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domingo, 15 de agosto de 2010

Assunção de Maria, Mãe de Deus


Os católicos mais velhos hão de se lembrar do título de Mãe de Deus dado a Maria pela Igreja em tempos menos tenebrosos, mais precisamente no ano de 431, no Concílio de Éfeso. Atualmente, como no folheto da Missa de hoje, o máximo aonde os lutero-católicos conseguem chegar é "Mãe de Jesus". "Mãe de Deus", nunca. Não é oportuno. É ofensivo. Como se a mentira pudesse ser mais oportuna que a verdade ou que a verdade pudesse ofender. E mesmo se ofendesse alguma seita herética, o que vale mais, ofender aos heréticos ou à Mãe de Deus?

Á quem quer que seja, deve-se dar sempre o título mais alto e honroso. Não se chama o campeão brasileiro de campeão paulista, embora São Paulo seja parte do Brasil. Não se chama um general de capitão. Mãe de Deus é certamente a mais alta honraria com que qualquer criatura possa sonhar, ou mesmo não possa, por estar além e acima de qualquer sonho. E se recebeu o título infalivelmente das mãos da Igreja é porque Maria o mereceu, por ser de fato a Mãe de Deus. E, não nos esqueçamos, o sangue de muitos mártires foi derramado para defender tão alto título.

Jesus Cristo é Deus, logo a mãe de Cristo é a mãe de Deus. Raciocínio com chancela de verdade do mesmo protestante Leibniz. Assim como se Ronaldo é o Fenômeno, o carro de Ronaldo é o carro do Fenômeno, para dar um exemplo compreensível até aos evangélicos.

Da mesma forma, quando o dogma da Assunção de Maria foi definido por Pio XII, houve quem achasse que se tratava de uma proclamação "inoportuna", entre eles o otherwise genial François Mauriac. Paciência. Que se há de fazer? Como se houvesse presente maior para a humanidade do que a proclamação infalível de uma Verdade de Fé.

Que a Mãe de Deus, sentada à direita de Cristo, ore por todos nós, pecadores inoportunos.

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