

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